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 Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.

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Annlunah 찬영 상태 ♥
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sex 9 Nov - 18:01:57


Capítulo IX
"Quero confiar em ti."

Dia 5 de janeiro, sexta-feira. O Kevin estava acordado. O despertador estava prestes a tocar, ouviam-se os ponteiros deste mexerem, as rodas dentadas reproduzirem som ao roçarem umas nas outras, todas coordenadas, numa dança em círculos sem fim. O Kevin ouvia estes sons e apenas pensava. Pensava nele. No dono do toque. Era estranho. Aquele toque arrepiava-lhe todos os pelos dos braços, os poucos que tinha, arrepiava a pele e fazia o estômago dele dar voltas e voltas e círculos suaves mas ligeiramente incomodativos tal como as rodas dentadas do relógio.

"Jigeum naega haneun yaegi neol apeuge halji molla ama nal jukdorok miwohage doel kkeoya (...) Baby I’m so lonely..."


A rádio onde apareciam os maiores êxitos de sempre de hallyu tocava agora no despertador, mas Kevin continuou a ouvir a música e a ignorar tudo e todos, enquanto a mão dele corria o seu braço, enquanto imaginava de novo aquele toque.

Kevin, levanta-se subitamente da cama: Kevin, estás louco? Aniya... não penses assim...

ChanYoung, esfrega os olhos e entra no quarto do irmão: Kevin... desliga o despertador, daqui a pouco aparece a mal-humorada da SuMin a gritar para calares a buzina, e começa o Kawaii a miar... e despacha-te para ires para as aulas... aigoo, estás a atrasar-te! Ireona e mexe-me esse rabo e veste-te!~ Aigoo, preciso de tomar banho...

Kevin, desliga o despertador: Eu sou rápido, e além disso, tomei duche ontem à noite, antes de dormir... por isso podes ir, que eu despacho-me rapidamente.

ChanYoung: Arasseo. Sendo assim, eu vou... vê se levas a buzina para acordar a SuMin.
Não foi preciso mais nada. Kawaii olhou para ela e correu a miar para o quarto delas, subindo para cima da cama onde estava deitada SuMin, miando mesmo em frente a ela.

SuMin, acorda de repente: Que pivete! Aigoo, cala-te buzina! Cheiras a peixe!~

Kevin, abana-a e acaricia o gato: HYA!~ É comida de gato! E ele não é uma buzina...

SuMin, tapa a cabeça com a almofada: Aniya! Ele é uma buzina barulhenta...

Kevin, ri-se: Preferes uma buzina de tamanho real a chamar-te?

SuMin, senta-se na cama: Quem? Buzina de tamanho real?

Kevin: A ChanYoung. Ela grita. E muito. Tu gritas mais, mas ela também grita.

SuMin, ri-se e dá-lhe uma cotovelada: Estás-me a chamar buzina?

Kevin, acena afirmativamente: Deh, estou. E não é verdade?

SuMin: I’m your noona, treat me properly! I deserve to!

Kevin, puxa a SuMin pelo braço: Breakfast time! Anda, vamos!

SuMin: HYA!~ Eu não estou vestida ainda!

Kevin, ri-se ligeiramente: Estás vestida com o pijama, pabo!
SuMin é puxada por Kevin até à cozinha, por entre gritos agudos suscetíveis a dores de cabeça e caras chateadas, amuadas e risos súbitos. Kevin sorria, mas não em pleno, e via-se uma torradeira reluzir entre os olhos deles. Abriu-se um frasco de Nutella, um pacote de manteiga de amendoim, e um frasco de compota de pêra, e ainda de compota de pêssego. O pão de forma foi disposto dentro da torradeira, várias torradas ao mesmo tempo, dentro de três pratos. Ouvia-se por entre o som do chuveiro, o estilo do rap inconfundível da Ryu HwaYoung unnie, a antiga T-ARA que a ChanYoung tanto imitava e adorava. A ChanYoung tinha decidido procurar uma faixa de rap dentro da sua memória e reppar no duche.

Kevin, ri-se ligeiramente: A noonie está bem-disposta… hoje é dia de Cocktail...

SuMin, ri-se: Se eu comer as torradas dela e esvaziar o frasco da Nutella, ela deixa de reppar e cantar as músicas da HwaYoung unnie logo pela manhã...

ChanYoung, sai da casa de banho e debruça-se no corrimão: AI DE TI, SUMIN!~
Kevin acaba de comer as suas fatias de pão torradas com doce de morango e pêssego e corre pelas escadas acima à medida que bebe o seu copo de cappuccino com leite, para se despachar e vestir. Vestiu uma camisola azul-escura, v-neck, manga comprida, justa ao corpo; umas calças azuis claras de ganga, justas ao corpo e com rasgões, forradas com um tecido quente e branco, e por fim, umas galochas de rapaz azuis escuras. Um casaco, cachecol, luvas e um gorro azul claro com orelhinhas de gatinho e desenhado no mesmo, uns olhos e uns bigodinhos negros. Parecia um miúdo de 10 anos com aquele gorro, e depois disso tirou-o para pôr a sua maquilhagem. O seu típico eyeliner negro. Desta vez, pintou um pequeno ângulo na extremidade exterior dos olhos. Ele sorriu para o seu eyeliner e saiu da casa de banho.

Kevin, bate à porta do quarto das irmãs e encosta as costas à mesma: Estão prontas?

ChanYoung, aparece em baixo nas escadas com uma torrada com Nutella na mão enquanto come e mastiga: Eu estou! Essa preguiçosa é que asdfghjklertyuiop...

Kevin, ri-se: Queres esvaziar a boca, noonie? Ou vais comer e falar ao mesmo tempo?

SuMin, sai do quarto enquanto mete um gancho no cabelo: Deixa lá, ela é assim...

ChanYoung, reppa: Yeah uh uh gyeolguk neon doraseo naneun tto magasseo...

ChanYoung, ignora e continua a reppar: Jajonsim da beorigo michincheok neol ttaraseo; Gaseumi doeryeo nareul dageuchigo malhaesseo (...)

Kevin, pica a irmã: Eu faço de MinKyung e SoYeon noonies como backup voice!

SuMin, ri-se: Parece que vamos ter "We Used To Love" pela manhã...

ChanYoung: É "We Were In Love"...
SuMin, irritada com o barulho excessivo: SHIGGAEREO~ cala-te


Kevin, agarra na mala e sai de casa: Pessoal, vou andando. Até mais logo...
Kevin sai pela porta fora olhando para o céu. Estava frio, e ele encolhe-se um pouco, porém, segundo os meteorologistas, daria sol para a tarde, por isso aguentou-se e saiu do seu jardim. Uma cabeça com cabelo negro com um corte um pouco mais comprido que o do Kevin espreitou por fora de um portão, uns bons metros lá mais para a frente. O dono do toque. Kevin desviou o olhar e olhou para a sua mala azul e verde. Aquela sensação de novo. TaeJoon olhou para ele preocupado e subitamente Kevin olhou com um olhar sobressaltado e assustado para ele.

TaeJoon, sorri: Annyeong haseyo, Kevin-ssi! Assustei-te?

Kevin, surpreendido: Ah, a-aniyo. Annyeong haseyo, TaeJoon-ah…

TaeJoon, começa a andar ao lado dele: Porque é que ontem não foste às aulas?

Kevin, coça o pescoço atrás com o braço: Bem... e-eu estava doente... Febre...

TaeJoon, aproxima a mão da testa do Kevin: Jinjja? Mas nem estavas constipado...

Kevin, sente de novo aquele arrepio pelo corpo: M-mas com mãos tão quentes... não se consegue ver se a minha testa está quente, e para além disso... já passou...

TaeJoon, retira a mão da testa dele rapidamente: A-ah... mianhamnida...
Aquele gesto fez com que um ambiente de certa forma estranho, rodeado de timidez e tentativa de não se cruzarem olhares ficasse no ar. Eu sentia-o. Aquele tal TaeJoon era parecido comigo de certa forma. Ou formas. O toque, o sorriso, a forma com que age quando está preocupado. Nisso ele é parecido comigo. E também o nome. Baek TaeJoon e Baek JaeHyun. Ironia do destino, talvez. Ele parecia-me uma espécie de substituto meu. Entretanto, para aliviar um pouco o ambiente, passaram duas loucas a correr uma atrás da outra. Eram as minhas unnies Hwang. Era óbvio. Quem é que não as reconheceria só de as verem discutir e mandar bolas de neve uma à outra no meio da rua?

SuMin, acerta no TaeJoon com uma bola de neve, que espirra assim que sente o frio embater-lhe no gorro: Pára de dizer ‘move’ e ‘ass’ na mesma frase, Ann Hwang! O-oh, mianhamnida, TaeJoon... b-bom dia, dongsaeng... mianheyo...

TaeJoon, ri-se: Acho que o Kevin-ssi me constipou... mas não faz mal, noona.

SuMin, ri-se e aponta para ele: Vês, Kevin? NOO-NA, não NOO-NIE...

Kevin: Não gosto da palavra ‘noona’... soa-me mal...

SuMin: Pareces cada vez mais uma rapariga, Kevin... Em vez de SungHyun, devias-te chamar SoHyun ou SooHyun! Assentar-te-ia que nem uma luva!

ChanYoung: Ele era para se chamar SuHyeun, Kelly nos EUA, SuMin...

Kevin, bufa: Os pais pensavam que era mais uma menina...

SuMin, vira a cara dele para TaeJoon: Isso é porque és mesmo uma rapariga, Kevin! Diz-me lá, ele não te parece uma rapariga, TaeJoon-ah? Ele tem cara de rapariga...

TaeJoon, ri-se: Ele dava uma rapariga bonita sem dúvida alguma, mas ele tem sobrancelhas de rapaz e pestanas de rapaz, e tem vestígios de barba que vai começar a nascer, noona... e não tem peito, ou seja, ele é um rapaz a cem por cento... quer dizer, a cem por cento não sei, mas por isso vê-se que é um rapaz...

Kevin, sorri ligeiramente para ele: Gomawo, TaeJoon-ah!~

ChanYoung, olha para o relógio e para em frente à passadeira: Crianças! Para as aulas!
TaeJoon e Kevin acenam às suas noonies, como Kevin dizia, e ChanYoung e SuMin seguem para zonas diferentes da universidade. TaeJoon e Kevin preparam-se para atravessar a passadeira, e a luz do semáforo dos peões estava vermelha, porém nenhum carro passava, e TaeJoon ia passar, mas Kevin pára-o, segurando-lhe o braço.

Kevin, olha para baixo, deixando algumas lágrimas quentes derreter a neve aos seus pés: Não atravesses, espera pelo sinal verde, pode passar um carro sem te ver e podes ser atropelado... e eu não quero... tenho medo... m... mete-me medo tudo isso...

TaeJoon, sorri e olha curioso para ele: Arasseo... mas porque é que estás a chorar por causa disso? Eu não vou atravessar, está descansado... e além disso, acidentes podem acontecer ou não acontecer... mas não quer dizer que aconteçam...

Kevin: Disseste-me que podia confiar em ti e contar contigo...

TaeJoon, ri-se: E podes, mas não para me encheres a roupa com lágrimas e ranhoca...

Kevin, sorri ligeiramente e assoa-se com um lenço: Gomawo...

TaeJoon: Kevin-ssi... eu não te perguntei ainda, mas diz-me... não tem nada a ver com isto agora possivelmente, mas quero saber uma coisa... quando fazes anos?

Kevin, ri-se: 12 de abril. E tu, TaeJoon-ah?

TaeJoon, ri-se: Eish, sou teu hyung então... faço anos a 14 de janeiro...

Kevin: Então estás quase a fazer 17 anos... faltam uns 9 dias...

TaeJoon, ri-se e corre à luz verde do semáforo dos peões, roubando e colocando o gorro do Kevin na sua cabeça: Deh, e quero o teu gorro de presente!~

Kevin, corre atrás dele: HYA!~ TaeJoon-ah! Dá-me o meu gorro! Eu dou-te um igual, mas dá-me o meu!~ PLEASE!~ GIVE ME THAT, HYUNG!

TaeJoon, pára e olha para ele: Hyung? Eu pensei que me fosses chamar oppa...

Kevin, abre muito os olhos: Oppa? Wae? Porque é que te haveria de chamar oppa?

TaeJoon, brinca com os seus dedos nas calças e ajeita o gorro: Porque... sei lá, chamas noonie às tuas noonas, podias chamar... sei lá, hyuppa... ou oppa... aos rapazes...

Kevin, olha para baixo: Eu fazia isso em pequeno, mas chamo hyung, e como me distraio, por vezes, e digo oppa, chamo por exemplo, TaeJoon-ah. Não hyuppa nem oppa.

TaeJoon, sorri e vê-se no reflexo da porta: Arasseo, Kevin-ssi... olha, sabes uma coisa?

Kevin, olha de forma intrigada para ele: Diz. Hyung...

TaeJoon, tira o gorro e mete-lho na cabeça, compondo-o e sorrindo de forma contagiante: O gorro fica-te melhor a ti, visto que és mais feminino que eu, SuHyeun-ssi...

Kevin, bufa e faz cara de amuo: Eu chamo-me Kevin e não Kelly, e SungHyun e não SuHyeun... existem muitas diferenças... bem, são parecidos de certa forma...

TaeJoon, ri-se e aperta-lhe as bochechas: Tens cara de rapaz, mas és mais bonito que uma rapariga, e arranjas-te bem, e pintas o cabelo, e maquilhas-te... só isso faz de ti Kelly.

Kevin: Então estás a dizer que me faltam os atributos femininos para ser uma rapariga?

TaeJoon, ri-se: Isso não te posso dizer. Como é que eu posso garantir que és um de nós?

Kevin, ri-se: Eu jogo Call Of Duty Modern Warfade 3!

TaeJoon, ri-se: Jinjja? Eu também!


Kevin e TaeJoon entram a conversar e a libertarem pequenos sorrisos um ao outro, sorrisos puros, mas ainda um pouco apagados. Mas o melhor de tudo. Sorrisos cúmplices. O que não sabem é que uma praxe feita pelo INA – e pela troublemaker encarregue das praxes ‘ilegais’ e ilícitas da JinSan, KkotIp – como de costume, aguardava os alunos novos. Um INA saltava por aí, preso por um fio de pesca, e a dona deste, escondida atrás da primeira fila de cacifos, puxava o mesmo, fazendo-o avançar até TaeJoon. Mais uma troublemaker gritou, fazia parte do plano das praxistas do JinSan High School para fazer a praxe.

Rapariga 1#: AHHHHHHHHHHH!~

Rapariga 2#, aponta para trás do TaeJoon: AIGOO, É ENORME!~

TaeJoon, vira-se para Kevin: Que raio é que se passa agora?

Kevin, revira os olhos: É a praxe do costume... eles nunca falham... e se falham, põe-te à prova. E se falharem todas as praxes, convidam-te para o clube secreto deles, e nunca se sabe quem faz parte desse clube, nem quem são os chefes de lá, é tudo secreto...

TaeJoon, faz um sorriso perverso e anda em frente: Cada vez mais gosto desta escola!
TaeJoon percebe a existência do fio ao vê-lo reluzir com os raios solares e pisa-o, fazendo com que KkotIp dobre as costas e se surpreenda. TaeJoon pisa aos poucos o fio e ela larga o fio, preparando-se para fugir, mas ele aparece-lhe à frente.

TaeJoon, ri-se e cumprimenta-a: Sunbae-nim, não vale a pena fazerem-me praxes, porque eu não vou vacilar. Ah, já agora, o grilo é realista e bem verde!
Os restantes troublemaker, como os alunos ditos normais da JinSan os apelidavam, dispersaram-se e formaram grupos de conversa com outras pessoas e o diretor decidiu abrir a porta do seu gabinete, e apanhar KkotIp em flagrante a resgatar o seu plano, o seu INA. A mão tocou no ombro dela e todos os olhos rapidamente olharam na direção do rígido Lee ‘JinSan’ JinYoung.

Lee JinYoung: Song KkotIp, no meu gabinete. Já.

KkotIp, esconde o INA no bolso e tenta cortar o fio com uma pequena lâmina que tinha dentro do bolso: Wae? Porque é que quer falar comigo?

Lee JinYoung, a aperceber-se do gesto: Em primeiro lugar por teres objetos cortantes, sem ser do material de desenho, fora das aulas, e em segundo, por continuares a torturar os alunos novos com os teus amiguinhos e com esse grilo de plástico verde.

KkotIp, tenta safar-se: M-mas... eu não esfaqueei ninguém! Eu só estou a limar as unhas com a lima! E qual grilo? Eu não tenho nenhum grilo!

Lee JinYoung: Preferes falar em frente do resto da escola, Song KkotIp? E já agora, um pouco de historial possa-te acalmar e confessar tudo?

KkotIp, baixa a cabeça: Eu entro, diretor Lee. Mas quero sair antes de tocar, está bem?

Lee JinYoung, fecha a porta assim que ela entra: Sendo assim, confisco-te essa coisa verde e essa lima, como dizes... eu fico com esse animal plástico durante 15 dias, e essa lima fica para eu brincar, e não há forma de dizeres que não. Passa-os para cá.

KkotIp, esconde o INA verdadeiro com a lâmina na mala e entrega um outro mais leve e frágil, e menos realista: O grilo... e agora, quer a lima, não é? Pois bem, é esta.

Lee JinYoung, olha para ela: Esvazia os bolsos para garantir que não tens uma lâmina ou um bocado de x-ato partido. Caso contrário, chamo a minha secretária para o fazer.

KkotIp, esvazia os bolsos e mete lenços de papel e moedas para cima da secretária: Pode chamá-la, não tenho nada a esconder...
Lee JinYoung olha para o seu relógio, posto em cima da mesa, verificando que estaria prestes a tocar. Ele manda-a sair e levar os seus objetos pessoais juntamente com ela, e assim que aquela porta fecha, toca.

TaeJoon, olha para Kevin e para a vitrina onde estavam várias coisas, entre as quais aulas extra e disciplinas extra, horários das turmas e horários das disciplinas em questão, e ainda clube extra curriculares: Vocês têm tantas coisas para fazer... eu gostava de fazer alguma coisa, aulas extra ou assim... desporto, qualquer coisa...

Kevin: Eu tenho aulas extra de música e desenho, e gostava de fazer alguma coisa mais, e pensei em desporto, mas como a ChanYoung noonie faz taekwondo na academia do irmão da Bang MinAh, a namorada do Sandeul... quer dizer, eu não sei se eles são namorados, mas parece, eles os dois e o Taemin sunbae-nim, do último ano, de artes, eles os dois e esse sunbae andam sempre juntos. Bem, de desporto... temos ténis, natação–

TaeJoon, olha para o horário da natação: NATAÇÃO!~ Aigoo, Kevin, sabes nadar?

Kevin, um pouco confuso: S-sei... m-mas–

TaeJoon: Kevin, eu preciso de um escape. Odeio estar em casa, preso e sem ninguém...

Kevin, olha para ele nos olhos: Mas tu tens os teus hyungs, TaeJoon-ah...

TaeJoon, baixa a cabeça: Eu odeio o JoonHyun e o TaeHyung hyungs. Odeio-os.

Kevin, olha com preocupação: Porque é que dizes isso, TaeJoon?

TaeJoon, sorri forçosamente: Vamos entrar, eu depois explico...
Nesse momento passou uma rapariga com sapatos de plataforma góticos negros; umas calças de duas cores, com o padrão da bandeira americana em tons azul e cinzento; e uma túnica com decote de barco, mangas compridas, cor lisa, mas preta e cinzenta, em degradeé; cabelo negro com pequenas madeixas azul fluorescente nas pontas dos cabelos, desgrenhado mas liso; maquilhagem negra esfumaçada e ligeiramente esborratada; olhos num rosa morto, quase lavanda; e uma tez branca, talvez um pouco amarelada, que brilhava ao fazer um choque luminoso com o batom entre o tom de pêssego e o rosa, que sobressaía e se tornava vivo sobre a pele. Ela era estranha, e todos olharam para ela. Ela não sentia frio ou calor, era japonesa, mas deslocada de tudo e de todos, era ela conhecida por Shim Yuno – porque pensavam que era o nome dela quando ela entrou na escola – ou Shimizu Yuno.

Kevin, avisa TaeJoon: Faças o que fizeres, nunca fales sobre manga, anime, sangue ou morte com aquela ali. Ela é maníaca... há quem diga que faz umas experiências estranhas...

TaeJoon, olha para ela: Quem é ela? É uma sunbae-nim, não é?

Kevin: É uma rapariga japonesa que anda cá na escola desde sempre. Dizem que ela se mutila e faz rituais satanistas e magias com o sangue dela... ela é um bocado estranha...

TaeJoon, engole em seco: Arasseo... afinal, esta escola é também intrigante para além de interessante... mas como em todo o lado, há coisas boas e más... bem... sala?

Kevin, suspira: Aula de mandarim e cantonês... Big, big trouble...
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Na JinSan International University
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Duas horas depois, 120 minutos e alguns segundos, passos corriam os corredores, e Yukwon saía do balneário com MinHo e WooHyun, tinham tido aulas e simultâneo, e o primeiro esperava a sua irmã, EunMi. ChanYoung e JiYoon andavam ali por perto, e passam pelos três rapazes com os seus sacos de ginástica e curvam-se uns perante os outros em ato de respeito.

JiYoon, um pouco seca ao perceber o olhar do Yukwon: Annyeong haseyo, rapazes...

ChanYoung, sorri para todos e olha para o corredor: Annyeong, pessoal!

MinHo e WooHyun, em coro: Annyeong haseyo!~

Yukwon, um pouco absorvido: Oh, annyeong, meninas... JiYoon, estás estranha…

JiYoon, ri-se ironicamente: Isso deve ser do cabelo molhado, oppa...

Yukwon, sussurra-lhe: Podemos falar?

JiYoon, recusa, mexendo os dedos dentro dos bolsos: Tenho coisas para fazer agora...

Yukwon, sussurra-lhe de novo: Andas estranha, JiYoon... não gosto de te ver agir assim... parece que te desmancho o sorriso do rosto... wae?

JiYoon, sorri forçosamente: Não desmanchas, eu estou a sorrir... mas agora tenho de ir...

ChanYoung, acena-lhes: Eu também vou! Annyeong!~

MinHo: ChanYoung-ah... diz-me... em que andar são as salas dos cursos artísticos?

ChanYoung: Depende... Design e multimédia é daquele lado, viémos de lá agora. Representação e fotografia são no terceiro ao fundo, de lados opostos e ainda têm os auditórios cá em baixo e lá em cima, e existe as áreas de Desenho e Pintura, como arquitetura, restauração, desenho, pintura, e outros, no quarto piso todo, mas depois chegas lá e perguntas a alguém. Universidades deste género são uma confusão, eu sei...
As duas raparigas despedem-se dos três desportistas, que avançam em direção ao elevador, rumo ao terceiro piso, onde estava EunMi sentada, num banco, a olhar em redor, para o exterior, através de uma janela enorme, dividida por riscos negros, que fazia daquilo não uma janela, mas três janelas. Um colega da EunMi, Yang CheolYong, sentava-se ao lado dela, e olhava para ela de uma forma estranha, quase como se quisesse comer um pacote de bolachas e essa pessoa fosse o próprio pacote de bolachas. Ele era assim.

Mir: EunMi-ah! Como foram estas mini férias?

EunMi: Não se podem chamar mini férias a um curto espaço de tempo onde tens um monte de trabalhos para fazer e quando pouco tempo resta para a tua grande paixão.

Mir, ri-se: Pois, eu também continuo encalhado com o inglês e não tive muito tempo...

EunMi, surpreendida: Jinjja? Não devias, esta é uma universidade internacional, acessível e com boa qualidade, o que se traduz em alunos de fora... como é que não és bom a inglês?

Mir, ri-se de novo: Não sei... não presto para línguas, pode ser que me safe no mandarim e no japonês, mas inglês e derivados... não pesco nada de nada.

EunMi: Precisas de ajuda. O inglês é demasiado importante... Devias falar com alguém...

Mir, sorri: Bem... até tu me poderias ajudar...

EunMi: O inglês não é propriamente o meu forte...

Mir: Sabes mais que eu de certeza absoluta!

EunMi: Depois logo se vê. Eu agora tenho o trabalho de fotografia como prioridade...

Mir: Temos todos... espera! Tens par para fazer o trabalho? Se quiseres posso ser!

EunMi, avista o Yukwon e despede-se: Oh, pode ser, falamos mais tarde, o meu oppa e eu vamos tratar de uns assuntos e vamos tomar um café, qual é a próxima aula?

Mir, suspira e mostra um sorriso: Aula de inglês...

EunMi, faz uma vénia e dirige-se para o elevador: Arasseo, gomawo e até já!
Entretanto eles desceram no elevador, e MinHo saiu para procurar as turmas dos cursos de artes, ficando sozinho em frente das pautas e dos horários de casa turma com o seu android. Entretanto, algo semelhante se passava na ala sul do primeiro piso, para onde ChanYoung e JiYoon se tinham dirigido, para perto das salas dos cursos de medicina, que continuavam no segundo piso. Estavam com SuMin, e de repente avistam um sujeito – demasiado comum e perseguidor para SuMin – a tirar fotografias aos horários com o android. Ao horário desta última, mais precisamente. O sujeito do costume.

ChanYoung, aproxima-se com JiYoon e SuMin: Pfft. Está empenhado...

JiYoon, pica a irmã da sua melhor amiga: SuMin, olha quem é ele! Your butt’s stalker!

SuMin, dá-lhe uma cotovelada com força: HYA!~ SHIGGAERO!~ – Corre até às pautas e espreita para verificar se está a ver bem, se não é uma miragem. – HYA!~

DongWoo, deixa cair o telemóvel no chão: Aigoo!~ Parece que engoliste um apito, Silver Hwang... essas reações exageradas vão-te fazer ficar velha mais depressa...

SuMin: Exageradas, dizes tu? Tu estavas a fotografar o meu horário...

DongWoo, faz-lhe mehrong: I won’t quit of this, you know?

SuMin, bufa: Arasseo. O que é que queres mesmo para depois deixares de me perseguir?

DongWoo: Um romantic date.

SuMin, suspira: Tem mesmo de ser?

DongWoo, acena afirmativamente com a cabeça: Queres ser perseguida para o resto da vida ou vais finalmente decidir deixar de te comportar como uma criança assustada?

SuMin, bufa: Eu não sou uma criança sequer...

DongWoo, ri-se: Gatinha assustada então...

SuMin, prepara-se para lhe dar uma cotovelada: HYA– I take it. I take de challenge.

DongWoo: This is not a challenge, this is a date. Amanhã à tarde. Mando mensagem com o dress code e as regras. Sim. Because you’re following my rules, nice ass.

SuMin: Não me chames nice ass, é cansativo, e estranho, e, sei lá, just don’t!

DongWoo, ri-se: Vou tomar isso em consideração, cute butt. Está melhor?

SuMin, bufa: Continua a ter um rabo pelo meio...

DongWoo: Tencionas que te chame o quê? Baby? Jagiya?

SuMin: ANIYO! E que tal me chamares pelo nome?

DongWoo, faz um sorriso perverso: Só se me chamares DongWoo oppa...

SuMin, faz beicinho: Não quero!

DongWoo, vai dali para fora com um sorriso estampado na cara: Vais-te arrepender dessa decisão, nice ass. See you tomorrow at your house, I’ll pick you up myself!

SuMin, sussurra, arrependida da sua decisão: Aigoo, não devia ter aceite…
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sex 9 Nov - 18:14:31

.Primira coisa que vou fazer quando chegar a casa +.+
tou a ficar sem bateria no tele
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HailieKibum
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sex 9 Nov - 18:43:02

Annlunah 찬영 상태 ♥ escreveu:
Jigeum naega haneun yaegi neol apeuge halji molla ama nal jukdorok miwohage doel kkeoya (...) Baby I’m so lonely..."

ohhhh 2NE1???


Citação :
um gorro azul claro com orelhinhas de gatinho e desenhado no mesmo, uns olhos e uns bigodinhos negros. Parecia um miúdo de 10 anos com aquele gorro,

awww i want a pic /s0b/ must be cute as fuck

Citação :
TaeJoon, pára e olha para ele: Hyung? Eu pensei que me fosses chamar oppa...
[b]

why do you want him to call you oppa, taejoon? is it exciting?? e____e

Citação :
Nesse momento passou uma rapariga com sapatos de plataforma góticos negros; umas calças de duas cores, com o padrão da bandeira americana em tons azul e cinzento; e uma túnica com decote de barco, mangas compridas, cor lisa, mas preta e cinzenta, em degradeé; cabelo negro com pequenas madeixas azul fluorescente nas pontas dos cabelos, desgrenhado mas liso; maquilhagem negra esfumaçada e ligeiramente esborratada; olhos num rosa morto, quase lavanda; e uma tez branca, talvez um pouco amarelada, que brilhava ao fazer um choque luminoso com o batom entre o tom de pêssego e o rosa, que sobressaía e se tornava vivo sobre a pele. Ela era estranha, e todos olharam para ela. Ela não sentia frio ou calor, era japonesa, mas deslocada de tudo e de todos, era ela conhecida por Shim Yuno – porque pensavam que era o nome dela quando ela entrou na escola – ou Shimizu Yuno.

ok. quanto apostam que esta é a personagem da matts??
too cool.
can i be her in real life pls??

Citação :
DongWoo, faz um sorriso perverso: Só se me chamares DongWoo oppa...

oooh
eu chamo-te oppa.
não te preocupes querido. e u e






Adorei este capitulo. Eu adoro sempre, hahah. Mas olha, a Matts já vai salatar de alegria...
^^
Keep with the good job.
Fighting~
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lenitta
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sex 9 Nov - 20:59:11

aaaaaaaaa mirrrrrrrrrr *.* vai fazer par comigo no trabalho de fotografia? sério? eu tou a delirar *.* quem me dera que fosse verdade *.* ai ann tou a morrer.. quero maissss

pois é.. a nina japonesa... é a matts né? ^^ estava-mos as duas desesperadas por aparecer e aparecemos no mesmo chap hahaha
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 10 Nov - 22:15:53

omg omg omg - LE ME GUSTA SONG-
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Dom 11 Nov - 10:51:23

don't die, the next times you do show up are even more awesome ouo
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Dom 11 Nov - 16:16:29

can't wait *w*
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Qui 15 Nov - 12:43:01

xD eu n posso comentar um q postas outro xD hahahaah mas protos me like it xD
*a ser mto lazy* é igualzinha a eu u.u xD
~vou ler o próximo~ xD
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 20:55:43


Capítulo X
"Quando a amizade se transforma em amor"

Sábado, dia 6 de janeiro de 2019. Kevin dormia, era fim-de-semana, tinha perdido a vontade de se levantar cedo, estava frio, era pleno inverno, e a adolescência trazia consigo a preguiça, e tudo o resto que se ganhava com a puberdade. Mas ele ainda apreciava ver a lua no centro do céu, o sol nascer e se pôr, no início e final do dia, esperando que estes acontecimentos maravilhosos da natureza trouxessem algo de novo. Essa era a principal razão para ele acordar cedo. Nessa altura, todos dormiam em casa dos Hwang, mas havia uma pessoa que dormia irrequieta, e não era ChanYoung, que depois de uma noite de trabalho no SoJin’s Cocktail Bar, dormia que nem um anjo. Não, era a vez de SuMin. O relógio rodou sobre si, dançando com os seus ponteiros, e marcou dez horas. Alguém estava no jardim da casa dos Hwang, e o Kevin recebeu uma chamada, acordando.

Kevin, olha para o ecrã e atende: TaeJoon-ah?

TaeJoon, do lado de lá: Kevin-ssi, posso ficar em tua casa por umas horas?

Kevin, vai à janela e abre-a: Onde estás?

TaeJoon, do lado de lá: Estou em frente da tua porta das traseiras. Eu depois explico.

Kevin: Arasseo, deixa-me só vestir qualquer coisa, eu sou rápido, não demoro nada.
Kevin veste um v-neck branco de manga comprida, que dava ainda mais brilho à sua pele de tez branca, veste umas skinny jeans pretas, os seus chinelos azuis com orelhas de gato e faz a sua cama num instante, descendo rapidamente e abrindo a porta para TaeJoon.

TaeJoon, limpa as lágrimas geladas e tenta sorrir: Gomawo, Kevin, eu não sei o que seria de mim se tu não existisses e não me ajudasses... aigoo, ainda bem...

Kevin, preocupado: TaeJoon-ah, o que se passou? Porque é que estás a chorar? E porque é que saíste de casa durante a manhã para vir para aqui? Diz-me...

TaeJoon, suspira: Foram os meus irmãos. Mas eu não te posso contar tudo...

Kevin, olha para ele ainda mais preocupado: Wae? Podes-me contar tudo, hyung.

TaeJoon, olha para baixo: Por enquanto não posso, tenho medo daquilo que aconteceu...

Kevin, com a mesma preocupação: F-foi alguma coisa grave?

TaeJoon, solta mais uma lágrima: F-foi... um b-bocado... e não foi a primeira vez...

Kevin, abraça-o: Calma... podes ficar aqui o tempo que quiseres, TaeJoon-ah, mas tens de dizer aos teus pais que estás aqui entretanto... quanto ao que se passou, podes dizer quando o conseguires dizer, sem pressão. Eu não quero que fiques mal...

TaeJoon, abraça-o de volta e sorri: Gomawo, Kevin-ssi...

Kevin, olha para a testa quente dele: Há quanto tempo é que estás ali fora? É que estás gelado, hyung, e com essa testa quente diria que tens febre... eu vou-te fazer um chocolate quente para beberes e vou buscar um termómetro... eu já venho... senta-te no sofá.

TaeJoon, obedece: Arasseo, tu é que sabes, Kelly-ssi...

Kevin, dá-lhe uma cotovelada suave: Hya... eu sou um espécime masculino!

TaeJoon, ri-se e espirra: Pareces... quase uma ahjjumma, Kevin. Deixa estar o chocolate quente e o termómetro, tens a lareira acesa, uma bolinha de pelo a miar algures, e eu estou bem. É só um bocadinho de frio, já passa...

Kevin, ignora: Kawaii, anda cá! Vai fazer companhia ao hyung! Eu vou buscar as coisas!
Kevin vai-se embora e aparece o Kawaii. O meu gatinho. Ele sobe o sofá e senta-se delicadamente ao lado do TaeJoon, olhando para ele, curioso e traquina, mas ainda assim, bem comportado, sem deitar nada ao chão, apenas se sentando ao lado daquele ser humano desconhecido para este. Kawaii percebe o frio e encosta-se a ele, dando um pouco do seu pêlo, como fonte de calor, e deita-se em cima do TaeJoon. Kevin volta com o termómetro na mão e vai para a cozinha, onde o chococcino que tinha preparado estava pronto, e por isso corre para a sala. TaeJoon e Kawaii manifestavam simpatia e algo mais, talvez empatia, carinho, um com o outro, como se estes fossem parte da vida um do outro há anos. Era estranho. O Kawaii gostava do TaeJoon, duma forma semelhante à que Kawaii gostava de mim, durante a minha vida na terra. E parece que TaeJoon seria o substituto da minha pessoa para Kevin. Mas até lá, as nossas poucas, mas demasiado idênticas semelhanças faziam com que TaeJoon fizesse Kevin sofrer por dentro.

TaeJoon, sorri ao beber: É chococcino, não é?

Kevin, surpreendido: Deh. Costumas beber?

TaeJoon: Bebia em Daegu às vezes. Havia um café onde faziam um mesmo bom...

Kevin: Eu gosto mesmo de chococcino, bebia sempre nos Estados Unidos quando a minha umma e o meu abojji compravam. Mas eu bebia às escondidas, porque tem cafeína, e eu era pequeno, e a minha umma é que adora mesmo beber.

TaeJoon: E onde andam os teus pais?

Kevin: O meu appa vive à mesma nos EUA com a minha mãe, foram transferidos de novo para lá quando a minha avó Elisa Shin foi hospitalizada, há uns dois anos. Ela tinha cancro e entretanto morreu. Então agora o meu avô Shin recusa-se a vir para cá, quer morrer lá, e ser cremado, e ser lançado ao oceano Atlântico, tal como a minha avó. E por isso, quando a minha umma vem para cá, fica lá o nosso abojji, e vice-versa.

TaeJoon: A tua avó era coreana-americana, não era?

Kevin: Era. E por isso, a minha umma decidiu ir connosco para os EUA quando estava grávida, também porque a vida na Coreia do Sul estava complicada para nós, e por causa das propostas de trabalho, e enfim. Fomos, mas voltámos para cá.

TaeJoon: E porque voltaram para cá então?

Kevin: Isso é uma pergunta difícil... para a qual não tenho resposta...

TaeJoon, tira o termómetro debaixo do braço: Apitou...

Kevin, olha para o termómetro alarmado: Tens 39°C de febre, TaeJoon-ah...

TaeJoon, olha para Kevin: Eu não posso ir para a rua assim, pois não?

Kevin, levanta-se: Espera só um bocadinho, vou-te buscar alguma coisa para te baixar a febre... um comprimido, sei lá... ou se calhar era melhor chamar as noonies...

TaeJoon, sussurra e puxa-lhe o braço: Aniya, elas não podem saber que estou aqui, elas podem se descair e dizer que eu fugi e estou aqui. Eu mando uma mensagem aos meus pais a dizer que estou bem, mas não lhes digo mais nada, pelo menos pelos próximos dias...

Kevin: Sendo assim, eu vou-te manter aqui secretamente. E por isso, anda. Elas podem acordar a qualquer momento, e para que eu consiga cumprir essa tua vontade, anda.
Kevin e TaeJoon vão, lado a lado pelas escadas, sorrateiramente, com Kawaii atrás, sem fazerem barulho, e Kevin guia TaeJoon até ao seu quarto. Nunca ninguém lá tinha entrado sem ser Kevin, as irmãs, os pais, Kawaii, ou eu. E agora ele. Eles conheciam-se há uma ou duas semanas, no entanto foi suficiente para formar uma amizade sólida e especial. Kevin sentou-se sobre a cama e deixou-se estar a olhar para TaeJoon enquanto ele, curiosamente, explorava o quarto com o olhar.

TaeJoon, sorri amplamente: Aigoo, tens um quarto só para ti, que sorte...

Kevin: Sou o único rapaz, esperavas que dormisse no quarto com as minhas noonies? Aí é que já me podias chamar Kelly ou SuHyeun... eu sou rapaz e elas raparigas, todos temos as nossas coisas específicas, não apenas coisas que possamos partilhar com todos.

TaeJoon: Eu compreendo... gosto do teu quarto, é claro, e tem azul, eu gosto de azul.

Kevin, sorri: Gomawo. Eu também gosto de azul, mas o meu quarto é um pouco estranho para rapaz, não? Tem muitos peluches e rilakkumas para um quarto de rapaz...

TaeJoon, ri-se: Não... é fofo. Eu gosto de peluches... é um quarto com a tua cara.

Kevin, na brincadeira: Eu tenho cara de peluche?

TaeJoon, ri-se e mexe-lhe nas bochechas: Ani. O Hwang SungHyun é um gatinho fofo...

Kevin, sorri um pouco mais: Eu sou? Aigoo, eu sabia que eu e o Kawaii somos parecidos!

TaeJoon: Tenho a certeza que não são tão parecidos...

Kevin, curioso: O que queres dizer com isso?

TaeJoon, ri-se e faz-lhe cócegas na barriga: O Kawaii foge se lhe fizer isto...

Kevin, corre para a janela e mostra um pequeno sorriso: O Kawaii sente cócegas, mas nem um nem outro gostamos muito... mas olha, não podemos deixá-las saber que estás aqui, muito menos os teus irmãos... o que quer que eles tenham feito, eu não os deixo encontrarem-te. Mas TaeJoon... como vais fazer com as aulas? Não podes faltar...

TaeJoon, afirma com a cabeça: Eu sei, mas vais-me ajudar a passar despercebido, certo?

Kevin, senta-se de novo ao lado dele na cama: Eu posso te ajudar, mas as minhas noonies vão acabar por descobrir que estás aqui... a ChanYoung nunca diria, e a SuMin também não, mas elas são um bocado distraídas e guiadas pelo coração...

TaeJoon, olha para Kevin: Eu já em Daegu queria ter desaparecido e fugido de casa, por causa do meu pai e dos meus irmãos. Mas não o fiz por causa da minha mãe.

Kevin: TaeJoon-ah, podes contar sempre comigo...

TaeJoon: Eu vou-te contar a minha história. E a minha razão para ter vindo para Seul.

Kevin, presta atenção: Sou todo ouvidos, podes dizer.
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Flashback – TaeJoon
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Dia 2 de novembro de 2015. TaeJoon estava em sua casa, em Daegu, e o seu pai, um homem de etiqueta, bem formado e um bom cidadão – aparentemente – tinha chegado a casa. TaeJoon era pequeno, tinha 13 anos, mas tinha uma grande visão do mundo. Ele sabia que algo não estava bem. Ele dirigiu-se para o quarto do pai, e encontrou um colar para mulher, com um nome forjado em ferro de uma cor entre o roxo e cor-de-rosa, colar esse que tinha ainda uma borboleta neste. O colar estava em escrita universal, e ele não pôde perceber e ler o texto, por não dominar o inglês ainda muito bem nem o alfabeto do ocidente, ao qual chamavam abecedário. Junto com o colar estava uma carta, mas era demasiado escuro, e por isso, não conseguiu ler. TaeJoon preparava-se para virar costas e dois vultos apareceram perto dele. Dois rapazes, um maior de idade, teria uns 19 anos, e um mais novo, de 16. Eram os seus meios-irmãos TaeHyung e JoonHyun.

TaeHyung: Não devias ter expiado o abojji, TaeJoon... ele ia ficar zangado se descobrisse...

JoonHyun: TaeJoon, sabes que já não és um bebé, certo? Está na altura de seres castigado por todas as tuas travessuras... e quantas mais fizeres, pior vai ser para ti...

TaeJoon, em lágrimas: Hyungs, não digam ao abojji, eu estava só à procura do meu caderno, eu esqueci-me dele aqui, eu não fiz nada sequer... mianhamnida...

TaeHyung: Quem te vai castigar somos nós, e não o abojji. Ele não vai saber sequer, e ele vai-se rir de ti se lhe contares depois, e vai-te insultar, e castigar de outra forma mais dolorosa do que a nossa... por isso, se ficares calado, poupas dois castigos...

Spoiler:
 

 
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Fim do Flashback
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Kevin, preocupado: TaeJoon? Porque não dizes nada?

TaeJoon, abana a cabeça e volta a prestar atenção: Mianheyo...

Kevin: Conta-me, isto se não te tiveres arrependido...

TaeJoon: Bem, eu desde pequeno desconfiei que o meu pai tivesse amantes, e na verdade, o filho mais velho do meu pai, JoonHyun, foi fruto de uma noite dele com uma mulher, e depois essa tornou-se a primeira mulher do meu pai porque estava grávida e os pais não queriam que se soubesse que a filha tinha sido desonrada e por isso, casaram-se. Mas depois ele traiu-a com outra, que é a mãe do meu outro hyung, TaeHyung. E depois divorciou-se e um tempo depois casou com a minha mãe, e ela teve-me a mim. Mas em pequeno eu vi um colar para uma mulher na mesa-de-cabeceira dele e uma carta. E era para Seul. Foi só o que percebi na altura. Depois vieram os rapazes... – Baixa a cabeça. – E o resto não te posso dizer.

Kevin, olha para ele atentamente: Fizeram-te mal? Magoaram-te? Não precisas de especificar o que aconteceu, apenas quero saber se te trataram mal ao ponto de fugires.

TaeJoon, começa a chorar: U-um dia... eu conto... a t-toda a gente... m-mas sim...

Kevin, abraça-o: Aniyo. Não precisas de contar se não te sentires bem a fazê-lo. Mas se for muito grave mesmo, deves dizer. Eu guardo o teu segredo se quiseres que o faça.

TaeJoon, limpa as lágrimas: Para te contar, iria revelar também a minha verdadeira faceta, e isso iria condenar-me. Não fiz nada de mal, eles foram os únicos culpados, mas eu tolerei que eles me... molestassem até agora, e me consumissem aos poucos...

Kevin, abraça-o com mais força: Eu não te vou julgar se me disseres, mas tu tens a decisão final quanto ao facto se me vais contar ou não.

TaeJoon, abraça-o com força: Arasseo. Eu um dia digo-te, não te preocupes.
TaeJoon acabou por adormecer nos braços do Kevin, e aquele toque arrepiava a pele do último à medida que corria pelos braços deste, e aquele corpo mole caía sobre a cama espaçosa onde Kevin dormia todos os dias. Aquela cama tinha sido dos avós do Kevin, e também do quarto de hóspedes, mas quando eles voltaram dos EUA, ficou para o Kevin. Ele não sabia como seria naquela noite, dormir no mesmo quarto que o dono daquele toque igual ao meu. Ele ficava cada vez mais convencido de que aquele rapaz era eu. Ele não podia achar tal coisa, eu estava aqui. Até a relação dele com Kawaii era igual à minha. Gostava de o possuir, mas dessa forma, aquela pessoa inocente morreria mais rápido, e eu teria Kevin para mim, mas isso era egoísmo. Estou morta. Kevin deitou melhor a cabeça do outro rapaz na almofada e verificou a temperatura com a palma da mão. Tinha descido um pouco, mas ele escreveu um bilhete para o caso de ele acordar e desceu as escadas para lhe ir buscar o tal medicamento que havia prometido, para lhe baixar a temperatura. Era quase meio-dia.
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No apartamento de solteira de Jeon JiYoon
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JiYoon estava no seu apartamento, no seu quarto, em cima da cama. Não conseguia deixar de pensar que Yukwon esteve tão perto de descobrir que ela gostava dele e que tinha ciúmes daquele olhar sádico que ele tinha com a sua melhor amiga. Ela não podia. Se bem que ela sabia disso e não fazia nada. JiYoon tem uma descarga de fúria, por não poder fazer nada para impedir Yukwon de se apaixonar mais por ChanYoung, e tem medo que ela lhe corresponda. Ela não podia. JiYoon agarra no seu saco de boxe e calça as joelheiras e perneiras, e começa a pontapear o saco com todas as suas forças, aliviando o seu stress, mas de repente, recebe uma chamada no telemóvel e o saco bate-lhe nas costas, fazendo-a cair no chão e provocando um estrondo, percetível para Yukwon, do outro lado.

Yukwon, do lado de lá: JiYoonie, kwaenchanhayo?

JiYoon, rasteja com dores até ao seu android: A-annyeong o-oppa...

Yukwon, em alerta: O que é que se passou? O que foi esse estrondo?

JiYoon, levanta-se a custo e deita-se na cama devagar: A-ah... eu caí no chão... levei com o meu saco de boxe, estava a pontapeá-lo... e fui ver o telemóvel e esqueci-me de o parar...

Yukwon: Aigoo, o que se passa contigo, JiYoonie? Andas estranha... não te costumam acontecer esse tipo de acidentes, muito menos quando estás a treinar...

JiYoon: Tens razão, eu não estou bem...

Yukwon: Wae? O que se tem passado? Parece que ficas estranha quando estás comigo...

JiYoon, atrapalhada: A-a... aniyo! Isso, é impressão t-tua! São só dores de cabeça...

Yukwon, ri-se ligeiramente: Que dores de cabeça tão estranhas, JiYoon... parece até que eu tas provoco... mas a sério, diz-me. Eu já percebi que sou eu. Só ficas estranha comigo...

JiYoon: Eu continuo a dizer que não é tua culpa. Mas... Yukwon, porque ligaste?

Yukwon: Por causa desse assunto mesmo. Posso passar por tua casa?

JiYoon: P-por... minha casa? Q-quando?

Yukwon: Um dia em que te dê aulas de taekwondo talvez, ou amanhã mesmo, podes vir comigo na minha mota se vieres a minha casa treinar, e assim vou-te por a casa e falamos. Ou podemos ir dar uma volta...

JiYoon, entredentes: Não me chamo ChanYoung para fazeres todos esses planos românticos, Yukwon. Ainda por cima comigo... eu sei que não dá...

Yukwon, confuso: Não percebi nada. Só ouvi asdfghjklwertyuioplkjhgfdszxcvbnm...

JiYoon, ri-se, tentando fugir ao assunto: Esquece o que eu disse, essa coisa impercetível, eu própria já não sei o que foi! Bem, Yukwon, talvez, depois vê-se. Agora vou ver se tomo um comprimido para me tirar as dores, uma aspirina ou algo do género.

Yukwon: Arasseo, cuida-te, JiYoonie! Ou então, eu próprio vou aí cuidar de ti!
JiYoon desliga a chamada e tira o equipamento de proteção mandando-o para o chão, deitando-se sobre a sua cama com um top de alças e uns calções e cobrindo-se com os cobertores, chorando. Ele deixava-a com dúvidas. Ele era carinhoso, mas olha de forma perversa para ChanYoung, e de forma carinhosa para ela. Ela podia estar a ser egoísta, mas ela queria aquele olhar. Queria as mãos que ajudaram JiYoon a fazer o deoljji chagi pontapé lateral e a subi-lo bem alto, as mãos que seguraram as ancas dela e elevaram a perna após aquela virilha rasgada por excesso de esforço, e por tentar fazer mais do que podia. Ela elevava nessa altura alto, acima do seu ombro, mas não tinha muita flexibilidade após as férias grandes, e por isso ao tentar subir mais do que nunca, foi o que aconteceu. Conseguiu, mas fraquejou, caiu, e as suas calças ficaram subitamente ensanguentadas devido ao rasgão. Após a recuperação, foi Yukwon que a ajudou a voltar a competir e a voltar a elevar a perna. JiYoon lembrava-se perfeitamente do toque sedutor das grandes mãos dele nas ancas dela, e essa mão ia até à perna enquanto ela rodava o seu corpo, numa dança perfeita. Tinha passado pouco mais de um ano, mas ela desejava aquelas mãos pelo seu corpo. Ela queria-o, mas ele queria ChanYoung.
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Na rua, a caminho da vivenda JinSan
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Sandeul esperava Lee Taemin na sua casa, e este último ia a caminho nesse momento. Estava de novo a nevar – como já era costume – mas eles os dois tinham planos para a tarde. Costumavam ir comprar doces e faziam batalhas para ver quem comia mais rápido, umas batalhas se calhar infantis, mas com piada, principalmente com público. Principalmente quando esse público usava saias. Sem contar com escoceses de kilt, esses não eram muito interessantes para eles os dois. Taemin descia por uma rua algo deserta com um bolo de peixe que comprara numa rua lá atrás e os headphones postos, até que tropeçou em algo. Alguém estava debaixo da neve, dentro de um casaco enorme, a dormir num banco de jardim, mas essa pessoa tinha deixado cair uma perna, e por isso, Taemin tropeçou. Era uma rapariga, e ele conhecia-a.

Taemin, tira-lhe a neve de cima e surpreende-se: Shimizu?

Yuno, levanta-se e senta-se no banco, sacudindo a neve: Konichiwa.

Taemin, dá-lhe uma cotovelada: Micheoyo! Quem é que dorme na rua, no meio da neve?

Yuno, deita-se para baixo e treme com os braços encostados ao peito: Eu.

Taemin, ergue-a para cima: Aniyo. Tu vais dormir para casa.

Yuno, deita-se de novo para baixo: Eu fugi de casa...

Taemin, puxa-a para cima: Não faz mal, voltas para casa. Já agora, porque é que fugiste?

Yuno, senta-se no banco: Fiz uma coisa que não devia ter feito.

Taemin, alarmado: Tipo o quê?

Yuno, mostra uns cortes nos pulsos: Enchi a banheira com água e depois fiz isto.

Taemin: Mutilas-te, foges de casa, mostras-me os cortes e dizes isso com essa tranquilidade e exibicionismo? Aigoo, quem diz que és doida tem razão...

Yuno: Aniyo. A vida não vale a pena. Nem os animes sangrentos valem a pena.

Taemin: Os animes sangrentos definitivamente não valem a pena...

Yuno, deita-se de novo para baixo: Como queiras.

Taemin, puxa-a para cima e leva-a a pé: Aigoo, dongsaeng teimosa... onde é a tua casa?

Yuno, cruza os braços e pára na estrada: Não quero voltar para lá.

Taemin: Aigoo, tens de voltar, Shimizu.

Yuno: Taemin senpai, não vou a lado nenhum.

Taemin, rouba-lhe o telemóvel: Ora bem, tem pouca bateria, mas ainda funciona... vou ligar ao teu chichi pai, minha menina. E sim, vais para casa.
Taemin liga ao Prof. Shimizu, pai de Yuno, avisando que encontrou a filha a dormir num banco, no meio da rua, e o homem dá-lhe as direções da casa para que possa acompanhar e forçar a rapariga a ir para sua casa.
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Na casa dos Hwang
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Um telemóvel vibra no quarto das irmãs Hwang sobre a mesa-de-cabeceira, e ChanYoung acorda. Mas não era o seu telemóvel, era o de SuMin.

ChanYoung, salta para cima de SuMin e começa a saltar na cama: SuMin, tens uma mensagem! E adivinha só de quem é e qual é o assunto!~ IREONA NICE ASS!~

SuMin, acorda instantaneamente após ouvir as últimas duas palavras: Aigoo, não posso. O QUÊ? EU DORMI ATÉ ÀS DUAS DA TARDE?! ChanYoung-ah, nós dormimos tanto!

ChanYoung, deita-se de novo: Fala por ti, eu cheguei a casa às 4 e meia da manhã...

SuMin, salta em cima da cama: IREONAA!~ Eu tenho de me vestir. JÁ!

ChanYoung, ri-se: You seem to be nervous, Silver Hwang…

SuMin, começa aos berros: ANIYAA!~ NÃO ESTOU!~ GET OUT!

ChanYoung, para si mesma enquanto sai do quarto: Pfft, ela está nervosa.
"Annyeong nice ass! ^^ Só para dizer que passo por aí dentro de uma hora. Yes, you’ve got a hour! Quanto às regras, vou mandando para ser mais divertido o(n_n)o
1# – fazes tudo o que eu mandar sem contestar.
2# – não me vais chamar dino, nem engatatão, nem pedo.
3# – holding hands is allowed ^^
Para já é só!~ ^^ Oh, dress code… vamos para Incheon, por isso tratas tu, que eu não percebo nada disso >o<"

SuMin, ri-se: You’re not a date pro, dude. Desde quando é que se diz para onde se vai num dress code? Dizias ‘um vestido e um casaco’... you guys behave like idiots sometimes...

SuMin troca de roupa e tira para fora metade do armário, e ChanYoung entra no quarto e dá com uma avalanche de roupa em cima da sua cama, desmanchando-se a rir para as atitudes palermas da irmã.

ChanYoung: Dress code?

SuMin: Incheon, aparentemente.

ChanYoung: Pfft, he is smart

SuMin, ri-se: Ai é?

ChanYoung: Chama-se ironia, minha innocent dongsaeng…

SuMin, faz cara de assassina: Eu percebi.

ChanYoung, sai do quarto: Vocês lá sabem então... I’m leaving.

SuMin escolhe umas calças de ganga, uma túnica de manga comprida e um casaco impermeável e quente, mas não um autêntico enchumaço, e compõe-se, tratando depois do cabelo e da maquilhagem discreta, deixando tudo impecável, tanto no seu look como na casa de banho. Ela desce as escadas e recebe uma nova mensagem.
"Estou quase a chegar ^^ mais duas regrazinhas o(n_n)o
4# – acting like a couple is allowed and I dare you ^^
5# – não é permitido molestar verbal ou fisicamente – ou seja, nada de chapadas"


Kevin, olha para a irmã e leva um tabuleiro para o quarto: Credo, SuMin, parece que queres estrangular o telemóvel com o olhar... vê lá, não condenes o date antes de começar!

SuMin: HYA!~ Como é que sabes deste date? Ninguém sabe– CHANYOUNG!

Kevin, vê a irmã correr para ChanYoung e foge dali com o tabuleiro: Bingo!
SuMin é posta na rua pela irmã, que tranca as portas e janelas e impede-a de entrar. Ela engole em seco e vê uma mota negra aproximar-se. Mais uma mensagem é recebida e ela vê a mota parada em frente ao portão de casa dela.
"6# – Once you’re out of home, you cannot quit.

7# – Sempre que quebrares as regras, vais ter um castigo.
8# – The last rule. Kisses are allowed but you can reject them. Duvido que o faças ^^"

SuMin, olha para a frente: HYA!~ No kisses!

DongWoo, sai da mota: Regra número um. Não contestar a pessoa que faz as regras.

SuMin, bufa: Eu devia matar-te... aigoo...

DongWoo, ri-se: You cannot. Regra número cinco. Não molestar.

SuMin: Então o que é que é suposto eu fazer?

DongWoo, agarra-lhe na mão e puxa-a até à mota: Obbey and behave.

SuMin, baixa a cabeça: Arasseo... olha.

DongWoo, mete um sorriso estampado na cara: Deh?

SuMin: Vamos almoçar? É que eu ainda não almocei...

DongWoo: Jinjja? São três da tarde...

SuMin: Pois, mas alguém me acordou há uma hora atrás apenas...

DongWoo: Mas eu tenho cara de despertador? Aigoo, devia ter-te dado duas horas?

SuMin: Aniya. Se isto é um date, então vamos comer...

DongWoo: Eu já comi, aliás, ao meio dia... aigoo, quem é que vai em jejum para um date?

SuMin, ri-se: Quem é que escreve Incheon num dress code?

DongWoo, entrega-lhe o capacete: Eu sei. Mas vocês, mulheres, é que sabem.

SuMin, mete o capacete: Não é desculpa. Tenho a certeza que o Kevin fazia melhor...

DongWoo, senta-se na mota: Não me compares com o teu irmão, ele vive com mulheres...

SuMin, suspira: Aigoo, eu sei. Ele parece a terceira filha dos Hwang às vezes...

DongWoo, ri-se: Senta-te, com o capacete é impossível te atacar...

SuMin, senta-se e agarra-se ao casaco: Não devia ter aceite, e que fique bem claro isso!

DongWoo, pega-lhe nas mãos: HYA! O meu casaco não são rédeas! Estás a montar uma mota, não um cavalo! Putting your arms around someone’s waist is not a crime, you know?

SuMin, obedece e mete os braços em volta da cintura dele: A-arasseo…
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 22:50:25

finalmente consegui ler tudo o.o x3
mim liked it xP keep writing~ xD
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 22:51:34

A BK vai bem adiantada, filha, a Medhusa é que vai lenta xD

Quero andar enrolada com a Lizzy e acabar com ela e andar enrolada com o JinHo TT mas não posso porque tenho de escrever Medhusa TT just sayin.
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 22:56:35

hahahah tou morta para ver o resultado desse date ^^

será que sempre que te mandar uma sms daquelas vou encontrar aqui chap? *.*

agora.. assim que aquele apareceu ali a chorar a dizer que os irmãos lhe tinham feito mal que eu disse logo para mim... VIOLARAM-NO e ele gostou looool
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 22:58:36

o.o really? XD lucky you xPPP
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 23:03:27

ʆɛɳittɑ escreveu:
hahahah tou morta para ver o resultado desse date ^^
será que sempre que te mandar uma sms daquelas vou encontrar aqui chap? *.*
agora.. assim que aquele apareceu ali a chorar a dizer que os irmãos lhe tinham feito mal que eu disse logo para mim... VIOLARAM-NO e ele gostou looool

O date? Nem me digas nada, a pabo da SuMin não se sabe desinvencilhar e admitir que gosta do raio do hóme. xD But it's good, just sayin.
Espera pelos próximos chaps. Mais spoilers. E talvez, se não tiver sms's e se estiver com inspiração para postar/escrever/fazer a foto de introdução do chap/passar para a pen e postar no pc da mãe.
Unnie, estava com boa qualidade esse flashback?

Yuyokas escreveu:
o.o really? XD lucky you xPPP
Why am I lucky? Jinjja what?


Última edição por Annlunah 찬영 상태 ♥ em Sab 1 Dez - 23:07:34, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 23:06:04

xD nada nada esquece xD hahaha esquece o comment por completo a sério xD coisa parva lawl xP
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 23:09:34

Yuyokas escreveu:
xD nada nada esquece xD hahaha esquece o comment por completo a sério xD coisa parva lawl xP

NOW. YOU. HAVE. TO. TELL. MEH. USE. PM. IF. NEEDED. BUT. I. WANNA. KNOW. OLHA LÁ. ESTÁS-ME A COBIÇAR O ONEW E A LIZZY, Ó YUYU? e.e *joking*
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 23:13:49

o.o u.u nothing really xD ahahaha *shuts the mouth well shuted*
~waiting till the next chap~
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 23:19:33

Yuyokas escreveu:
o.o u.u nothing really xD ahahaha *shuts the mouth well shuted*
~waiting till the next chap~

Oh. It's bcuz of Lizzy I'm so sure xD TELL MEH, O QUE QUER QUE SEJA, DIZ, PERGUNTA, I'M NOT AFRAID. AT ALL.
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 23:22:36

nah a sério esquece xDDD plz? :14:
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sab 1 Dez - 23:51:22

ok then *nods*

se soubesses a minha ideia para a Lizzy acabar comigo, não me chamavas sortuda... just sayin.
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Dom 2 Dez - 16:48:10

VOU LER OMG
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Dom 2 Dez - 16:56:07

LOVED IT SO MUCH~
Taemin is a cutie e.e
wat can i say, bloody animes are awesomeee
Want more really ahah
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Dom 2 Dez - 18:35:05

AHAHAH, ainda bem que gostaste :D
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sex 7 Dez - 1:17:00

AAISADUOSHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAADJHJFHGJHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA


Última edição por HailieKibum em Sex 14 Dez - 22:07:59, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.   Sex 14 Dez - 21:11:48


Capítulo XI
[size=16]
"Um sentimento completamente novo, ou talvez não tão novo"
[size=12][size=12]
SuMin estava a sair da mota nesse momento e entrega o capacete ao seu respetivo dono. Ela estava um pouco entediada. Tinha deixado de nevar, estava mais quente em Incheon do que em Seoul, e não chovia. Apenas fazia vento, um vento mais quente do que se previa. Parecia que tinham ido para outro país, mas era apenas a uma hora de distância de Seoul. Estavam a ir para um ponto alto da arriba para vislumbrar a paisagem. Eles pareciam um casal, mas ela continuava um pouco incomodada com tal. Os cabelos esvoaçavam, mas ninguém parecia se incomodar com isso, apenas aquele momento era fora do comum.

SuMin, olha para o relógio: Tenho fome... não te importas se for comprar qualquer coisa?

DongWoo, sorri: Estás estranhamente simpática, SuMin...

SuMin: Aniya. Estou apenas a seguir regras que me foram impostas.

DongWoo: Eu vou também, e como um cavalheiro, eu pago.

SuMin: Aniya, isto nem é um date a sério...

DongWoo, ri-se: Quem disse isso?

SuMin: Eu digo! E vou comprar qualquer coisa para comer. Já venho...

DongWoo, mete o braço à volta dos ombros dela: Eu já disse que pago.

SuMin, baixa a cabeça e bufa: Arasseo...

DongWoo: E isto é um date a sério.

SuMin, suspira: Ottoke umma?

DongWoo, ri-se: Recebes a comida que eu pagar e comemos os dois.

SuMin, arregala os olhos: Q-queres dizer... partilhar comida?

DongWoo: Couples do that stuff...

SuMin: We’re not a couple.

DongWoo: Today we are. I make the rules, so, today you’re my girlfriend.

SuMin: Aniya! Não sou tua namorada! Não sou um brinquedo!

DongWoo: Quebraste a regra número um, agora vais ter um castigo… deixa cá ver...

SuMin: Aniya, eu não quero castigos...

DongWoo: Regra número sete...

SuMin: Não é justo, tu é que fazes as regras!~

DongWoo: Acabaste de agravar o teu castigo, Silver Hwang... e eis o meu método de castigo. Após cinco infrações, roubo-te um beijo. Se chegares às 25 infrações, peço um novo date e roubo-te cinco beijos, se chegares às 50 infrações, levo-te para minha casa.

SuMin, contesta-o: HYA!~ Não tens direito!

DongWoo, ri-se: Vai em três.

SuMin: Mas–

DongWoo, ri-se: Quatro.

SuMin: Arasseo. Castigo aceite, fica em quatro infrações e eu não faço mais... feliz?

DongWoo, faz um sorriso perverso: Esse feliz não me convenceu...

SuMin, baixa a cabeça: Eu porto-me bem...

DongWoo: Arasseo. Mas já sabes. Vai em quatro, e eu não perdoo.

SuMin: Deh. Mas vamos comer, tenho fome...
[size=12]
Em casa dos Hwang


Kevin e TaeJoon tinham devorado toda a comida no tabuleiro, e Kevin ainda foi buscar mais para eles de jajangmyeon, noodles com molho de feijão negro. Tinham acabado de comer e TaeJoon espirrou, o que alertou a ChanYoung. Ela bateu à porta assim que subiu as escadas.

Kevin, muito baixo: Hyung, debaixo da cama...
TaeJoon enfia-se debaixo da cama com o tabuleiro e Kevin abre a porta para a sua noona assim que verifica que ele está completamente coberto e oculto pela cama e pelo edredão.

ChanYoung: Dongsaeng, era só para dizer que vou sair mais cedo hoje, preciso de fazer umas perguntas à MinNeul, coisas da universidade, como são cursos parecidos... e depois vou para o Cocktail. Por isso, tens dinheiro dentro do sítio do costume para encomendares comida, ou podes sempre cozinhar qualquer coisa.

Kevin, sorri: Arasseo. Bom trabalho, noonie!

ChanYoung, sorri e fecha a porta: A SuMin deve demorar, por isso toma conta de ti, do Kawaii e da casa como deve ser, arasseo? Eu sei que não é a primeira vez que ficas sozinho, mas eu sou a tua responsável, por isso, faz favor de te portares bem.

Kevin, em tom de festa: Arasseo unnie!~ Eu porto-me sempre bem!

ChanYoung, desce as escadas: Eu sei que sim, pabo. Até logo!
ChanYoung sai de casa e assim que os dois rapazes ouvem a porta se fechar e a chave rodar do lado de fora, TaeJoon sai com o tabuleiro debaixo da cama e Kevin leva-o para baixo. Mas Kevin impede TaeJoon de ir com ele.

Kevin: Deixa-me ver se ela não se esqueceu de nada. Ela às vezes vai tão distraída, que acaba por deixar metade das coisas para trás... e depois volta para vir buscar...

TaeJoon, sorri e consente: Arasseo, eu fico aqui.
Kevin leva a tabuleiro para a cozinha, e arruma-o no seu sítio, metendo a louça suja dentro da máquina de lavar louça e limpa as evidências da cozinha usada e vandalizada por ele, para levar até TaeJoon alguma comida. As unnies tinham feito mousse de chocolate e gelatina aos cubos com natas e leite-creme, uma sobremesa que a avó Elisa tinha ensinado. O problema é que apenas haviam duas taças, e por isso, Kevin teria de levar as duas e fingir que as tinha comido – ou deixar as irmãs desconfiarem uma da outra em relação ao paradeiro dos doces, isto é, em que estômago estariam. Por isso, Kevin esperou dez minutos pela irmã, que talvez aparecesse, e como ela não veio, ele seguiu com as taças para o seu quarto.

Kevin: Queres mousse de chocolate ou gelatina com natas e leite-creme?

TaeJoon, indeciso: Mousse de chocolate é bom, mas a outra coisa nunca provei...

Kevin: Devia ter trazido mais uma tigela para dividirmos então... já volto...

TaeJoon, agarra-o pelo pulso: Deixa estar, não é crime tirar colheradas da mesma tigela...
Kevin pousou as tigelas na mesa-de-cabeceira e sentiu de novo aquele toque, e aquelas palavras petrificavam-no. Ele estava estranho e sentia-se estranho. Sentia algo novo, mas não tão novo assim, apenas de outra forma. Ele ignorou e eu observei-os.

TaeJoon, passa as mãos em frente dos olhos dele: Kevin, kwaenchanhayo?

Kevin: D-deh, mianheyo. Estava a pensar... bem, não era bem pensar...

TaeJoon, curioso: Era o quê? Imaginar alguma coisa?

Kevin, sorri um pouco: Aniyo... era pensar sem pensar, era olhar para dentro de mim, fixar o meu olhar sem olhar. Eu sou confuso... normalmente não me acontece isto.

TaeJoon, sorri amplamente: Mas isso é completamente normal, também me acontece.

Kevin: Vamos comer as sobremesas? É que estão a derreter todas por causa do aquecimento central e das casas quentes, e por estarem no frio há muito...

TaeJoon, agarra na taça de gelatina e na colher: Hmm, tem bom aspeto!~

Kevin, agarra na outra colher e come, virando-se de frente para TaeJoon: Bón appetit!

TaeJoon, ri-se e espeta a colher na tigela: Também para ti! Aish, está a derreter...

Kevin: É mesmo assim... convém estar gelatinoso mas não líquido.

TaeJoon, dá uma colherada: Eu nunca tinha visto uma sobremesa assim... é mesmo boa!

Kevin: Foi a nossa avó Shin, ela fazia esta e muitas mais! Os primos coreano-britânicos da minha umma aprenderam numa viagem pelo mundo, e depois iam mandando as receitas e algumas fotografias, postais e presentes dos locais por onde passavam.

TaeJoon: Então tens uma costela de britânico, Kevin!

Kevin: Aniyo, fui lá em pequeno antes de voltarmos para Seul, mas não sou. Eram irmãos e primos da minha avó e da minha mãe respetivamente. A dongsaeng da minha avó casou com um britânico, por isso ela era americana e coreana, e os primos da minha umma eram britânicos, americanos e coreanos. Por isso, eu não posso ser britânico.

TaeJoon: Hmm, arasseo. A tua família tem tanta história, parecem bastante próximos...

Kevin: Não somos tanto assim... com o lado dos Hwang só falávamos mais com os nossos avós, mas eles já morreram, por isso só mantivemos relações com o lado dos Shin.

TaeJoon: Ainda assim, sei que não devia, mas invejo-te...

Kevin: Wae? Como é que me podes invejar? Eu não sou nada de especial, e se soubesses tudo de mim, não me ias invejar tanto assim como dizes. Eu não invejo ninguém, apenas este momento, porque estou feliz. E pode parecer egoísmo, mas quero que vivas aqui para sempre, és uma das pessoas mais próximas a mim neste momento. Tu sabes que eu sou um bocado tímido, e a depressão não ajudou em nada, nem o resto...

TaeJoon, larga a taça e pousa-a na mesa-de-cabeceira após os dois acabarem de comer o conteúdo da taça: Depressão? Tiveste uma depressão?

Kevin, baixa a cabeça: Deh. Eu nunca falei sobre isto a ninguém...

TaeJoon: Posso-te perguntar o porquê dessa depressão? Se não quiseres dizer, não digas.

Kevin, olha para baixo e sente uma lágrima escorrer: A minha noonie ChanYoung disse-te que eu era vazio de sentimentos, e eu era um pouco assim. Decidi deixar de sentir, comportar-me como se não existisse, mas agora sei que isso é impossível. A razão para eu querer isso... foi... tudo... o que eu era... e... ela...

TaeJoon, olha para ele: Ela? Estás assim por causa duma rapariga?

Kevin, começa a chorar: Deh. Mas ela... foi-se para sempre... e eu gostava dela, mas nunca lhe cheguei a dizer, apenas soltei tudo cá para fora na esperança que ela me ouvisse no último momento. Já foi há três anos, mas eu decidi seguir em frente. Chorar mais não.

TaeJoon, desmancha a sua expressão facial para adotar uma cara triste: Lamento... Mas Kevin, para seguir em frente tens de a recordar, mas apagar o sentimento o suficiente para que consigas mover-te, em frente, e escolher o rumo certo. Não é fácil...

Kevin, limpa as lágrimas: Ela não era apenas a primeira rapariga da qual gostei, era também a dona do Kawaii e uma rapariga necessitada, órfã, que o pai abandonou e cuja mãe morreu, e a minha melhor amiga, que eu recolhi aqui em minha casa. Mas, ao longo do tempo, embora me lembrasse dela todos os dias e a quisesse de volta, o sentimento foi-se apagando, mas ela não. Mas esse sentimento foi o que me manteve preso enquanto durou. Continuo triste e a chorar quando me lembro da Jae unnie, mas, é diferente.

TaeJoon, limpa-lhe as lágrimas com a manga da camisola: Então essa Jae que chamavas na casa de banho era essa rapariga... lamento imenso, Kevin-ssi, desculpa-me por tocar num assunto tão delicado...

Kevin: Não faz mal, eu próprio faço isso todos os dias... ou todas as semanas... mas melhorei, isso posso dizer-te. Melhorei e já não sofro como sofria... já não tenho vontade de me atirar da janela abaixo durante a noite, nem de me cortar todo dentro da banheira. Nunca o fiz ou tentei fazer, mas apenas por falta de coragem de deixar as minhas noonies a sofrer sozinhas neste mundo sem mim ou comigo a matar-me aos poucos.

TaeJoon, agarra-o e abraça-o com força: Kwaechanhayo...
Aquele toque, aquele toque igual ao meu era agora mais intenso que nunca. Kevin paralisou com aquele abraço e gradualmente sorriu. Ele sentia-se como se fosse eu que o estivesse a envolver nos meus braços, bastava imaginar. Porque o nosso toque era igual.

No SoJin’s Cocktail Bar – três horas depois
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[/size]
Tinham passado três horas após ChanYoung ter saído de casa para se encontrar com MinNeul e para discutirem a parte teórica dos seus cursos, que eram ambos relacionados com grafismo e desenho. Entretanto, YooSung tinha ido dar uma corrida, e esquecera-se que era dia de trabalho no Cocktail, e era sábado à noite. O que significava, dia de diversão noturna para grande parte das pessoas, maioria estudantes do secundário ou universitários. Era bem verdade que tinham de por as mãos à obra e limpar todas as mesas antes de abrirem, e por isso, MinNeul, YooSung e ChanYoung chegam quase ao mesmo tempo.

YooSung, a suar, agarra num lenço de papel para se enxugar: Não devia ter ido correr para o Hangang a esta hora... mianheyo a todas, mas esqueci-me que havia SoJin’s...

SoJin, ri-se baixinho e entrega-lhe um pano para limpar as mesas e o balcões: Deixa lá, dongsaeng, é possível esquecermo-nos de tudo, principalmente quando apenas pensamos em comer e fazer desporto... mas YooSung... assim que limpares o balcão do lado da discoteca e este daqui deste lado, corre para casa para tomar um duche, sim? Aquelas duas preguiçosas também me deixaram penduradas... hoje sou uma forever alone...

ChanYoung, entra com MinNeul: Não és nada, unnie!~ Podias era ter ligado...

MinNeul: Nós viemos alguns minutos atrasadas, mas não foi tanto assim...

SoJin, ri-se e entrega-lhes panos: Arasseo, têm razão, eu é que estou demasiado habituada a ter-vos aqui mais cedo... mas digam lá, porque é que se demoraram?

ChanYoung: Estivemos a falar sobre a universidade e a ver algumas coisas dos nossos cursos e a esclarecer algumas dúvidas de disciplinas teóricas, visto que existem algumas iguais. E depois começámos a falar, falar, falar, e quando demos pelas horas eram 6:35...

SoJin: Arasseo, então, toca a limpar, meninas! Não deve vir muita gente por ser inverno e por estarmos em aulas agora, por isso hoje não faço o bónus...

YooSung, espreita por cima do balcão: Devem vir, a menos que cobres dinheiro para a entrada... nós já lucramos tanto com as bebidas... além disso, és uma boa DJ, SoJin...

SoHee, fica à entrada e espreita para dentro: A SoJin é uma ótima DJ, YooSung-ah.

SoJin, olha para fora em direção à porta: O bar ainda não– SoHee?

SoHee, ri-se e entra para dentro: Deh, sou eu. Vim ver como estava a minha unnie preferida... posso entrar, SoJin-ah? Bem, teoricamente já cá estou dentro, mas ainda continuo a precisar de permissão da DJ SoJin para me manter aqui...

SoJin, com os olhos a brilhar: C-claro que podes ficar, SoHee!~ Eu ia agora escolher as músicas para passar mais logo, queres vir comigo ajudar-me a escolher?

MinNeul, entredentes para as outras: A SoJin a convidar uma pessoa para escolher músicas? Não bate certo, ela nunca deixa ninguém o fazer... nem isso nem ver o telemóvel dela, é uma perseguição a quem se ouse aproximar do bolso traseiro das calças dela...

SoJin: Se quiseres, podes experimentar a cabine, SoHee-ssi!

ChanYoung, entredentes: Ok, isto foi estranho...

YooSung, com os olhos a brilhar: Aquela é mesmo a Ahn SoHee das Wonder Girls?

ChanYoung: Deh, é ela. A SoJin e a SoHee são amigas desde que a SoHee foi às audições da JYP. A SoJin também foi, mas foi chumbada, e elas eram da mesma escola antes disso.

YooSung: Isso explica o facto de que ela atuou cá com a Lee JiIn pela passagem de ano, e elas estavam mesmo a falarem-se bem, a SoJin e a SoHee unnies... mas eu não sabia que elas se conheciam, muito menos que eram assim tão próximas...

MinNeul: Mas são. Se bem que a SoJin não é muito de falar nos amigos dela, como tu sabes.

Em Incheon, num restaurante


SuMin e DongWoo estavam sentados numa mesa de restaurante lado a lado, um restaurante requintado – e caro, por ser perto da praia – e eles os dois apenas tinham conseguido ser atendidos há cerca de meia hora, porque estava fechado, e pediram alguma comida lá porque apenas havia marisco vivo nas redondezas e cafés.

SuMin, brinca com o guardanapo: Precisávamos de ter vindo para um sítio... sei lá... tão... requintado e assim... uns bolinhos de peixe ou uns tacos, ou uma simples seumggetang sopa de ginseng e galinha chegava-me... além do mais isto deve ser um balúrdio...

DongWoo, ri-se: Quem paga sou eu. E quem planeou este date fui eu... da próxima fazes tu.

SuMin, bufa: Quem disse que havia próxima?!

DongWoo: Cinco infrações, um beijo. Chega para cá...

SuMin, faz mehrong: Uma das regras diz que eu posso rejeitar os beijos...

DongWoo: Não quando sou eu que faço as regras, e quando é um castigo.

SuMin, esconde-se parcialmente: E quem disse que eu as tenho de cumprir?

DongWoo: Digo eu, ou não te vou deixar em paz. Tirei foto ao teu horário,lembras-te?

SuMin, bufa: Eish, que stalker... não vejo a hora de me deixares em paz...

DongWoo, ri-se e faz um sorriso perverso: Demorado ou longo?

SuMin, suspira: Bate-chapa curto de preferência...

DongWoo: Tens medo, é, senhora dentista que ia matar a irmã com brocas?

SuMin, baixa a cabeça: Aigoo, despacha isso... e eu já escolhi.

DongWoo, ri-se: Foi uma má escolha.
SuMin deixa estar a cabeça baixa, mas a única diferença é que fechou os olhos com força à espera que alguma coisa acontecesse, mas o mais rápido possível. Se tivesse de ser, que fosse rápido. Ela sentia uma certa vontade de lhe dar uma oportunidade, mas não desta forma, nem não tão rápido. Mas era um castigo, era um castigo para a sua teimosia em se cobrir de espinhos como o caule de uma rosa, e um castigo por não deixar que ele se chegue perto. Ela era impetuosa e ríspida, e frequentemente irritada. Ele pegou-lhe no queixo e rodou-lhe o rosto, para poder cumprir o castigo. Os olhos dela fecharam-se com ainda mais força, forçando-os a manterem-se fechados, de tal forma fechados que incomodava. Mas não aconteceu nada. Ela abriu os olhos para ver o que se passava e ela via-o rir-se, e assim este aproximou-se de repente e encostou-se. Mas continuou sem fazer nada, apenas sentiam a respiração um do outro. E ela deixou cair os seus espinhos e revirou o olhar demonstrando através deste um facto, pelo menos para ela. Não tinha medo algum. Apenas estava à espera, que aquele playboy se desatasse. Por isso, começa a bater com as unhas ritmicamente em tom de impaciência, mas deixando-se estar igual.

SuMin, ri-se, invertendo os papéis: Tens medo? É só um beijo...

DongWoo, faz um sorriso perverso: Com que então queres, Silver Hwang... mas eu digo-te. Não é ‘um beijo’, nem sequer é ‘o beijo’. Mas sim ‘the very kiss’.

SuMin, ri-se dele e goza: Esqueceste-te do ‘first’, newbie. Did you mean ‘the very first kiss’?

DongWoo, sorri: You’re so death right now…


E pronto. Ele deixou dinheiro na mesa à conta para pagar a conta da comida que haviam consumido e saíram do restaurante rapidamente chegando até à arriba, onde se sentaram. E aí, finalmente ele agarrou-lhe a cabeça chegando-a para ele, beijando-a. Mas depois ela começou a tentar empurrá-lo, com sucesso.

SuMin, liberta-se e compõe o cabelo: Tens o teu beijo. É suficiente?

DongWoo, todo contente: Tu beijaste-me de volta...

SuMin, revira os olhos: Obrigaste-me a fazê-lo!

DongWoo: O combinado era roubar um beijo, não beijarmo-nos...

SuMin, faz cara de assassina: Fuck you. Afinal de contas qual é a diferença?

DongWoo: Seis. One-sided or two-sided kiss.

SuMin, ignora-o: Continua a contar, eu vou ignorar-te, dino.

DongWoo: Duas infrações duma vez, espetacular, SuMin! Vai em oito.

SuMin, bufa: Tu tens uma lata!

DongWoo: Vai em nove. Mais 15 infrações e passa ao nível 2.

SuMin, irónica: Ai isto tem níveis? Que giro! Como é que se faz game over?

DongWoo: Essa é uma opção que não existe. Nem restart sequer. Porque és a nice ass.

SuMin: Eu chamo-me SuMin, e nos Estados Unidos é Silver, muito obrigada...

DongWoo: But I like calling you nice ass, because you have a nice ass...

SuMin, faz cara de assassina: Podes-me chamar butt squeezer se não te calares...

DongWoo: Afinal não sou assim tão desprezível para ti, Silver Hwang, para quereres apalpar-me o rabo...

SuMin, ri-se: Digamos que é uma das poucas coisas que tens de bom. Não é bem verdade, mas vamos fingir que sim.

DongWoo: Então estás a elogiar o meu rabo ao qual apelidaste de airbag, e a deitar abaixo a minha autoestima... tu és boa nisto, SuMin... aliás, muito boa mesmo... profissional...

SuMin, confusa: Nisto? Nisto, em quê?

DongWoo: Quebrar regras e cometer infrações... e vai em 10.

SuMin, bufa e aponta para os lábios: You better be joking... You want those!

DongWoo, ri-se: And you love the fact that I want them…

SuMin, suspira: One-sided? Como é que se faz isso? The lips touch anyways...

DongWoo, ri-se: Do it like two-sided then.

SuMin, faz beicinho: Let me postpone it please...

DongWoo: Adiar? Nem penses… Por seres tão adorável é que vale a pena levar com uma cara de assassina a seguir... E as tuas caras de assassina dão-me pica.

SuMin, ri-se: I know your weakness now! Por causa disso vou ser fofinha de agora em diante, e tu não me vais impedir! No more assassin faces for you, dino!

DongWoo: Vai em onze. E tens um castigo atrasado, por isso declaro que cada infração duplica o número de castigos em atraso, ou seja, deves-me dois beijos.

SuMin, refila: Não te dou nem mais um beijo por causa de castigos desses, não faz sentido, se fosse tua namorada aí sim, mas não sou. Por isso, agradeço que me vás por a casa...

DongWoo, olha para o sol a pôr-se: Aniyo, vou ficar aqui.

SuMin: Como queiras, depois vais a pé até minha casa buscar a mota.

DongWoo: HYA!~ A mota é minha! Além disso, sou eu que tenho a chave...

SuMin: Neste momento gostava que o meu dedo fosse a chave para a tua mota...

DongWoo, ri-se: Podes sempre ir buscar a chave lá abaixo...

SuMin, chocada: Tu és doido? Vais mandar a chave lá para baixo?

DongWoo, ri-se: Aniyo, vou fugir com a chave lá para baixo, e tu vens comigo.

SuMin: Para a areia? Aff, porque é que será que a ChanYoung me disse que eras doido?

DongWoo: Porque para as empregadas da SoJin, os amigos do irmão são todos playboys loucos que se tornam stalkers das raparigas com as quais pretendem sair ou algo mais.

SuMin: A ChanYoung disse isso, mas também disse que o JongHyun é pior e que comparado com ele és inofensivo...

DongWoo: Pois, e tu segues as ideologias da tua irmã sem me conheceres, e metes uma armadura à tua volta que impede as pessoas de se chegarem perto de ti... é bom, SuMin.

SuMin, pensa em tudo o que fez nos últimos tempos: Eu fui assim tão má? Tão bruta?

DongWoo: Foste, principalmente no final do ano, quando estávamos na rua.

SuMin, envergonhada: Mas eu... isso pedi desculpa... mianhamnida...
SuMin olha em frente e vê o sol meio encoberto pelas nuvens escuras desaparecer por completo. Tinha-se formado um silêncio tranquilizante, tal como a noite e o nevoeiro avançavam, e o vento os proclamava. Ela queria quebrar o silêncio. Ele também o queria. Mas é ela que avança com um gesto quente, para felicidade dele, e quebra o silêncio.

SuMin, agarra-lhe a mão: You can keep the rules. Oppa. Eu vou tentar…

DongWoo, esboça um sorriso gigante: Chamaste-me oppa?

SuMin, dá-lhe uma cotovelada e ri-se: Não fiques todo feliz, não te vou chamar unnie nem noona, nem hyung, muito menos dongsaeng... por isso. Oppa.

No SoJin’s Cocktail Bar – duas horas depois


O bar tinha aberto, e como habitualmente, haviam bastantes clientes lá para dançarem ao som dos mix da DJ SoJin, mais conhecida por DJ So, que hoje tinha convertido Ahn SoHee a DJ. Nesse dia, MinNeul avistou o seu salvador, Choi MinHo e chamou-o.

MinNeul, espreita por detrás do balcão: MinHo-ssi!

MinHo, olha de um lado para o outro em busca dela: Oh, MinNeul-ah, estás aí!

MinNeul, sai do balcão para anotar os pedidos: Então, vieste dançar?

MinHo, ri-se: Aniyo, não tenho companhia para dançar...

MinNeul, sorri: Tenho a certeza absoluta de que não te faltam pretendentes!

MinHo: Mas eu não danço com qualquer uma, tenho de simpatizar e gostar um pouco...

MinNeul: Então vieste beber um cocktail?

MinHo: Deh, decidi pagar a bebida dos deuses à deusa daqui do sítio.

MinNeul, ri-se: E quem é ela? Existem quatro deusas dos Cocktails por aqui...

MinHo, com voz sedutora: É a deusa que está à minha frente.

MinNeul: Aniya, eu não sou deusa, sou barmaid. E olha, eu vou só atender alguns pedidos, já venho. Podes-te ir sentando numa mesa, eu já vou para o balcão atender os pedidos...

MinHo: Não faz mal, eu sento-me no balcão. Até já.
Entretanto, no balcão, estavam ChanYoung e YooSung a cochichar e chegam os gémeos JinSan, JinKi e JinHo. Eles sentam-se os dois em frente a elas e elas deixam de cochichar.

ChanYoung: Annyeong haseyo, JinKi e JinHo.

JinHo, ri-se: Na verdade é JinHo e JinKi…

ChanYoung: Oh, mianheyo... JinHo?

JinHo, sorri: Deh, eu sou o JinHo. Ele é o JinKi e tive de o puxar pela porta fora.

ChanYoung, sorri: Esta pabo aqui é a YooSung, e eu... vocês já sabem. Bem, o que querem beber? Cocktail com ou sem álcool?

JinHo: Para mim pode ser um com álcool, mas não muito álcool, arasseo?

ChanYoung, faz um ‘ok’ com os dedos e passa-lhe o menu: Arasseo! Podes escolher!

YooSung: Os ‘hot’ são os mais fortes, e os ‘smooth’ são os mais fraquinhos.

ChanYoung, ri-se: ‘Smooth’ no sentido de suaves. A SoJin decidiu meter assim para ajudar os clientes a decidir, porque houve uns incidentes por causa do irmão da SoJin...

JinKi, analisa o menu: E os que dizem ‘customizável’?

YooSung: Esses são os que o cliente é quem decide a quantidade de álcool e de fruta.

JinKi, sorri: Hmm, isso é bom!

JinHo: Para mim pode ser o da outra vez, é bom, mas mete pouco álcool.

JinKi, sorri com o olhar: Dá para fazer o nosso próprio cocktail, não é? É o que diz aqui!

ChanYoung, aponta para YooSung que estava quase a formar um rio de baba a olhar para JinKi: A YooSung pode tratar do teu cocktail, JinKi, ela tem bom gosto e pode ajudar.

YooSung, sai do transe no qual se encontrava: O quê? Eu? Onde?

ChanYoung: Tu podes fazer o cocktail para o JinKi-ssi, tens bom gosto, melhor que eu.

YooSung, confusa: Tenho?

ChanYoung, empurra-a para o lado de lá do balcão: Tens, atende-o.

YooSung, ri-se e sussurra: Target found, Ann Hwang…

ChanYoung, ri-se e fala baixo: No, well, don’t know, but YooSung’s target has been found.
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Bloody Kiss {atualização 121214} Capítulo XI.
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