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 A new life ~update 36 ~30-12-2014

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Juu
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Qui 5 Jun - 16:54:26

Não me tinhas dito que tinhas lido T.T 
Komawo pelos comentarios, até me fazes ter vontade de escrever outra vez .....
 Quanto as questions i can´t help you yet ^^
Eu so me faltavam 1000 palavras neste.....portanto fiz agora depressa ^^ 
*****************************
Capitulo 33
Abro, ligeiramente, os olhos. Tento lutar com a vontade de os voltar a fechar, devido á intensa luz branca do local em que me encontro. Lentamente, olho em volta, reparo em algumas camas, cortinados tão brancos quanto as paredes, enfermeiras sorrindo e conversando e médicos preenchendo folhas e eu mesma posso confirmar que me encontro num hospital. Mas uma vez aqui estou eu, sentindo o aroma falso de esperança que estas paredes exalam. Tento levantar-me mas sou forçada a deitar-me quando todo o espaço envolvente começa a andar á roda. Uma enfermeira aproxima-se da minha cama, ela possui um sorriso diferente nos lábios, não parece forçado, não parece falso. E pela primeira vez em semanas sinto-me tentada a sorrir-lhe de volta. Mas sei que só me sorri daquela forma porque ela não sabe do meu sofrimento, da culpa que nunca foi minha, por isso ela não me pode julgar como os outros. Um sentimento confortável espalha-se pelo meu corpo até se desfazer naquela escuridão tão habitual.
-Lee Hyuna, certo?- Seus lábios perguntam não escondendo a doçura que a sua voz exala. Aceno a cabeça para o seu olhar suave e ela dá-me a mão. Não a afasto, mas também não posso dizer que não me senti tentada a faze-lo. Ela parece querer dizer me algo….Estarei doente? Vou morrer? Neste momento acho que não me importaria, até agradeceria por me levar nesta altura.
-Sabes porquê que estas aqui, não sabes? As tonturas, a falta de apetite e enjoos….sabes o que significa, não sabes?.- De novo aquele sentimento estranho, o meu coração parece já saber a resposta e bate duas vezes mais rápido.
-Estás gravida.-  E a esperança de novo quebra-se de novo como se fosse feita de vidro de tão frágil que era. Não estou doente,  não vou morrer mas sim ser mãe. Mãe de uma criança com um futuro já traçado. Fecho os olhos, as lagrimas descem pelo meu rosto como todas as noites tem feito, o desespero apodera-se da minha voz e sinto-me perdida em mim mesma. Oiço vozes, não as quero escutar, não quero ver sorrisos, não quero ver olhares zangados, não quero respirar…..Como posso ser forte agora? Pela criança? Por mim? Não consigo….
Volto a abrir os olhos quando sinto uma mão quente sobre a minha, apertando-a, dando-me , secretamente, a força que busco em mim. Meu irmão olha para mim com um olhar suave, as cortinas estão fechadas mas ainda posso ouvir o movimento para lá delas.
-Eu vou mante-lo.- É a única coisa em que consigo pensar, não o posso tirar…..mesmo que não esteja preparada para o ter….O seu olhar não muda mas posso dizer que espera uma resposta, mas o que posso dizer?
Existem de facto algumas razões parar o querer,……… quero mante-lo porque é o símbolo de um amor antigo, do meu primeiro amor, é a semente germinada do fim mas que estranhamente simboliza também o começo. É o pequeno vestígio meu e do homem que amei, que amo…. Que se foi….e é a única razão que me dirá todas os dias que tudo foi real…e nele verei o seu olhar, o seu sorriso.
-Hyuna…..O Jonghyun não vai aceitar…- E esta era a parte que o meu cérebro tinha apagado. As minhas mãos tremem, engulo em seco e olho para os seus olhos que me fitam com receio…..ele nem ponderou a hipótese de que esta criança possa ser do nichkhun….
Jonghyun?...Eu…. nunca dormi com o Jonghyun…..A única coisa que eu usei do Jonghyun foi um lenço para limpar as lagrimas ….
Quero dizer-lhe isto, mas não tenho a coragem….falta-me a força, falta-me um pequeno empurrão….
-Hyuna….-  Oiço a voz da Haneul á frente da minha cama, atras dela Soohyun e o jonghyun espreitam. Não sei se ouviram a conversa mas seria mais fácil não ter que lhes contar….não estou preparada para dizer alto que …..estou gravida…
-Posso falar com ela por uns minutos?.- E foi a resposta, eles ouviram. Suspiro de alívio. Os outros três saem do meu lado e desaparecem por entre as cortinas brancas. O seu olhar pousa no meu e naquele momento quis pedir-lhe perdão pelo meu egoísmo, mas naquele episodio á semanas atras eu não podia pensar em mais nada senão na mulher que me deu ao mundo….que me abandonou…e que mesmo assim….a amo….
-Jonghyun….- Ele sorri, deixando-me confusa. Porquê que ele sorri?
-Eu sei….Vamos esperar mais um pouco, até essa pessoa sair por detrás da escuridão em que se esconde.- Ele sabe….ele sabe…..e quando a sua mão pousa sobre o meu rosto não consigo mais conter o meu choro…..
-Eu vou falar com o nichkhun….e..- Limpo as minhas lagrimas e abano a cabeça….
-Ele não vai acreditar……não vale a pena….-
-Não penso dessa forma, ele ama-te…..- Se ele me amasse …..porquê que partiu …porquê que não confiou em mim…..
 
****
Taemin Pov
Sinto que o meu corpo pode cair pelo chão a qualquer instante, a minha mão hesita em bater á porta. E se estiver errado? E se for só uma coincidência? Engulo em seco, se não for ele ….vou ter que passar por todo aquele processo de sofrimento mais uma vez. Enquanto penso e pergunto-me a mim mesmo o que fazer….a porta abre-se para mostrar o sorriso surpreso da Ms. Lee. Faço-lhe uma vénia e ela manda-me entrar.
-Onew? O Taeminie está aqui?- O onew entra na sala sorrindo enquanto limpa as mãos numa toalha branca. O kibum chega pouco depois e não consigo conter uma lagrima sorrateira. O kibum aproxima-se e olha-me confuso.
-Aconteceu alguma coisa? Foi com os teus pais? O minho?.- Abano a cabeça tão violentamente que por alguns segundos fico tonto e tenho que me apoiar na pequena mesa ao meu lado. Respiro fundo antes de voltar a olhar para os rostos confusos deles, a mãe do onew repara no momento e sai dizendo que tem que ir ao supermercado. O onew traz me um copo de agua e eu aceito-o sem olhar para ele. Bebo-o de seguida num só golo e sento-me num dos sofás sem pedir permissão.
E antes que eles pudessem sequer perguntar-me alguma coisa as palavras soltam-se dos meus lábios como se tivessem vida própria, contei-lhes todos os episódios até não conseguir conter mais as minhas lagrimas e por fim as fotografias….
-Esta foto eu encontrei aqui….eu fiquei com ela…porque…era muito parecida ao meu irmão e esta…é a foto do meu irmão….- Tanto os dois permaneciam em silêncio, uma lagrima desceu pelo seu rosto e ele limpou-a rapidamente olhando para outro ponto qualquer da sala….sem nunca enfrentando o meu olhar…eu tinha certeza agora….era ele….o meu irmão….
-Sai….- Foi a palavra que ele cravou no meu peito, teria sido melhor se estivesse errado sobre ele….esta dor é muito pior….
-Onew?-  Kibum diz olhando surpreso para o mais velho.
-Quando eu voltar aqui…..espero que já não estejas.- E com estas ultimas palavras ele sai da sala, deixando-me abraçado ao meu próprio sufoco. Ao alivio e ao sofrimento. O kibum senta-se a meu lado e pega na minha mão e num impulso jogo-me nos seus braços…eu só preciso de um abraço….para ser mais forte depois….agora eu só preciso de algo que me ampare.
Kibum Pov
Depois do Taemin ter parado de chorar e despedir-se de mim com um sorriso forçado fui ter com o onew. Bati á porta do seu quarto mas apenas o silencio se fez ouvir. Volto a bater e abro-a lentamente…. E um suspiro toma conta dos meus lábios quando vejo o onew sentado no chão rodeado de fotos, álbuns e alguns papeis que me parecem cartas antigas. Ele olhou para mim e sorriu, mas aquele sorriso não era ele…era a dor…Ele fez me sinal para se sentar a seu lado, e assim que me sentei contou-me historias antigas sobre cada fotografia….até que o sorriso dos seus lábios se esvanecer e em seus olhos lagrimas se formarem….mas ele continuou….contando cada uma soluço apor soluço. Pouso a minha mão sobre a dele e ele para mas não olha para mim….
-Porquê que não me contas-te que vieste de um orfanato?.- Pergunto-lhe apertando a sua mão.
-Porque queria contar-te na altura certa,….quando te sentisses incluído, como me sinto…..-Ele diz depois de alguns minutos de silêncio.
-Sobre o Taemin….ele também é a tua família…..- Ele afasta a minha mão e levanta-se, para perto da janela e olha para o céu enquanto um suspiro longo toma conta do seu silêncio.
-Para falar a verdade eu não me lembro de nada…..apenas tenho uma vaga imagem de uma criança , uma memoria desfocada que posso confundi-la facilmente com uma ilusão que me atormentou por tanto tempo…..- Ele diz descansando o corpo sobre a janela.
-Mas é real….ele é real….e nunca desistiu de ti. Tu sabes melhor que ninguém o que é não ter….- Foi a minha vez de soluçar….todo este tópico sempre foi doloroso para mim ou para qualquer adolescente na mesma situação…o sentimento de abandono, de solidão……é tão cruel….e destruidor…
-Mas eu tenho uma família, isso não vai mudar……o que queres que faça? Abandonar estas pessoas que me deram um lar, que me deram amor, que me deram e fizeram tudo aquilo que eu sou hoje? Eu não posso, simplesmente não as posso substituir algo que é real agora.-
-Eu nunca disse…..eu não disse que tens que largar esta vida….Mas pensa neles, que não te deixaram de procurar por anos….Pensa no Taemin, aquele rapaz com que falaste e protegeste nestes últimos meses…..pensa o quão foi duro descobrir que era teu irmão…o quão doloso foi quando a primeira coisa que ele ouviu do irmão foi “Sai”….- Arrependo-mo quando vejo de novo a sua luta contra as lagrimas num impulso estranho de carinho vou ate ele e abraço-o….ele abraça-me de volta…..
-Tal como me aceitas-te como teu irmão…..tal como aceitas-te esta família como tua…. Pensa no taemin, pensa no que os pais deles terão para te dizer…os teus pais de sangue…..Aquela família também sofreu imenso.- Ele apenas abana a cabeça. O abraço durou alguns minutos até ele me afastar com um sorriso nos lábios.
-Prontos já chega de choradeiras, isto nem condiz comigo. Eu vou pensar….e falar com os meu pais ainda esta noite…… .- Ele diz enxugando o rosto, aquele era o onew que eu conheci.
- Eu vou estar a teu lado.- Ele sorri e belisca o meu rosto, faço uma careta e ele volta a sorrir.
-Que irmão considerável que eu tenho.- Tremo na palavra irmão….
****
Kim jonghyun Pov
Olhos para o numero marcado no telemóvel enquanto os medos inconscientemente brincam com o tecido da minha blusa. Será que ele vai atender? Talvez se mandar uma mensagem primeiro ele atenda. Não doi tentar…..Tem que pelo menos ser chocante, algo que o faça atender ou até telefonar primeiro….
A hyuna está no hospital….
Segundos depois o telefone começa a tocar. Foi rápido…..
Nichkhun: O que se passou?O que aconteceu com ela??~~~ Engulo em seco com a frieza no seu tom de voz.
Jonghyun: Ela está no hospital….~~
Nichkhun: Eu já percebi isso idiota, eu estou a perguntar porquê que ela lá está….~~~
Jonghyun: Ela…..está gravida….~ Silencio,  a única coisa que podia ouvir era a sua respiração irregular….
Nichkhun: E? O que é que eu tenho a ver com isso?~~ Tiro o telefono do ouvido e olho para o ecrã para confirmar o numero…
Jonghyun: Nichkhun? O filho é teu como é que não tens nada a ver com isso?~~ Por momentos esqueci-me que ele ainda pensa que eu ia Hyuna dormi-mos juntos.
Nichkhun: Tens a certeza? Eu não tenho tanta certeza….~~~
Jonghyun: Eu nunca dormi com ela… Nichkhun? Estas ai?~-….
****
Kibum Pov
Sento-me na cama, são 3 da manhã. A conversa com os pais do Onew havia sido calma mas preenchida de lagrimas e compreensão, eles são boas pessoas, disso eu não posso negar. Procuro o meu telemóvel e marco o numero pelo qual o meu coração anseia ouvir a voz…..é estranho como tão facilmente me apeguei a ele, como dificilmente consigo dormir sem ouvir a sua voz….Lembro-me como tudo começou, do nosso primeiro beijo naquele baile de mascaras….da ida ao orfanato, dos nossos primeiros toques….agora tudo parece ter corrido tão depressa que até sinto um aperto no estomago, em poucas semanas será o fim da escola, será a formatura……será o fim de tudo isto? Não sei….e agora sinto que não quero saber…..era disto que temia….que me deixasse levar por sentimento tão comuns, tão dolorosos….
-Kibum?.....- A voz dele desperta-me, e traz-me um sorriso aos lábios. Sorriso que antes era impossível de fazer ver….
-Humn…..- Posso ouvir a pequena gargalhada dele no outro lado da linha, como eu desejo tê-lo a meu lado. Sentir o seu calor, sentir-me protegido de mim mesmo…
-Também te ia ligar….- Fecho os olhos enquanto o oiço falar. Ele conta-me a conversa como o nichkhun que ao que parece não correu nem muito mal nem muito bem…..
-Kibum?.....-
-Deah?.-Digo num murmúrio….
-Amo-te….- Sorriu com a declaração, este idiota nunca perde uma chance de me fazer cair mais por ele…..
-Canta para mim….quero ouvir a tua voz…..- A sua voz, cantando me embala para uma outra dimensão, é como que se ele estivesse a meu lado. Me abraçando, me tocando no rosto ……sorrindo para mim…tão perto mas tão longe…..eu também o amo….
Minho Pov
Deixo o quarto do Jonghyun quando o meu telefone toca apenas uma vez, eu conheço este sinal. Desço a ala dos dormitórios, tenho sorte do Leeteuk já estar a dormir. No jardim ao portão um rosto sorri para mim. O portão abre-se e olho para trás para ver o jardineiro fazer-me sinal para ir. Corro para ela, abraço-a e beijo o seu rosto. Mas é outro rosto que vejo na penumbra….Taemin.
-Noona…. Espera-me no meu quarto.- Corro na direção em que o taemin desapareceu e encontroo a poucos metros junto de uma parede…..Agarro-o, ele tenta fugir mas desiste e caiem em meus braços….chorando….soluçando, partindo o meu coração….
-Minie…..- Ele agarra-me com força e procura pelos meus lábios, beijo-o, junto o seu corpo a mim…..quero tirar-lhe todo o sofrimento em seu coração….Sinto-o tremer quando as minhas mãos vagueiam pelo seu corpo….
-Minho…..-
-O que se passou?.- Sei que não por me ter visto com ela, talvez ele nem tenha nos visto, não com olhos de ver…o seu olhar parece perdido em outra dimensão…..num sentimento tão doloroso e novamente abstrato….. Fica-mos assim por um bom bocado, ele em meus braços e eu jogando questões ao ar…..Volto a olhar para seu rosto e ele dorme, ponho-o com cuidado nas minhas costas e levo-o para o meu quarto onde a minha irmã me olha surpresa. Ela ajuda-me a coloca-lo na minha cama e acaricia o rosto adormecido dele.
- Ele é mesmo tão bonito quanto tu te gabavas.- Ela diz sorrindo.
Sentei-me ao lado dele e falei por horas com a minha irmã, falei sobre ele, sobre a situação da nossa família….da nossa mãe….Ela vinha diferente, tinha encontrado o seu caminho longe e apenas voltava para uma coisa…..Levar a nossa mãe para longe daquele homem que um dia considerei pai…..e levar-me a mim…. Olhei para o Taemin….o que eu faço agora?
****
No pov
Mais um domingo nascia, mais um dia começava. Hyuna tinha tido alta e saído do hospital com o irmão. Onew continuava a olhar pela sua janela, seus pais continuavam na sala olhando para as paredes, o Taemin fingia dormir, Minho pensava no que lhe iria dizer , Kibum pensava no jonghyun, nos seus irmãos…..na sua família….. Haneul olhava para o ecrã do seu telemóvel esperando algum tipo de resposta do seu namorado, Eunjung vagueava pela escola e um outro personagem juntava-se ao quadro…..Jéssica, Jung Jéssica.
Esta acordara particularmente cedo, tinha lavado o rosto centenas de vezes. Tentava assim apagar algumas memorias do passado que ainda lhe assombravam  e perguntava-se se o que estava a fazer era certo? Voltar aqui….Procura-lo de novo….Ainda mais disfarçada com este ego excêntrico e fútil….. Sai do seu quarto e as suas pernas sabem exatamente o caminho, bate a porta com cuidado e poucos minutos depois a porta abre-se…lentamente,….ela sem saber enfrenta o chão…
Ele conhece aquele olhar, ele conhece-o bem e não pode dizer-lhe não….afasta-se da entrada e deixa-a a entrar sem dizer nada….fecha a porta, cruza os braços sem saber o que fazer com eles e olha para ela…á espera…á espera de algo….
Ela caminha até á janela e olha fixamente para uma nuvem….faz-lhe lembrar algo que ela não sabe dizer…..algo familiar….
-A tua mãe telefonou-me….outra vez….- E aquela era a Jéssica, era voz que ele um dia sentiu falta….
-Se vieste aqui tentando convencer-me de algo fica a saber….- Ela olhou para ele, inclinou o seu corpo sobre a janela, cruzou os braços e suspirou…..
-Que amas outro alguém?….que seguiste em frente? Yeah….eu sei…talvez antes de ti….-Ela sorriu, era um sorriso amargo mas ao mesmo tempo sincero….
-Eu ….vim….diz a tua mãe, para parar de transmitir-me o que te quer dizer por mim porque tu não lhe atendes…..Ela é tua mãe, devias falar com ela….e explicar-lhe…..- Na verdade aquela não era a razão porque viera vê-lo, ela sabia….ele sabia….
-Jéssica….-
-Na verdade….eu vim porque queria ver-te…e… pedir-te desculpa por tudo…antes…..e….agora.- Havia algo diferente no olhar dela, ele não sabia o que era…ela saiu do quarto deixando-o sem palavras e com algumas memorias que os dois haviam partilhado…..
****
Hyuna deitou-se na sua cama, as horas passavam e ela continuava a olhar para aquele teto branco e sem vida. De vens em quando comia o que o Joon lhe obrigava mas voltava ao seu próprio mundo. Um telefonema despertou-lhe e ela pegou no telemóvel, de novo aquele numero anonimo….engoliu em seco antes de atender….
-Lee Hyuna….o que me escondes?...- Seu coração falhou, o que ele queria dizer….ele já sabia de tudo? Da farsa? Da gravidez?
-O …o que queres dizer….eu fiz aquilo que pediste….eu….- Sem se aperceber chorava novamente….
-Porquê que eu não consigo acreditar nas suas palavras…..estás esquecida das consequências? Devo relembrar-te…..-Grita-lhe que não….mas a chamada caí….
Hyuna cai em desespero, como ele pode saber? Quase ninguém sabia da sua ida ao hospital, sobre a sua gravidez ou que o jonghyun e o kibum continuavam juntos….Um bater na porta desperta-lhe ….Vitoria entra, seu sorriso meigo ainda lhe faz confusão…..aqueles lábios já estiveram presos nos do nichkhun….
Hyuna Pov
-Como estás?.-Ela pergunta-se sentando-se na minha cama e agarrando a minha mão com receio que eu provavelmente a pudesse afastar…..
-Respirando….- Digo-lhe sem entusiasmo, tentando esconder o medo que sinto do telefonema de a poucos segundos….
-Tens que te manter forte, não podes ficar aqui escondida para sempre.- Ela olha-me nos olhos, ela tem razão mas é difícil……não me esconder….
-Eu sei…-
-Agora que estas gravida…..-Olho para ela num impulso rápido, como é que ela sabe?
-O teu irmão contou-me…..- Suspiro, ela continua a falar mas para falar a verdade não ouvi nem metade, a minha mente esta em outro plano….
-Toma conta de ti…- Ela sai do quarto, pego no meu telemóvel e mando mensagem….e a resposta que ganho deixa-me nervosa…
Flash Back
-Hyuna?.- Abro a porta do meu quarto para ver o sorriso falso de Eunjung.
-Esqueceste-te do teu telemóvel no bar….- Ela desaparece pelo corredor e eu fico olhando o ecrã do meu telemóvel…..
Alguns dias depois~~~
-Eu disse-te para não vires ter comigo durante o dia….- Hyuna conhecia esta voz, ela conhecia-a perfeitamente.
-Eu sei, mas quando é que isto vai acabar? Ainda não tens tudo?.- Eunjung? O que ela faz com a Eunjung? Oiço passos na minha direção por mais que queria ouvir mais  escondo-me no primeiro lugar seguro que encontro…..
Fim do flash back
Não pode ser…..

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AndieLiu
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Sex 6 Jun - 1:35:49

Of course que não disse... era surpresa, tipo, tu vires aqui e veres... it was a good or a bad surprise? *scared right now* 
É para te dar vontade de escrever outra vez que faço comentários destes, ajuda sempre as autoras terem comentários construtivos e grandes... acho que é por isso que todas as author-nim do AFF dizem que eu sou um amor de pessoa e super cute >_<'' 
Yeah... I know -.-'' 

Uh, chappie novo... vou ler... mas primeiro tenho que ir ver ali uma coisinha no MV dos U-Kiss (it's very inspiring to dirty nasty things). Ok, já vi o que queria... hora de ler~

OMGGGGGG, EU SABIA QUE ELA ESTAVA GRÁVIDA! Eu tenho um bichinho cá dentro que tem alarme para gravidez, mesmo quando elas são ficticias, keke. Agora seriamente, a Hyuna tem que se alimentar em condições ou eu vou lá e bato-lhe! Ela está gravida, for God's Sake, she needs extra food!

Mas que idiota, Lee Joon, tu não pensaste sequer que o bebê pudesse ser do teu melhor amigo oh seu grande burro? E tu Nichkhun, meu deus a raiva que tenho agora! Jeez, os homens -.-'' 

Ahh, kya, o Jonghyun é um amor de pessoa, ele é um carinhoso do pior (no bom sentido), fiquei mesmo derretida quando ele confortou a Hyuna, keke mas a melhor cena... "tem que pelo menos ser chocante", acho que vou lembrar-me disto sempre quando quero que a pessoa me telefone de urgência, keke. A sério o Jonghyun, aish, gosh, que amigaço corajoso!

Oh Céus, eu não acredito que o Onew reagiu daquela maneira, é horrível mesmo quando ele não se recorda bem do Taemin ou da sua verdadeira família. Mesmo sendo uma memória desfocada ele não devia de ter reagido assim com o Tae porque apesar de tudo eles já se conhecem, ok, ele não quer abandonar a sua nova família mas há tantas pessoas que têm dois pais e duas mães, duas famílias, porque é que ele não pode tentar ter duas também. Ambas as famílias o amam, os seus pais adoptivos até foram compreendedores embora a situação os deixo algo... sensíveis. Agora estão os dois em sofrimento... jeez >_<''

JongKey, is just so cuteeee~ I can't with them, damn it *the feels*
Yah, Choi Minho, se tu pensas em ir embora eu destruo-te por magoares o meu Minnie, estás avisado!

Maldita Jessica ainda me deixou mais confusa do que aquilo que já estava... ela e a Eunjung... gosh, raios partam... a Vitoria está envolvida nisto, não está? *confused* Oh Santo Deus, eu pensava que ela estava inocente... ela recebeu uma mensagem também... ah damn it >_<''

E prontos... aqui estou eu há espera de mais, keke... isto está ao rubro~
Fighting dongsae, não desistas! Unnie ansiosa por mais!
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Juu
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Sab 28 Jun - 15:23:26

It was a good surprise *-*  Eu estou a escrever o 34, mas esta porra do word bloqueou e acho que nao gravou T.T

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Dom 29 Jun - 1:46:20

Aigoo, força dongsae~
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Seg 7 Jul - 19:09:44

Adorei o capie  :06:
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Juu
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Qua 13 Ago - 21:09:59

Maybe Apart, Maybe together…


Aos poucos, o ar gélido da noite se esvanecia, as estrelas davam lugar as formosas nuvens, a lua deixava o seu plantão para o sol, nosso rei que tenta, sem sucesso, recriar sorrisos com a sua luz e frescura. Aquele pequeno fim-de-semana havia sido mais um obstáculo sofrido, cheio de intrigas e sentimentos por esclarecer, mas um suspiro coletivo é ouvido quando a segunda-feira nasce por entre as árvores da colina, quando mais uma vez os tons amarelados trespassam pelas janelas e cortinados de insónias, pensamentos inacabados e olhares vazios.
Onew, entrava, pensativo, pelos portões da escola mas seu corpo automaticamente para quando o seu olhar pousa sobre o corpo frágil de Taemin, que reparara também na sua presença. Os dois se entreolham com um certo receio, medo e culpa. Onew, sem saber como reagir opta por seguir na direção do mais novo. Taemin morde os lábios, pensando no que dizer e quando afastou os seus lábios para falar, Onew abraça-o com toda a força que podia. Taemin demorou algum tempo a reagir aquele ato tão repentino, mas quando o fez, abraçou o irmão de volta. Nenhum dos dois precisava de mais algum gesto ou palavra, aquele abraço, aquele toque fraternal acompanhado de umas quantas lagrimas sorrateiras era o suficiente naquele momento de uma saudade estranha.
O mais velho quebra o abraço e olha nos olhos do irmão, pega no seu rosto com cuidado e acaricia-lhe com os polegares. Para quem visse aquele cenário terno e carinhoso poderia facilmente ver o amor que aquele pequeno toque nutria, que aquele olhar demonstrava. Onew levou os seus lábios á testa do Taemin, seu irmão, e pousou-os suavemente sobre a mesma. Algo no seu coração relembrava-se num momento semelhante, deste sentimento caloroso. Um sentimento antigo mas vivo.
-Hyung….- Taemin murmura entre soluços abafados.
-Perdoa-me minie, perdoa-me meu irmão….perdoa-me por ter te deixado sozinho, por ter-te afastado …- Onew voltou a olhar nos olhos do Taemin com uma sinceridade profunda e calorosa.
-Perdoa-me a mim….a culpa foi toda minha….Quando…- Um soluço doloroso apodera-se da voz tremida do mais novo que voltava a perder-se nas memórias que seu peito guardava e relembrava em noites escuras, no pavor daquelas imagens que ainda era demasiado vivas para o mais novo. A memória de ver o seu irmão a afastara-se nas águas daquele rio, e não poder fazer nada, havia marcado Taemin, quiçá para sempre. Quem sabe. Todo aquele cenário assustava-o de tal maneira que por vezes saia da realidade e caia numa rede de imagens perigosas e traumatizantes.
-Taemin, eu estou aqui. Não tiveste culpa nenhuma, está a ouvir-me? Eu estou aqui.- Taemin desligava-se do vazio e olhava para o rosto do irmão, e sorriu. Abanou a cabeça furiosamente e voltou a cair nos braços do mais velho. Do seu querido irmão, do seu melhor amigo. Onew acariciou os cabelos do mais novo. Mas algo o fez parar, a poucos metros via Minho, que já de costas para eles se afastava tão lentamente como que se o seu corpo pesasse duas vezes mais e onew percebeu, que o mais alto havia percebido mal a situação o que era de esperar.
-Acho melhor ires atras do teu namorado. Fala-mos melhor depois das aulas. -Taemin olhou para trás e teve receio quando viu Minho a desaparecer pelas portas do edifício dos dormitórios. Olhou de volta para o seu irmão, deu-lhe um beijo no rosto e, apressado, correu em direção aos dormitórios.
****
-Estas de volta?- Seu rosto, relutante, olha para trás. Noutro momento, noutros tempos, ele teria sorrido e cumprimentando-a com um simples ola ou um modesto aceno acompanhado de um sorriso, mas muita coisa havia mudado, ele inclusive. Não porque o quis, mas acredita que foi forçado a faze-lo, para seu próprio bem. Olha-a por alguns instantes, a resposta estava na ponta da língua mas seus lábios recusavam em dize-la alto.
-Parece que sim vitoria, parece que sim.- Diz num murmuro, audível, mas contudo cansado. Seus lábios soltam um suspiro de quem se prepara para algum confronto, uma batalha pensada e repensada em fantasias e insónias. Seu olhar pousa sobre a modesta e elegante escola, dona da maior parte das suas lembranças mais queridas e sofridas.
-A hyuna vai ficar feliz.- Volta a olhar para vitoria e pergunta-se, interiormente, com que intenção a outra havia-lhe confessado tal frase. Se fez de propósito para o magoar ou se havia sido com a inocência exagerada com que os seus olhos os olhavam, talvez com alguma expectativa de receber uma resposta á altura da frase que lhe caíra quase ofensiva. Talvez, seu interior queria acreditar, que tivesse sido só um pensamento seu e por descuido o havia proferido sem se dar conta. Mas parecia-lhe improvável, mas porquê que me importo, pensa por fim pegando na mala a seus pés.
-Não lhe contes, que me viste ou que voltei.- E foi a resposta pouco elaborada que, vitoria, recebeu em troca, sem sequer ter direito a um olhar pelo canto do olho. Nichkhun, continua o seu caminho em direção á escola, ignorando o olhar de Vitoria nas suas costas, ignorando as suas pernas que, além da gravidade, pesavam duas vezes mais.
*****
-Como estas?- Mir olhou para Joon com uma certa preocupação pintada no olhar sereno, senta-se no colo do namorado quando este demora em responder-lhe ou sequer olha-lo. Talvez não tivesse ouvido por estar demasiado perdido em si mesmo, seu olhar se encontrava vazio, sem expressão ou sentimentos, talvez um toque de culpa longínqua ainda se pudesse ser sentida, mas seria com dificuldade que alguém o pudesse decifrar, mas mir podia. Quiçá o único que pudesse. Aninha-se no peito de Joon, exalando aquele aroma vibrante, tentando ignorar os seus próprios desejos, concentrando-se na dor do namorado pousou as mãos sobre o rosto do moreno e encontraram-se os lábios dos dois, num encontro terno mas esquecido e um toque de frieza que estremeceu Mir. Olhou para os olhos enigmáticos de Joon e esperou, por uma reação ou respostas que veio num sorriso fraco e tímido.
-Sinceramente? Não sei. Não sei o que pensar, o que fazer nem o que dizer sobre toda esta situação. Sinto que ela me esconde algo, muito mais importante. Sinto um aperto no peito sempre que penso nisso. As vezes penso que já não conheço a minha irmã.- Qualquer um podia ver a tristeza naquele olhar negro e as pequenas lagrimas e que se haviam formado nos cantos dos olhos que mir afastou do rosto do moreno vieram a solidificar aquela tristeza. Ou na forma tremida como a sua voz soava quando falava da sua irmã. Mir olhou-o com amor e um certo desespero, abraçou-o com toda a força que o seu corpo frágil poderia possuir e beijou cada canto daquele rosto que desenhava em seu peito de olhos fechados. Talvez, naquele ato de afeto, lhe pudesse transmitir as suas forças. Joon abraçou-o de volta, apertando o corpo do loiro contra ele, mir entrelaçou as pernas á volta do moreno que lhe beijava o pescoço e descansou a cabeça no ombro do mesmo.
-Vais ver que não passa de uma fase passageira. Mais uma lição de vida.- Disse-lhe, sem mesmo saber se as suas palavras poderiam ter algum toque de verdade, era um adolescente o que mais podia fazer pelo homem que amava senão tentar dar-lhe alguma esperança para aliviar aquele coração pesado. Mas, mesmo sendo Mir a dize-lo, nada parecia afastar a nevoa escura no olhar do moreno. O loiro não disse mais nada, não precisava. Joon, que pela sua natureza, e mesmo com a sua personalidade divertida, não era grande tagarela, também não queria falar. Os dois apenas ficaram abraçados, partilhando o calor um do outro naquela cama que os acolhia, sem vontade para ir para as aulas que estavam prestes a dar inicio.
*****
Hyuna, levantou-se, vestiu um robe branco comprido que Mir lhe comprara no fim-de-semana e saiu do quarto, apoiando-se pelas paredes de tão fraca que se sentia. Estava com febre, novamente. E nem ela sabia o porquê que decidira sair do quarto e vaguear pelos corredores do dormitório masculino em vez de tomar algum medicamento e cair de novo sobre os lençóis. Talvez estivesse farta, cansada daquele quarto, daquela cama. Talvez a minha mãe também se sinta assim, pensou parando um pouco quando se deu conta que já havia passado pelo quarto do Nichkhun pelo menos umas duas vezes. Tenta erguer o seu corpo e sente-se tentada a sorrir quando uma imagem familiar lhe chega ao coração como uma ameaça confortável. Inúmeras vezes, talvez já não as pudesse contar pelos dedos, havia visto aquela imagem desde que o Nichkhun tinha partido. Era mais uma ilusão do seu peito, mas mesmo sabendo a verdade cruel ela sorri e estende a mão para toca-lo quando este chega até si. Seus pés, lentamente, andam dois passos, tentando chegar mais perto daquela miragem dos céus, da sua fantasia. Toca-lhe no rosto, com um pequeno receio nos dedos trémulos. E uma lagrima desce por seu rosto de tão real aquele toque era, do calor que abraçavam seus dedos ainda no rosto da imagem que os afastava agora com cuidado.
-Quase real…..Quase real…- Murmura, sorrindo para o vazio quente daquele toque. O tremor das suas mãos contaminam-lhe o corpo, até chegar as pernas que tentam aguentar o peso morto de seu corpo. Não cai ao chão porque a miragem, estranhamente, lhe ampara o corpo num impulso protetor, talvez uma reação instintiva. Ela chora, chora de saudade e culpa, que não lhe pertence.
-Eu sou real…..é real…-Ela abana o rosto furiosamente, sua mente acredita que possa ser real mas sue coração grita ser mentira, nega aquela presença , nega aquela imagem que a atormenta mas ao mesmo tempo a conforta e faz companhia.
Vitoria, que ao dar pela falta de Hyuna no quarto, lhe procurava pelos corredores e que tinha uma certa esperança de que esta estivesse perto do quarto do Nichkhun, encontra-a no colo do nichkhun e corre para ela. Abraça-a, e nichkhun afasta-se com um olhar confuso nos olhos. Pensara que as duas tivessem quebrado qualquer contacto mas parece que errara.
-Não devias ter saído do teu quarto, olha para ti, estas com febre outra vez. Anda, tens que comer. Logo falas com ele quando tiveres melhor.- Naquele momento ouve um click no coração de Hyuna. As palavras de vitória confirmavam, aquela imagem era real. O nichkhun estava ali, á sua frente, ela o via, ele é real, diz a si mesmo, não, grita para si mesmo.
-Nichkhun….- Hyuna diz num murmúrio sem voz, tenta falar mas só o nome do tailandês se forma em seus lábios secos. Nichkhun por outro lado está numa intensa batalha interior, lutando contra duas opções. Ajoelhar-se e abraça-la ou passar por as duas, ignorando aquelas lagrimas. Havia tanto na sua cabeça, aquele cenário só viera a desencadear novas dúvidas, aquele desespero só veio a reforçar a vontade intensa que tem de lhe perdoar. Mas em seu peito ainda existem tantos “ses”, tantos “porquês” e pontos de interrogação em cada frase que forma e seu coração as consome como agulhas enormes cravadas nos seus sentimentos. Nichkhun opta pela segunda opção, tanto uma como outra, avassaladora. Mas para a poucos centímetros quando Hyuna, que o vira passar numa lentidão dolorosa, chegando a perguntar-se se não teria sido mesmo outra ilusão, cai no chão num estrondo doloroso acompanhado por um gemido de dor, não da queda mas pela dor em seu coração, ou talvez tivesse sido apenas uma consequência forte da sua febre e estando gravida o seu quadro agravava-se. Nichkhun volta-se para trás, numa lentidão assustadora, ao fundo seu olhar pousa por um mero segundo e meio em Jéssica Jung, mas é em hyuna que recai toda a sua atenção. Corre para ela, toca-lhe no rosto inanimado e molhado das lagrimas e tira-a dos braços de vitória que assustada olha para as pernas de Hyuna, que olha para o sangue que lhe mancha o robe branco.
****
-Já avisei a escola e o meu trabalho, não me olhes assim. Já te havia dito que fazia questão de levar-te.- Seu olhar tenro pousa sobre o de Kibum, este agradece-lhe com um sorriso caloroso visto que não adianta mais recusar o inevitável. Seria uma viagem longa e cansativa, mas talvez um refugio alternativo para o ambiente um pouco deprimente no qual esta casa se inseria. Depois de todas aquelas revelações sobre a família do onew, do Taemin ser seu irmão biológico era normal que o ambiente não fosse dos melhores mas tanto o pai e a mãe ou pequena filha biológica do casal parecia já estar preparados para o encontro da verdade, talvez não tão cedo mas ao adotar Onew sabiam que havia um passado por detrás daquele rosto assustado, um passado que eles também estavam a adotar.
-Sabe que vai ser longa e cansativa, não me importo de apanhar o autocarro.- Ela recusa com um abanar negativo nas mãos, havia algo naquele olhar que implorava a kibum que apenas aceita-se e ele sem saber lhe retribua com outro sorriso. Kibum nota que a mulher mais velha ficara surpresa, não era para menos, até poucas semanas kibum não sorria dentro daquela casa, até poucos meses kibum não sorria para ninguém. Sorrir foi uma consequência da doença que jonghyun havia curado.
A viagem até ao orfanato era desgastante, tanto para o condutor como para o passageiro que tinha que estar duas vezes mais atento. Apenas o silêncio era ouvido dentro do carro, mas era agradável, pensava kibum. Extramente ela nunca o havia deixado desconfortável. Pelo contrário, desde o primeiro momento em que ele a conhecera em que ela o recebia em sua casa e lhe mostrava o quarto com aquele carinho singelo e ingénuo no olhar que já tinha penetrado no peito de kibum que aquela aura confortável pairava sobre os dois, mesmo em silêncio. Kibum olhou para ela, que sorriu ao sentir o olhar do mais novo.
-Key. Foi o primeiro nick que me deram nas ruas. Um velho, não me lembro do seu rosto, eu era muito miúdo. Ele ajudou-me, e eu passei a segui-lo para todo o lado. Lembro-me de ele gritar me para desaparecer da frente dele, ele deitava-se em alguma estação de metro, tapava-se com jornais e eu fiz o mesmo. Deitava-me a uns dois metros dele e procurava jornal para me tapar e quando acordava tinha um casaco esburacado por cima do corpo ou alguma broa de me milho em um saco, ainda quente. Todos tinham medo de se aproximar mas eu  não, talvez por isso ele me trata-se de uma forma diferente. Começou a deixar-me caminha a seu lado e por vezes sorria, eu ajudava-o em coisas que ele não conseguia ou estava muito velho para, e ele começou a chamar-me por chave quando com medo disse-lhe que não me lembrava do meu nome. Os dias passaram, ele começou a tossir, nas suas tosses mais profundas o sangue se misturava com saliva no pequeno pano de bolso ao qual limpava as barbas. Até uma noite, em que ele dormira mas de manhã não acordara…pouco depois fui levado para mais um orfanato.- Sem se dar conta kibum chorava e a mãe de onew não ficava indiferentes as suas lagrimas.
-Um coração frio com amor se move, esse velho talvez te tenha ensinado algo tal como tu lhe deves ter ensinado algo.- Kibum assentiu com um soluço abafado, limpou as lagrimas de seu rosto e fez o mesmo com a senhora Lee que tremeu no toque caloroso, do seu filho. Mas kibum ainda podia ver tristeza, o medo. Medo de perder um filho, pergunta-se se algum dia a sua mãe biológica havia possuído aquele olhar, talvez se possa ter arrependido em alguma noite mais fria de o ter abandonado, quem sabe. Mas kibum não saberia, e de certa forma, não pretendia descobrir.
Já a noite tinha chegado á muito quando os dois chegara ao orfanato, a senhora shin que cuida da ala em kibum passou a adolescência sorri da porta. Um sorriso que o aqueceu e ele sorriu de volta o que deixou a mulher radiante, algo quase impossível de acreditar se ele não tivesse visto com os seus próprios olhos. Minah corre para seu irmão que abre os braços para a receber, com amor e carinho beija-lhe as bochechas rosadas do frio e aquece-as com as palmas das duas mãos. Olha para os quantos lanços de escada de pedra para entrada do orfanato e vê Eunwoo, sentando, com o pequeno piano abraçado ao peito. Kibum dá a mão a Minah e chama a senhora Lee com o olhar. Ajoelha-se ao lado do Eunwoo, acaricia-lhe o rosto com cuidado para não o assustar.
-Hyung…hyung…- Eunwoo pousa a sua mão sobre a de kibum e sorri.
-Deah, o hyung está aqui Eunwoo. Posso abraçar-te?- O pequeno rapaz abana o rosto com convicção e ele próprio joga-se nos braços de kibum que por segundos se surpreende mas reage apertando-o em seus braços. Com saudade daquele carinho, daquele momento, dos seus irmãos.
*****
Jonghyun vestia o uniforme, e enquanto ajeitava as mangas da sua camisa branca, na sua cabeça a conversa que tivera com a Jéssica ainda se desenrolava em camara lenta. Tentava captar qualquer informação naquele pedido de desculpas, algum significado duplo mas a sinceridade que vira nos olhos dela o atrapalhava. Um pequeno e cuidado bater na porta desperta-lhe dos seus pensamentos, será que o minho esqueceu-se da chave, perguntava-se destrancando a porta. Mas estava longe de ser o minho, uma figura elegante, de rosto altivo e vestes caras, um par de óculos escuros cobria-lhe os olhos fulminantes e soberanos donos de uma frieza incomparável.
-O que faz aqui mãe, ou devo chama-la só de Sr. Kim.- Jonghyun proferiu com uma certa ironia no tom te troça que brincava nos seus lábios, aproximou-se do armário e vestiu a ultima peça que lhe faltava do uniforme, o casaco azul-turquesa melancólico. Olhou-se no espelho, ajeitando o colarinho, ignorando completamente a presença da sua mãe. Que já por si só não era fácil de ignorar, tamanha aura penetrante a assustadora pelo tom serio que as feições do seu rosto nutriam.
-Depois de quase um mês ignorando as minhas chamadas, encontros e vindas a casa é essa a primeira coisa que me diz?!.- Jonghyun olhou-a pelo espelho, sorriu. Não sabia se era uma pergunta retorica ou ela esperava mesmo uma resposta honesta. Mas talvez o seu olhar sínico tenha traduzido a sua dúvida, visto que ela quebrou o olhar e retirou os óculos de sol do rosto.
-Mudando de assunto, vou fazer um jantar com os pais da Jéssica no próximo fim-de-semana acho que não tenho que te relembrar que tens a obrigação de comparecer.- Jonghyun voltou a olhar o seu reflexo, ajeitando a sua gravata. Virou o corpo e apoiou-se no armário, cruzou os braços e fitou sua mãe.
-Sempre perita em mudar de assunto, mas também acho que não tenho que lhe relembrar que está fora de questão voltar a entrar naquela casa muito menos para um jantar de noivado ao qual acabou á bastante tempo. Quando é que vai acordar e descobrir que não sou mais um miúdo, que não pode-me controlar mais, que cresci e sou dono das minhas próprias escolhas. Não me olhe assim, quer me deserdar, esteja á vontade. Talvez até seja melhor.- Jonghyun cuspiu cada palavra com veneno e calma, uma por uma, talvez numa tentativa de fazer a mais velha perceber com exatidão a sua vontade. Mas tudo tinha chegado a sua mãe como uma ameaça, como que alguém lhe estivesse a tocar em uma ferida várias vezes.
-Quando é que vai perceber que quero só o teu bem.- Ela o fita indignada.
-Quando é que vai perceber que o seu bem não é o meu bem, não me diga que não existe um duplo significado neste noivado. Não me diga que não beneficiará deste casamento.- Jonghyun grita, ela recua com um certo medo. Por mais que jonghyun tivesse sido rude ou irónico nunca lhe havia gritado de tal forma. Demorou alguns segundos a recompor a sua imagem de dama fria.
-Vais mudar de ideia.- Ela vira-se para sair.
-Eu tenho outra pessoa, peço-lhe com educação que desista. Amo demasiado esta pessoa para ceder a qualquer tipo de ameaça sua, dinheiro, pensão, mesada até casa não me fará recuar. Mantenha isso em mente.- A mulher sai, escondendo o seu verdadeiro eu até ao carro onde cai no banco de trás. Chora, chora por não conseguir aproximar-se do filho. Por não conseguir demonstrar-lhe seu coração, por não conseguir deixar de ser fria. Eu apenas quero o teu bem, ela murmura entre soluços.
-Esta tudo bem? Acabei de ver a tua mãe…..Ela parecia um pouco acabada.- Jonghyun sente uma pontada de culpa no peito, dantes era diferente. Ela um dia foi diferente, a relação deles era intimida, ela era uma mãe que o acolhia e protegia em seus braços, cantava histórias para ele adormecer mas desde que o seu pai biológico morrera num acidente de aviação ela ficara aquela pedra de gelo que ele não pode e não quer suportar. Mas ele não podia recuar na sua decisão, ele não iria desistir de Kibum por um capricho fútil de sua mãe. Olhou para minho e suspirou.
-Não sei se estou bem ou se estou mal, simplesmente farto eu acho…. Mas, tu também pareces um soldado vindo da guerra. O que se passa amigo? Os teus pais? Taemin?- Jonghyun pergunta-lhe colocando o braço por cima dos ombros do amigo e chegando-o para perto. Mas a entrada de Taemin no quarto dos dois interrompe a tentativa de minho para responder ao Jonghyun. Minho olha para um ponto qualquer, ignorando o olhar brilhante de Taemin que sorriu vendo o namorado ciumento agir de forma tão infantil. Jonghyun sorriu de volta para o mais novo e saiu do quarto em direção a sua próxima aula, deixando os dois a sor mas não sem antes dar uma palmadinha no ombro do minho para lhe dar coragem.
Taemin ajoelha-se ao lado do Minho que ainda ignora o seu olhar, mas que agora olha para suas mãos que Taemin segura e põe no rosto.
-O onew….é meu irmão biológico.- Minho olha-o com descrença, mas seu olhar suaviza á medida em que Taemin lhe conta tudo, desde o início sem ocultar qualquer pormenor do passado e dos dias que tem passado. Minho abraçou-o, levou-o para seu colo e beijou-lhe o lábios com um certo alívio.
-Tive medo, mas talvez era o que precisava para saber a resposta.- Taemin olha-o confuso, não percebera as palavras do Minho mas Minho aproveitou que estavam num momento de confissões e ele sentia que também devia partilhar algo seu para Taemin, seu passado, sua família e a chegada da sua irmã.
- Então…vais embora.- Taemin não ousou olha-lo nos olhos, era demasiado doloroso e ele ainda nem tinha a certeza da resposta.
-Á pouco teria dito que sim, depois, talvez mas agora direi que não. Encontrei algo que valha a pena, tenho algo que me prende aqui. Tenho te a ti e isso é o suficiente para lutar, ou suportar, contra qualquer coisa.- Taemin sorri, mas de certa forma sente-se culpado, mas ainda teriam o fim do ano e o próximo para decidir sobres as suas vidas. Talvez, depois da formatura, poderiam ir dois juntos para fora.
-Talvez, daqui a dois anos. Quem sabe o dia de amanha. Pudesse-mos sair, ficar um pouco com a tua família lá.- Minho sorriu, pensando que Taemin via um futuro em que ele estava incluído. Volta a aproximar o seu rosto do dele e beija-o, com carinho e desejo. Taemin num impulso, ou instinto mexe a cintura no colo do Minho e os dois gemem. Taemin quebra o beijo corado, minho sorri e acaricia-lhe o rosto.
-Adoro-te, sabias?!… - Minho solta uma pequena gargalhada, taemin sorri e encosta o rosto á caricia do minho na sua bochecha. Os lábios dos dois unem-se mais uma vez, desta vez é taemin que inicia, contudo ainda tímido.

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Qui 14 Ago - 0:39:48

Ayo~ here's your unnie to read your new chapter.
É só mais uma maneira de matar saudades, neh? Eheh~ 

Sabes dongsae... de repente fiquei com vontade de ler mais JoonMir... I don't know... ultimamente quero ler todos os couples ao mesmo tempo que até parece impossível *feelings all over the place* Aquele momento do Joon e do Mir foi tão bonito e essencial, a sério, eu amei aquele pequeno momento, foi muito doce, adorei mesmo.

O Jonghyun é uma doença, a doença dos sorrisos, how cute~ Aigoo, eu espero que ele e a mãe dele voltam a ser o que eram, quem sabe... tudo depende de ti dongsae *voz muito séria*

Oh God, eu não estou bem para feelings fortes como estes, eu não sabia se devia de sorrir ou chorar de alegria pelo Tae e o Onew terem falado e estabelecido uma boa relação agora. Aigoo, eu estou tão feliz por eles "voltarem" a ser irmãos. Mas aigoo, tonto do Minho, és tão ciumento (confesso que já tinha saudades de ver um Minho ciumento, keke). Aww, my beautiful and lovely 2Min, how much I love those two together ^-^

AHHHHH! Nichkhun, Nichkhun, Nichkhun.... OH CÉUS, VOLTASTE!!!! Tu nem imaginas o quanto eu estou feliz e alíviada por teres voltado sua cabeça dura cheia de cuteness e sexyness... *coffeunãodissenadacoff* mas SEU IDIOTA, SEU GRANDE IDIOTA, SE A MINHA HYUNA PERDER O BEBÉ TU VAIS SOFRER, SOFRER E BEM SOFRIDO!! TU OUVISTE? Oh Deus, isto não dongsae, ela não pode perder o bebé, por favor, diz-me que aquele sangue não foi provocado pelo aborto do bebé dela e do Khunnie TT_TT Eu não quero esta realidade, por favor, isto não agora TT_TT 

Urgh, dongsae e agora? Huh? Agora estou super impaciente para saber sobre o estado da Hyuna... vou ficar aqui a morrer com o coração nas mãos (como se já não estivesse por estar à espera do MV do Tae e do MV dos BTS... nunca mais chegam dia 18 e 20 TT_TT). 

Dongsae, eu desejo-te toda a força e inspiration do mundo para escreveres o próximo capítulo. Eu realmente nem sei dizer o quanto ansiosa estou... eu até acho que fiquei nervosa, aigoo >_<''


Fightingggggg!!!!
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Qui 14 Ago - 21:05:11

Eu quis dar um momentinho ao mir e o joon ( que ainda ha de sofrer, se tudo correr como esperado kkk)
Deah, tu sabes que eu gosto de dar um gostinho de ciumes a 2min , e estou a pensar fazer mais deles mas vere-mos. 
Quanto ao khun....estou de olho em ti =.=
Agora....esperas por outro capitulo ehehehe
Komawo por leres tao rapido, espero que tenhas gostado. Tentei escrever melhor, tentei......

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Sex 15 Ago - 0:57:54

Espera, como assim ainda vai sofrer? O_O NOOO!!!
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What~? Que fiz eu?
Yup... lá vou eu esperar pelo capítulo. Eu tinha que ler dongsae, estava a precisar de uma boa distração e nada melhor do que ler algo da minha squishy twin ^-^
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Sab 16 Ago - 14:44:00

oooh update....*____* tenho que ler com mais atenção...mas parece emocionante!

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Dom 17 Ago - 0:19:46

É mesmo emocionante Liliana unnie, tens mesmo que ler *-*
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Dom 17 Ago - 22:23:59

Espero que gostes unnie ^-^ Unnie Haneul não lhe des muitas expectativas >-<

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Seg 18 Ago - 1:29:31

Quê? Só estou a fazer o meu trabalho de fangirl, nothing more!
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MinShi
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Dom 24 Ago - 21:20:35

Não resisti em fazer um pouco de spoiler >.<


Última edição por MinShi em Sex 22 Abr - 21:33:30, editado 2 vez(es)
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MinShi
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Dom 12 Out - 14:21:23

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Dom 12 Out - 23:44:34

A Juu há-de responder-te Minshi mas ela não anda com muito tempo para escrever ou com inspiração... muita coisa tem acontecido que faz-nos ficar um pouco mais deprimidas e não ter ideias ou paciência para escrever, mas de certo que ela não vai deixar-nos por muito tempo ^-^
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Juu
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Ter 21 Out - 0:21:51

Mian...aqui está^^



Capítulo 35-



Some say that we make our life, but sometimes life makes us.

O dia nascia. Um simples nascer, tão habitual, um ritual quase banal. O sol primaveril erguia-se entre raios entusiásticos de um pinhal despercebido, por entre as montanhas que escondia a universidade, que adormecida, resguardava um coro de suspiros contidos que, pacientemente, haviam desejado que a noite se esvanecesse, que aquela segunda-feira, que se revelara pior que o fim-de-semana ao qual havia sucedido, fosse esquecida. E assim foi, terça-feira nem se havia sentido ou ouvido, quieta e calculosa passara num piscar de olhos. Então, crescia Quarta-feira, altiva, soberba, cheia de trabalho e conflitos por resolver. As aulas, continuavam como era de esperar. Erguiam-se, os estudantes, professores e mais meio mundo, sonolentos e numa espécie de hipnotismo se dirigiam as respetivas salas. O verão estava á porta, espreitando, e as festas ou bailes dos finalistas começavam a ser planeadas com um certo rigor. O comité andava mais uma vez às voltas e a chegada do Nichkhun, presidente do comité, havia desencadeado alguns murmúrios e suspiros de alívio, porém, ainda ninguém lhe tinha posto os olhos em cima.
Contudo, estes não eram os problemas mais importantes. Em um dos quartos do dormitório masculino, um sorriso fraco tremia fantasiando um encontro ao qual já havia sonhado.
-O meu pai, quer dizer. O nosso pai, veem do Japão. Por esta altura ele já deve estar a chegar. Ele vai conseguir estar presente no jantar.- Taemin pegou nas mãos do mais velho, olhou-o de uma forma carinhosa. Talvez, com aquele ato, lhe estivesse a partilhar alguma da sua coragem com aquele olhar perdido. Onew apertou as mãos pálidas do mais novo e devolveu-lhe o sorriso com ternura e determinação. Não havia o porquê daquele nervoso ou do medo miudinho em seus olhos. Era claro que seria desconfortável ao início, talvez, ele até pudesse recordar-se de algumas memórias, ou mesmo, reconhecer os seus rostos. Ou simplesmente se sentisse algo familiar neles já seria um grande passo. Para Onew, ele já tinha uma família, mas ele não seria cruel de negar o seu sangue, de negar a sua relação com o Taemin ou com a família do mesmo. Portanto, ele prometeu a si mesmo que tentaria.
-Disseste-me que eles se separaram, qual foi o motivo?- Taemin sentou-se ao lado do irmão, olhou os dedos, como que procura-se a resposta neles. Onew esperou, ao ver o silêncio do mais novo, pensou que, talvez, aquele assunto ainda fosse um ponto fraco seu, um tema doloroso de abordar e relembrar quanto mais partilhar e arrependeu-se contudo quando se preparava para falar, taemin falou.
-Foi logo apos terem parado as buscas para te encontrar. Cada um, culpava-se mais a cada dia que passava. Até se culparem um outro. E enquanto, eles “lutavam” contra eles mesmos, fui ficando para tras. Deixaram-me na casa de hóspedes a 100 metros de distancia. Entregue a amas e a empregados, esquecido. Nem cheguei a ver o meu pai no dia em que ele se foi, saiu tão transtornado que nem olhou para trás e só nos começamos a dar como pai e filho, no verão passado quando fui ao Japão. Não os culpo sabes, se eu sofri e era uma criança quando desapareceste….imagino um pai, uma mãe….- Uma lagrima, que Taemin fez questão de afasta-la tão rapidamente que onew quase nem teve tempo de a ver, desceu por seu rosto. O mais velho puxou o corpo frágil do Taemin para seus braços e ficaram assim por algum tempo, esquecidos do tempo, num momento que lhes pertencia intimamente.
-Mian, não sabia que tinha sido tão difícil minie. Mian, por não ter estado ao teu lado, por não te ter protegido. - Onew soluçou e apertou taemin para seu peito, sentindo-se culpado de uma dor que não pôde evitar. Imaginou os momentos em que Taemin esteve vulnerável, solitário, sentindo-se culpado de um acidente que testemunhou. Sendo uma criança, um menino de colo, deve ter sido uma lembrança desgastante e traumatizante para aqueles olhos que por vezes adotam um vazio triste. Onew soltou mais um pedido de desculpas tremido, era a única coisa que ele podia dizer ao mais novo em seu colo.
                                                                                     ****
Quando desperta os sentidos já o dia ia alto, o sol até já se preparava para descer e dar o seu lugar á formosa e bela lua que, impaciente, espreita por entre as poucas nuvens. Seus olhos, curiosos, mas tristes e ainda fracos dos medicamentos e soro, pousam sobre um rosto familiar. Suspira, reconhecendo a enfermeira que a havia sorriso quando lhe contou que esperava um filho, a uma adolescente. Suas mãos, num reflexo assustado, pousam sobre a barriga coberta por um lençol branco.
-O bebe, felizmente, está a salvo. Agora a mãe é que eu não posso dizer o mesmo. Estas desnutrida e já devias ter aumentado pelo menos dois-quatro quilos e não ter falta deles. O peso é um fator importante quando se esta gravida, tanto a mãe como o bebe tem que se alimentar bem para se manterem saudáveis. Para não falar da febre com que chegas-te…Por mais que possa estar a ser difícil, a decisão de manter este bebe foi tua, com isso vieram consequências na tua vida e no futuro dele e por mais dolorosas que possam ser, deves ao bebe um estado saudável. Tens….que ter consciência que nas condições em que estas, não vai ser uma gravidez saudável com certos riscos de poderes o perder a qualquer momento.- Hyuna olhava agora um ponto qualquer daquela sala branca com talhas azuis, questionando-se da falta de ornamentação, tentando ignorar o olhar verdadeiro da mulher. Parecia atordoada, perdida no azul e tão azul eram as talhas. Sabia, interiormente, que aquela desconhecida tinha razão, que, no mínimo, devia aquilo ao bebe. Mas naquele momento sentiu vontade de gritar com aquela enfermeira, de chamar todos os nomes feios que estalavam na língua como um veneno que guarda á muito, infantil, admite, mas fazer-se de vítima convinha-lhe melhor naquela altura que sentia a falta de algum afeto e convencer-se de que aquela mulher não compreendia a dor, verdadeira, que rompia pelo peito parecia-lhe justo. Mas a sua consciência e o pouco de educação que tinha não lhe deixou ser mal-educada e no fundo sabia que seria injusto, que estava a ser hipócrita e, talvez, egoísta quando se referia á dor que tinha cravado no peito. Fecha os olhos e tenta viajar nos momentos, em todos os acontecimentos que lhe apareceram como obstáculos dolorosos e pergunta-se. Quando começou? Como começou? Como deixou que tudo chegasse a este ponto? Arrependida? Não sabe se sequer tem tempo para se arrepender de alguma coisa errada que fez naquele percurso de espinhos.
Mas todos estes pensamentos foram postos de lado quando o seu olhar pousou no rosto que abrira a porta do seu quarto. Engoliu em seco quando, ele se aproximou. A enfermeira desculpou-se com alguma razão que hyuna não havia prestado atenção e deixou-os a sós no quarto.
- Admira-me o facto de estares aqui. Via-te como o ultimo a pisar o chão desta sala. Voltaste? De vez ou … vieste confirmar o meu estado…- Nichkhun enrugou o rosto com as palavras duras de hyuna. Não podia afirmar que esperava um obrigado mas também não pensou que ela pudesse ser tão rude.
-Parece que estava errado, em preocupar-me contigo. Confirmar o teu estado? Que estado hyuna? Não te faças de vítima, se me fui embora foi por que tu assim o quiseste, não me lembro de teres feito algo que me fizesse ficar. Eu…pedi-te qualquer desculpa, razoável, e tu vens com uma da tua mãe. Mãe que o meu melhor amigo, TEU IRMÃO, DISSE QUE JÁ MORREU!...Como queres….eu não te percebo hyuna, eu acho que já não te conheço.- Hyuna estremeceu com os gritos do ex-namorado. Doía-lhe ouvir aquela voz que sentia tanta falta. Ele tinha razão, e era obvio que o joon lhe tinha dito que a mãe morrera e não era mentira para ele ela já havia morrido á muito. Mas hyuna não queria ser racional como havia dito antes convinha-lhe ser a vitima. A infantil.
-Beijas-te a vitoria, no meu quarto!- Nichkhun olhou-a estupefacto, a raiva subia-lhe aos olhos como faíscas.
-QUERES FALAR DE TRAIÇÃO??.- Jogou-lhe na cara com gestos exagerados nas mãos.
-EU NUNCA TE TRAI! Eu nunca dormi com mais ninguém a não ser tu. Se eu estou aqui, gravida e doente a CULPA É TUA! A única coisa que eu usei dele foi um lenço para limpar as minhas lagrimas. Eu tenho mãe, EU TENHO UMA MÃE. O meu irmão detesta-a e eu compreendo-o. Se eu trabalhei lá foi para arranjar dinheiro para a operação dela, ela esta doente. A única coisa que eu fiz foi servir ás mesas.- Hyuna levantou-se apoiada num ferro ao lado da cama agarrando o estomago, seu rosto enrugou-se com a dor, nichkhun sentiu se tentado em ajuda-la mas manteve em seu lugar, ela, chorava, a maquina á qual ainda estava ligada traduzia-lhe as batidas aceleradas do coração sofrido e aliviado.
-Repete. Repete tudo!! AGORA!.- Hyuna quase desabou no chão vendo a fúria nos olhos do irmão. Mir, com medo, agarrou Joon que preparava-se para se aproximar da irmã. Aquele olhar fulminante contaminado de raiva, e de um certo medo. Hyuna estremeceu.
-Oppa….- A palavra de afeto saiu-lhe como um gemido fraco.
-Eu pedi-te hyuna. Eu pedi-te tantas vezes para te afastares dela…..E toda esta porcaria…todo este mistério, este jogo todo de segredos, ESTE INFERNO….mais uma vez é culpa dela. Tu NÃO COMPREENDES QUE POR ONDE ELA PASSA …tudo ….é destruído.- Agora, era Joon que se apoiava em Mir, sentira-se fraco, tonto, com toda aquela gritaria e explosão de sentimentos. Um estado vulnerável que hyuna temia, a dor daqueles olhos, era ela a culpada mas não podia negar a mãe que morria.
-Ela está doente, num estado terminal. Sem a operação ela morre. E…alguém esta a cuidar de dela agora….se eu acaba-se com o namoro do jonghyun com o kibum essa pessoa disse que pagaria a operação e a clinica privada.- Hyuna tremia, seu corpo estava fraco, consequências da sua fraca alimentação, e pesava tanto que a deixava quase num estado de dormência
-Tando drama, não vês é tudo culpa dela, tudo isto é culpa dela.- Joon chora, apontando para o estado da irmã sentada na cama.
-E o kibum ,de alguma maneira, descobriu sobre o plano e escondeu a nossa relação para ajudar a Hyuna. Desconfia-mos que seja alguém da escola, e que existam mais ligações e duplos planos envolvidos.- Jonghyun aparece no plano, acabando o que Hyuna ainda receava contar.
-Tando drama, meu deus! Não vês? É tudo culpa dela, tudo isto é culpa dela.- Joon chora, apontando para o estado da irmã sentada na cama que esconde o rosto, que chora. Haneul abraça-a assim que chega no quarto.
-Chega, ela precisa de descansar! Não veem o estado dela?!- Haneul quase gritou. Mir tentou puxar o joon para fora.
-Estado? Ela podia ter evitado tudo isto.- Disse antes de se deixar levar por Mir. Jonghyun beijou o rosto de hyuna que deitou a cabeça sobre o colo de Haneul.
Contudo, nichkhun, no meio de todas aquelas revelações, saíra do quarto  quando Haneul havia entrado. Tudo aquilo estava a pesar-lhe no peito, Hyuna podia não ter traído ou mentido, ele podia ser o pai do seu filho. A culpa, mas ainda duvidosa, o atormentavam e ele tinha que fazer algo por ele, e por hyuna e , talvez, o seu filho.
                                                                           ****
Entrou naquele lugar, onde o sexo e o álcool se misturavam e entranhava e levaria anos para desinfetar um lugar daqueles, senão para sempre, teriam que destruir e voltar a reconstruir prédios ou edifícios umas quantas vezes para aquele cheiro desaparecer. A cabeça do Nichkhun vibrava, o sangue pulsava-lhe no sangue duas vezes mais rápido, podia ouvir o seu coração ecoando em sua cabeça. Olhou em volta, procurando, talvez, um rosto familiar, alguém que lhe livrasse do aperto no seu peito, mas nada. Só uma pequena voz que lhe gritava para sair daquele lugar. Deu alguns passos até ao balcão das bebidas, apoiou-se nos cotovelos, e jogou as mãos aos cabelos, imaginando hyuna a trabalhar num lugar daqueles, a sua hyuna. Tentou afastar-se, mas sentiu-se tonto e voltou a apoiar-se no balcão, estava fraco, não fisicamente, mas mentalmente. Era difícil acreditar que hyuna possa ter servido só as mesas, mas estaria a ser injusto não lhe dar alguma confiança, ele sabe que também errara ao desaparecer sem lhe dizer nada, sem esperar ou sequer tentar.
-Não pareces bem, o que fazes num lugar destes.- Nichkhun levanta o rosto, o barman estava de braços cruzados sobre o balcão e observava o seu rosto de perto, e pisca os olhos muito rapidamente.
-Trabalhas aqui?- Tal pergunta fez o outro homem sorrir, nichkhun enrugou o rosto, estaria o outro a fazer troça de si mas depois pensou, a sua pergunta fora um pouco irracional.
-O que achas que estou aqui a fazer atra dos balcão? Que assassinei alguém, vesti o seu uniforme e estou aqui de espião.- Nichkhun analisou a resposta.
-Acho que não me espantaria.- O homem sorriu.
-O que fazes aqui, procuras alguém?- O homem inclinou a cabeça, talvez fosse um habito, inclinar o rosto quando curioso.
-Hyuna, Lee Hyuna. Eu sei que ela trabalhava aqui…eu só…vim ver que tipo de trabalho ….- Nichkhun engoliu em seco, Sungmin serviu-lhe uma bebida.
-Ohh, a menina dos olhos tristes. Ela não pertencia aqui, fez bem de ter saído rápido. Ou o chefe ainda lhe punha nos quartos. A miúda serviu alguns clientes, bebidas e conversava com eles, depois vinha aqui, bebia um copo, limpava as lagrimas, sempre me disse que fora de um pó qualquer ao qual era alérgica, vestia o uniforme e ia para a escola. Mas procura a Eunjung, foi ela que a trouxe, tal como fez com a outra hyuna, mas essa também já saiu, não sei para onde, mas disseram que apaixonou-se, vai se la saber. Não sei quem és, mas pareces ser próximo dela…Cuida dela, a tristeza que ela tinha no olhar era imensa. Sou seu sunbae e doí-me tê-la visto assim- Naquele ponto, nichkhun já não ouvia nada, hyuna….a sua hyuna o quão duro deve ter sido para, pensou  enquanto fechava os olhos. Pensou em jogar-se de uma ponte, mas estaria a ser egoístas, não consigo, mas pela sua família. Sim , família, ele agora tinha uma família, uma mulher, um filho. Sorriu, enquanto vagueava pelas ruas. Mas não deixou de se sentir um inútil, mas como podia ele saber, uma desculpa absurda, pensou ao entrar no hospital. A enfermeira dissera-lhe que hyuna ficaria, no mínimo, uns quatro dias no hospital e naquele momento ele precisava de vê-la, ajoelhar-se e pedir-lhe perdão.
Seus olhos pousaram sobre uma figura minúscula, encolhida numa cadeira, perto da janela, os braços protegiam-lhe o rosto molhado e abafavam os soluços. Caminhou até ela, o barulho dos seus joelhos contra o chão frio do quarto fizeram-lhe levantar o rosto, seus lábios se separam com o espantou.
-Perdoa-me.- Foi a palavra que lhe fez sair da sua bola protetora,  ajoelhar-se á frente dele, que chorava também, e abraçou-o. Não o culpava, das palavras de mais cedo, haviam sido por uma raiva impulsiva. Ele abriu os braços, apertou-a contra si e mais lagrimas caíram, tão brilhantes, tão bonitas e a lua se refletia nelas, pensou hyuna enquanto o olhava. Beijaram-se, naquele quarto escuro, naquele luar estranho, num ato de amor, de perdão e saudade. Os dois tinham errado, aprendido a perdoar os próprios erros.
Nichkhun dormiu com ela naquela noite, ao lado dela, com a mão sobre o estomago de hyuna. Sobre o seu filho.                
                                                                       ****
Encostou a cabeça ao vidro, o sol se punha, as estrelas reluziam ao longe, pequenos pontos tímidos. Kibum suspirou, estranhamente sentia a mesma dor do dia em que saiu do orfanato, que deixou seus irmãos para trás. Mas rapidamente aquele olhar triste foi substituído por um sorriso tímido. Um sorriso, quase um milagre, pensa para si mesmo enquanto acaricia os lábios. Tanto tinha mudado, tanto em si como ao seu redor. Reencontrou amigos de uma infância que sempre quis deixar para atras, adormecida, encontrou novos rostos, uma família, amigos e as aventuras mais estranhas ora excitantes ora dolorosas. E talvez, o mais importante, aquilo que de facto o fez sorrir com o coração. Amor, sim amor. Não só fraternal ou em amizade mas amor, com o corpo e alma de uma forma tão banal mas bonita.
Kibum olhou para as mãos, brincou com os dedos e deixou as memorias fluírem-lhe pelo peito, como um filme sem meio ou fim, cada uma saltando por cima de outra, sem ordem. Parou no primeiro encontro dos dois, o dia do baile. Um sorriso reapareceu nos lábios de Kibum, quando ao longe viu duas figuras sentadas na escadaria á frente do bloco de alunos, á noite. Lembra-se o quão irritado estava com o jonghyun, aquele miúdo soube como chegar até ele desde o primeiro encontro. As memorias voltaram a parar no primeiro beijo, na ida ao orfanato, em cada olhar trocada, cada gesto de carinho , em cada brincadeira ou provocação.
-Que sorriso é esse?- Foi preciso alguns segundos para o Kibum perceber que a pergunta tinha vindo do mundo real e não das suas memorias. Olhou para YoungMin, para os lábios ternos dela, para o olhar doce com qual o olhava de vens quando.
-Sorriso de quem é feliz?! De quem ama……eu acho.- Ela agarrou-lhe a mão com cuidado ou medo que este o afastasse mas pelo contrario, devolveu o aperto .
-Estamos quase a chegar, o onew…tem o jantar hoje, queria estar um pouco com ele antes de ele ir.- Kibum assentiu ainda apertando a mão dela, com mais força, talvez dando-lhe coragem para enfrentar tudo o que estava para vir.
-Ele ama-te, a ti e a todos. Sabes que isso não vai mudar.- Youngmin sorriu olhando para kibum.
-Hum, eu sei.-

                                                                  *****
Onew sentou-se ao lado da mãe, pegou as suas mãos, acariciou-as com os polegares e sorriu. Olhou nos olhos eles e beijou-lhe o rosto.
-Lembras-te? Quando eu era pequeno tu fazias-me o mesmo.- Ela não disse nada, apenas esboçou um sorriso e puxou-o para um abraço. Ficaram assim por uns bons minutos.
-Tu dizias que não conseguias dormir se eu não o fizesse.- Diz pegando na mão dele e acariciando tal como o onew lhe tinha feito pouco antes. Onew sorriu olhando para as suas mãos. A campainha toca, o que lhe avisava que o Taemin o chamava.
-Tens a certeza que não queres vir?.- Onew olhou para ela.
-Hum, tenho. Esse encontro é algo que tens que viver sozinho.- Onew assentiu lentamente com a cabeça, beijou as mãos da mãe, largou um beijo no rosto da irmã e outra na testa do pai e saiu de casa, encontrou o Taemin encostado a um carro preto de claramente luxuoso a acenar-lhe.
-Devias ter entrado, a minha família gosta de ti.- Disse-lhe pegando-lhe na mão, fazendo-o o outro olhar para o chão, talvez se sentisse culpado pela dor que a família de adoção do onew possa estar a sentir.
-Ainda é cedo, eu acho. O kibum?-
-Ele saiu.- Onew disse e entrou no carro com o taemin.

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Ter 21 Out - 1:28:42

Ahhhhhh! Juu, gonna kill you... aigoo... eu quando não estiver proibida de vir ao pc durante mais que meia hora por dia prometo que virei ler e comentar. E eu que estava ansiosa por isto mas a minha mãe não deixa-me estar aqui mais do que meia hora porque estou doente e mesmo assim a cabeça não deixa-me ficar por muito... eu virei alias a minha comeback será o meu comentário, muahahahah~
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Ter 21 Out - 1:43:02

Deah, don't worry. Tambem não tenho estado por aqui....^^

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Ter 21 Out - 17:03:27

Mas assim que tiver mais tempo de antena no pc venho ler. Amanhã vou às vacinas, até vai doer, vou ficar cheia de efeitos secundários...
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Ter 21 Out - 17:18:27

Força ^^

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Ter 21 Out - 22:54:58

Não vou ter muita força, amanhã vai estar muito calor por aqui e eu mal aguentei com o calor do dia de hoje, até agora fui passear o meu cão calmamente de mangas cavas O_O
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Qua 22 Out - 18:10:13

Aigoo, não andes ao sol. Ficas sempre pior.Cuidado!

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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Qua 22 Out - 18:17:42

Estou pior >_<'' eu ia a meio do caminho e já estava a sentir a dor de cabeça a piorar... now I have to double rest myself TT_TT
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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   Qua 22 Out - 22:04:37

Kyaaaaaaaaaaaaaaaa.

omo o onew e o Tae...so cute!


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MensagemAssunto: Re: A new life ~update 36 ~30-12-2014   

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A new life ~update 36 ~30-12-2014
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