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 The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]

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Pirili
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Qui 12 Dez - 0:26:00

ahahah apaixonei-me pelo Taemin. Tão fofo!

Já tou mesmo a ver que a interacção do Jonghyun com o Key vai ser engraçada....

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brshawol
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Qui 12 Dez - 0:36:44

CruorCorvus escreveu:
É sempre bom ver a versão da minha verdadeira lingua ^^
Como já disse, tenho que agradecer a todas as pessoas que gastam o seu tempo a traduzir os meus trabalhos, a todas as que os lêm aqui e a todas as que lêm no AFF que já sao 3707.

Nós que temos que te agradecer pelo esforço que você coloca nas histórias <3, espero estar fazendo um bom trabalho com a tradução :)

-

Taemin é um fofo mesmo, um rebelde total hehe

Sim sim, a relação do Key com o Jjong é muito interessante <3, você vai ver rs

Vou ficar na minha para não dar spoiler :X kkkkkkkkkk

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jjongsaurus

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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sex 13 Dez - 19:56:05

Wahh, lendo de novo e amando <3 e a relação do Key com o Jjong realmente é interessante :^)
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brshawol
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sex 13 Dez - 20:38:48

jjongsaurus escreveu:
Wahh, lendo de novo e amando <3 e a relação do Key com o Jjong realmente é interessante :^)

Não é? Awwww <3 hahah

Que bom que você tá gostando da tradução, é bom ter a opinião de alguém que leu o original *-*
Eu pretendo me especializar em tradução, sabe? Então é como um treino  :oops: 

  

(Onew em homenagem ao dia dele <3)
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jjongsaurus

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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sex 13 Dez - 20:43:41

Mas você ta traduzindo muito bem, de verdade! Você ta fazendo um ótimo trabalho :D caso você precise de ajuda para traduzir quando estiver com falta de tempo ou algo do tipo, pode falar comigo que eu sempre to a disposição ^-^
E feliz aniversário pro nosso líder <3
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sex 13 Dez - 20:49:59

Awwwwww, obrigada *-*
Eu agradeço a ajuda, mas acho que não vai ser necessário. Como eu comecei a traduzir a história porque minha prima queria muito ler (dps que eu contei pra ela e fangirlizei loucamente), eu já to bem adiantada... No capítulo 10! Ela fica me cobrando porque ela morre de ansiedade para ler o próximo! hahahah

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jjongsaurus

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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sex 13 Dez - 20:52:07

Ah isso é ótimo! Eu também fangirlizei sobre a fic com minha amiga e ela ficou louca pra ler, agora ela ta viciada lol
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sex 13 Dez - 20:54:48

Nem me fala, é um vício mesmo! hahah

Eu li um capítulo atrás do outro sem parar quando descobri a fic, e to me revirando loucamente pelo próximo; mal posso esperar! <3

 
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Pirili
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sex 13 Dez - 21:30:23

Bem esse gif do Jongas.....ai se eu não fosse uma mulher comprometida!   

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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sex 13 Dez - 21:34:39

Eu virei a noite lendo! Mal posso esperar o próximo também, as coisas estão ficando ótimas hahahaha xD
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CruorCorvus
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sab 14 Dez - 1:05:29

Otimas porque as coisas começaram a aquecer, ne? xD
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sab 14 Dez - 3:49:19

CruorCorvus escreveu:
Otimas porque as coisas começaram a aquecer, ne? xD

HAHAHAHAHAH claro que não, somos inocentes... *cof cof*
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CruorCorvus
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sab 14 Dez - 13:18:20

Neste momento tou a escrever sobre a festa do Tae, o seu primeiro Awakening.
Vamos ver no que aquilo dá. ^^
Eu própria nao sei, vou escrevendo e vou vendo o que acontece xD Deixo a minha imaginaçao fazer o trabalho todo.
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sab 14 Dez - 16:06:30

OMG, I CAN'T WAIT! HUAHUAHUAHUH

  

Sua imaginação merece um prêmio então; inacreditável como você consegue pensar em tantos detalhes sem saber o que vai acontecer! Minha prima (pra quem eu comecei a traduzir) e eu ficamos conversando e pensando em um milhão de futuros e teorias...
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CruorCorvus
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sab 14 Dez - 19:38:06

Ahah gostava de ter ouvido xD
Ideias nao me faltam, mas confio apenas no momento em que estou a escrever. Nao me preocupo porque sei que o que tiver que sair sai xD
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Dom 15 Dez - 0:45:28

CAPÍTULO 3 - DISPUTA (parte 1/2)



(“As ordens dele foram claras. Sem sobreviventes.”)


No início, Minho pensou que talvez sua audição tivesse o enganado por um momento, mas pela expressão de dor e culpa do outro vampiro, ele podia dizer que na verdade estava ouvindo perfeitamente. Entretanto, ele não podia deixar de perguntar. “Ele é o quê?”
Key estremeceu pelo tom frio do soldado. Ele sabia que estava encrencado. Ele tinha feito algo errado, algo proibido. Mas não tinha volta agora; ele estava conectado à fera. De agora em diante... Ele era o protetor do Jonghyun, seu mestre. E tudo que o outro fizesse... Seria sua responsabilidade.
Tornar-se o mestre de uma fera...era algo incrivelmente estúpido a se fazer. Especialmente quando o maior talento de uma fera é matar outras pessoas.
“Ele é meu agora...” Key olhou pra baixo, sem querer ver a reação do outro. “Ele é meu... Protegido.”
Ao lado dele, Key ouviu Taemin arfar, o loiro levando suas mãos contra a boca em horror. “Isso significa que você...! Key hyung..!” O mais novo começou a sussurrar como se estivesse com medo de que alguém pudesse ouvi-lo. “Você deu seu sangue...pra uma fera? Isso é-”
“Ilegal.” A voz do Minho era calma, mas venenosa. “Extramente proibido e um crime.” Ele sibilou a última palavra enquanto se aproximava do outro em passos lentos.
Key respirou fundo. Ele sabia que o soldado estava tentando controlar sua ira; ele podia ver em seus olhos que ele estava explodindo de raiva por dentro e ele sabia que não demoraria muito pra que sua máscara composta caísse, e ele liberasse sua fúria.
Ele esperava que isso acontecesse no segundo em que ele decidiu dar uma oportunidade à fera. Ele esperava que muito mais acontecesse assim que a notícia chegasse aos ouvidos do Onew... Mas isso não significava que ele não estava pronto pra isso.
“Ele é diferente.” Key declarou, ganhando uma curta risada sarcástica do guarda-costas. “Eu to falando sério! Ele é realmente diferente! Ele não me atacou! Ele estava morrendo e-”
“Ele não te atacou porque ele tava fraco!” Minho gritou com raiva. Ele tinha pensado que o outro era esperto, um bom agente até! Mas agora... Como alguém podia fazer algo tão estúpido?! Um erro desse tipo podia levar o clã à ruína!
O loiro balançou sua cabeça de maneira defensiva. “Não...! Você não o viu! Ele podia ter arrancado meu braço fora se quisesse mas ele-”
“Feras são animais! Você tá falando idiotices! O que você fez foi um crime! Nenhuma fera pode ser um Protegido! Eles são irracionais! Eles nunca podem se conectar a ninguém!” O guarda-costas apunhalou sua espada no chão em um movimento furioso, seu rosto vermelho de raiva. Ele nem podia imaginar a reação do líder para tal ação. Como ele poderia informar a ele que seu oh-tão-precioso amigo tinha ido contra suas ordens, quebrando a própria lei?!
“Ele lembra o nome dele! Ele se transformou mas não se alimentou ainda! Ele estava limpo de sangue humano! Dando a ele o meu..-” Key tentou explicar sua lógica, suas palavras morrendo quando ele viu o vampiro mais alto pegar sua espada outra vez e dar suas costas a ele, afastando-se. “A-aonde você vai..?”
“Eu vou limpar a bagunça que você fez.” O outro simplesmente respondeu, andando pela confusão de árvores pra dentro da floresta onde a fera tinha corrido.
“Não.” Key correu atrás do guarda-costas do Onew, segurando seu braço. “Você não vai tocar nele!”
Seguindo os outros dois vampiros mais velhos, Taemin permaneceu em silêncio, mantendo seus pensamentos pra si mesmo. Ele não era burro, envolver-se em algo tão sério só lhe causaria problemas.
Ele nunca esperava que Key cruzasse a linha, muito menos com algo assim.
Key tinha estado ao seu lado desde a primeira vez que ele abrira seus olhos para encarar o mundo outra vez; ele era a primeira pessoa que ele tinha visto e a primeira a sorrir pra ele.
Onew era seu mestre, seu protetor, sim; mas ele ainda era o líder do clã e ele não tinha tempo para ensiná-lo, para estar com ele. Assim como Key, ele admirava o líder, ele o via como um irmão mais velho, alguém em que ele sabia que podia confiar se algo desse errado.
Mas Key... Key era quem gritaria com ele, dando um tapa em sua mão toda vez que ele fazia algo errado. Às vezes ele não podia deixar de se sentir irritado por tanta importunação, especialmente quando ele o tratava como uma criança, mas...por dentro ele sabia que o outro o amava, era somente sua maneira de demonstrar isso.
Key era estrito, exigente, irritante até. Ele não permitia defeitos e queria moldá-lo a perfeição, mas ele também sabia quando era suficiente, ele sempre sabia como fazê-lo relaxar nas horas certas, fazendo-o rir e se sentir amado.
Durante meses, Taemin tinha seguido Key ao redor como um filhote, tentando aprender o melhor que podia, tentando fazer Onew orgulhoso. O Vidente tinha lhe ensinado tudo sobre a sociedade deles, como se sentar e como agir entre pessoas importantes; Key tinha sido criado nesse tipo de ambiente, ele sabia melhor que ninguém como fazer essas coisas e as fazia com uma perfeição irritante.
Era por isso que Taemin ainda estava chocado ao descobrir sobre a fera.
Proteger uma fera era...um dos maiores crimes. Feras eram assassinas, animais selvagens e violentos. Almas sem lugar no mundo.
E Key...uma das pessoas mais estritas que ele conhecia...tinha quebrado as regras.
“Não abusa da minha paciência! Você pode ser o Vidente do clã, mas age como uma criança! Ao invés de procurar feras pra matá-las, o que você faz? Você as alimenta!” O soldado gritou, olhos de um escuro tom de dourado encarando o loiro. “O que você vai fazer depois? Construir um orfanato pra elas?”
Key ignorou o sarcasmo pesado na voz do outro. Ele sabia que qualquer pessoa agiria assim com esse tipo de notícias, ele também agiria da mesma forma. Ele ainda não sabia como tinha terminado fazendo isso. Mas ele estava certo de uma coisa. “Ele é diferente! Confia em mim!”
“ELE É UMA FERA!” Minho gritou, fazendo Taemin pular de medo.
Key pressionou seus lábios em uma firme linha.
Minho era forte, rápido e tinha uma atitude fria e perspicaz quando lutava. Ele não era o guarda-costas do Onew por nada. Ele não era alguém com quem Key compraria uma briga.
Mas...se fosse realmente necessário...então não tinha outro jeito.
Encarando-o, Key passou pelo vampiro mais alto, parando a frente dele, abrindo seus braços pra mostrar que ele não tinha intenção de deixar o outro passar.
Era uma provocação, ele sabia disso; uma atitude infantil a se tomar, mas se ele queria matar a fer-... não, se ele queria matar Jonghyun, então ele precisaria enfrentá-lo primeiro.
Minho parou, encarando os olhos caramelo brilhantes do Vidente em um aviso. “Sai do meu caminho.”
Houve um momento de silêncio na floresta, a fria brisa fazendo seus cabelos dançarem ao redor deles por alguns segundos, Taemin lambendo seus lábios em um tique nervoso, seus olhos vasculhando os seus dois superiores.
Ele deveria pedir ajuda? Chamar o Comandante? Mas então se ele os deixasse...o que aconteceria? E se eles realmente entrassem numa briga? Os dois estavam praticamente no mesmo nível, eles machucariam muito um ao outro.
“Não.” Pálidos lábios rosados responderam, seu corpo imóvel.
“Sai do meu caminho, Kibum.” Minho ameaçou em um sussurro, sua mão se apertando ao redor da bainha da espada.
“Você vai ter que me obrigar.” O loiro se sentiu tremer quando viu os lábios do vampiro mais alto se contorcerem em um sorriso.
Era isso. Ele tinha enlouquecido, ele estava prestes a lutar com alguém que ele realmente não queria, Choi Minho, o soldado de alto nível da família Lee, guarda-costas de Onew por anos.
Então esse era o poder da ligação entre Mestre e Protegido, essa necessidade de proteger seu próprio sangue do perigo, de mantê-lo debaixo das suas asas.
“Que assim seja então.”
As palavras o atingiram como um tapa no rosto, acordando-o de seus pensamentos, a figura do Minho aparecendo a sua frente em menos de um segundo, o som cruel da lâmina cortando o ar alertando-o para o que estava prestes a vir.
Key pulou pra trás, a espada o errando por alguns centímetros. Droga.
Sentindo a realidade da situação o atingir com força, Key sibilou, sua mão voando até sua arma.
“Parem com isso!” Taemin gritou em pânico.
O mais novo observava a cena sem realmente saber o que fazer. Os dois garotos eram extremamente rápidos e ele só podia escutar balas explodindo da arma do seu tutor, atingindo as árvores, e troncos serem cortados pela poderosa lâmina do guarda-costas.
Os dois eram rápidos o suficiente pra evitar os ataques um do outro, mas até quando?
“Key hyung..!” Taemin gritou quando um dos corpos colidiram com o chão. “Por favor! Parem VOCÊS DOIS!” Ele implorou, Key rolando para o chão, evitando a espada que caiu ao seu lado.
Key se levantou e correu para uma árvore, usando-a como suporte pra pular pra trás, aterrissando nos ombros do Minho. Prendendo e apertando seus joelhos ao redor do pescoço do outro, o guarda-costas começou a engasgar com a pressão, mãos apertando as pernas do Vidente pra tentar se libertar.
Key gritou, ganhando impulso, girando os dois no ar, Minho pousando no chão com um baque.
Key rolou pra longe, arfando; mão em um joelho, observando o outro se levantar outra vez, nariz e lábio sangrando.
“Por favor, para!” Taemin correu até o loiro, segurando o braço do seu tutor. “Para com essa loucura!”
“Fica longe!” Key gritou, Minho dando passos lentos em sua direção, uma mão limpando o sangue em seu lábio.
O mais novo balançou sua cabeça freneticamente. “Não! Onew hyung não iria querer isso! Você só vai conseg-”
Key gemeu, empurrando o loiro pra longe. “Taemin! Fica longe disso –AH!” Ele repentinamente arfou pela dor aguda em seu braço, sua mão voando pra cobrir a ferida, sangue correndo pelos seus dedos. Por que Taemin tinha que distraí-lo agora?!
“KEY!” O mais novo gritou, olhos arregalados em choque, seu coração acelerado em pânico. Como ele podia ferir o Key desse jeito?! Ele estava louco?! Key era o Vidente! “Você tá louco?! Para com isso imediatamente!!!” Ele gritou para o mais alto.
Minho recuou sua espada agora ensanguentada, girando-a no ar, apontando a lâmina para o loiro ferido. “Eu não aceito ordens de uma criança.” Ele encarou, penetrantes olhos dourados nunca deixando os do Key.
Taemin estava prestes a falar quando uma mão pálida sinalizou pra que ele ficasse em silêncio. O loiro mais velho sorriu estupidamente, linhas azuis flutuando próximas a ele. “Você atingiu meu braço, mas eu não to morto. Nós podemos dançar a noite toda, sabia?”
Os lábios do Minho se curvaram em um sorriso. “Eu não pretendo perder meu tempo fazendo isso. Vamos terminar rápido.”
Taemin arfou, seu tutor se afastando mais uma vez, Minho se posicionando outra vez. O que eles eram?! Crianças?! Violência não resolvia nada! Bem...resolvia, mas não nessa situação!
Ele suspirou, tocando seu chicote. De maneira nenhuma ele deixaria o soldado machucar seu amigo outra vez!
E então... Levou menos de dois segundos.
Minho estava correndo na direção do Key, Key se preparando para o impacto e Taemin pegando o chicote quando...!
THUD!
O vampiro mais novo piscou estupidamente, mão erguida no ar, chicote pronto pra atacar, observando o corpo do Minho ser jogado pra trás, atingindo uma árvore e colapsando no chão dolorosamente, a espada voando pra longe dele. Mas que diabos..?
Olhos caramelos se escureceram até sua cor original, surpreso pelo corpo não familiar que repentinamente se juntou ao do Minho. Não podia ser..? Podia? “J-Jonghyun..?” Ele murmurou.
Uma escura silhueta emergiu das sombras, pupilas prateadas e brilhantes sob a luz do luar.
Não era possível... Não podia ser que...
“Uma fera!” Taemin arfou, sua mão se apertando ao redor do chicote outra vez.
“Não!” Key exclamou, segurando a mão do loiro. “Não acerta ele..!”
Ele não conseguia entender..!
Ele tinha fugido! Por que ele voltou?! E acima de tudo...ele atacou. Ele atacou como uma fera faria, mas... por que Minho? Por que não ele ou Taemin? Por que...aquele que o tinha machucado?
A ligação...o afetava também?
Ele de alguma maneira...sentiu a necessidade de protegê-lo por causa disso?
Ele sabia que a ligação entre Protegido e Mestre podia funcionar desse jeito, mas...com uma fera? Ninguém tinha feito essa experiência antes; ninguém tinha alimentado uma fera e criado um laço com ela, então não havia informação sobre isso, mas...se realmente funcionava assim pra eles também...então Jonghyun tinha vindo pra protegê-lo.
A fera parou em frente ao soldado caído, Minho abrindo os olhos lentamente, um sorriso estúpido aparecendo em seus lábios. “Amável. Diferente, você disse? Parece uma fera pra mim.”
Os olhos do Key se arregalaram. “Você fez isso de propósito! Você me machucou pra fazer ele vir!”
Minho sorriu outra vez, limpando o sangue do seu queixo, a ferida no seu lábio agora completamente reaberta. “Eu precisava ter certeza se você tava dizendo a verdade. E aqui está ele. Me poupa tempo assim.”
A fera rosnou, longas presas afiadas aparecendo ameaçadoramente. Enquanto vampiros usavam suas presas pra se alimentar, feras as usavam também como uma arma, seus caninos sendo um pouco maiores que o comum. Key tinha visto muitas gargantas serem rasgadas por causa dessas presas; não era algo bonito de se observar.
“Me deixa falar com o Jinki. Ele vai decidir o que fazer. Você não tem esse poder.” Key sussurrou para o soldado, ainda segurando a mão trêmula do Taemin, prevenindo-o de usar o chicote. Eles não precisavam de uma fera furiosa o atacando também.
“As ordens dele foram claras. Sem sobreviventes.” A mão de Minho desapareceu atrás de suas costas, pegando algo.
A fera rosnou nervosamente pelo movimento do soldado e correu até ele outra vez, pronto pra atacar.
Key arfou, vendo Minho tirar uma arma do bolso e apontá-la à fera selvagem.
BANG
Os olhos do Key se arregalaram, uma repentina queimação emergindo por dentro do seu peito, espalhando-se por todo seu corpo como ondas.
Doía.
Era como se...uma grana tivesse explodido dentro dele...consumindo-o por dentro, derretendo-o.
E então...passou. A dor simplesmente se extinguiu como se nunca tivesse estado lá.
A fera gritou de dor, seu corpo caindo pra trás, a arma do Minho deixando uma fina trilha de fumaça.
Não.
Jonghyun caiu no chão, uma mão pressionada contra o buraco em seu peito, sangue deslizando por seus dedos.
Não.
Minho se levantou, andando até a criatura. Ele parou ali, encarando a fera machucada, arma em mãos, sua espada no chão longe dele.
Seus lábios se moveram, a oração do clã sendo recitada, palavras rolando de sua boca casualmente.
Não.
Terminando sua reza, sua mão se levantou, a arma apontando para a testa da fera, um dedo ensanguentado se curvando ao redor do gatilho, lentamente o puxando de volta.
Os olhos escuros da fera se abriram, pupilas prateadas olhando pra cima.
“NÃOOO!”
Ele não soube como aconteceu.
Ele não sabia como tinha feito. O que ele fez.
Ele simplesmente o fez.
Ele não se sentiu racional, ele não se sentia ele mesmo. Não era sua mente controlando seu corpo, não podia ser.
Ele nunca tinha sentido tanta raiva antes. Sua visão estava embaçada, seus lábios arfando e deixando escapar gritos animalescos, mãos segurando algo, se apertando ao redor, unhas se enterrando. Ele não sabia o que estava fazendo, ele simplesmente sentiu que precisava fazê-lo. Ele estava confuso, machucado, furioso.
“KEY HYUNG, PARA!”
E então ele sentiu seu corpo outra vez.
Arfando por ar, Key sentiu couro dolorosamente se enroscar em seu braço, um chicote o puxando pra trás, seu corpo colidindo com o chão alguns metros atrás.
Seu peito doía, respirando rapidamente, seus pulmões lutando por ar.
O que aconteceu? O que era isso? O que ele tinha feito?
Taemin tinha estado horrorizado.
Ele nunca tinha estado tão assustado antes.
Em um momento Choi Minho estava prestes a matar a fera e no momento seguinte Key pulou sobre ele, gritando e segurando o pescoço do soldado, estrangulando-o.
Quando ele viu a mão do guarda-costas perder sua força contra a arma, derrubando-a no chão, Taemin soube que tinha que fazer algo. Key não parecia ele mesmo, ele parecia...possuído.
Então ele fez algo que nunca tinha feito antes, ele apontou seu chicote para o seu tutor...e estava contente por ter feito isso.
Ele observou o corpo do Key cair perto dele, suas pupilas dilatadas retornando ao normal, corpo ansiando por ar.
Taemin sentiu lágrimas queimarem seus olhos. O que era isso?
Ele se sentia tão assustado...


“Os rebeldes foram eliminados como o esperado, senhor, feras abatidas também. Eu não posso dizer que foi fácil, nós perdemos alguns dos nossos homens e nos levou mais tempo do que deveria, mas a missão foi cumprida como o esperado.” O Comandante Kwan estava em frente a mesa do Onew, seu uniforme coberto em sangue.
Onew não olhou pra cima, ele continuou escrevendo, tentando não imaginar o quanto sua secretária reclamaria sobre as pegadas de sujeira no chão. “Quantas perdas?”
“Quinze homens, senhor.” O homem mais velho respondeu, finalmente fazendo o líder olhar pra cima.
“Quinze...” Onew suspirou, colocando sua caneta de lado. Ele tirou seus óculos e esfregou seus olhos de cansaço. Tantos tinham morrido. Ele sabia que era impossível manter todos vivos quando eles lutavam contra tantos, mas...quinze ainda era um grande número. “Nós estamos ficando descuidados. Eu espero horas extras de treino de agora em diante. Nós não podemos perder tantos em uma única noite.” Ele disse firmemente.
O comandante curvou um pouco sua cabeça. “Sim, senhor.”
“E os humanos? Eu imagino que alguns tenham morrido.” Onew suspirou mais uma vez, repousando suas costas contra a grande cadeira marrom. Os rebeldes tinham sido mais rápidos dessa vez, atacando primeiro e espalhando o pânico. Malditos sejam esses bastardos.
“Muitos deles fugiram, mas nossos homens os trouxeram de volta. Eles receberam pílulas azuis e estão em casa agora, completamente sem ideia do que aconteceu.” O velho soldado reportou. As pílulas eram na verdade uma maravilhosa coisa que eles tinham criado há uns dois anos atrás nos laboratórios da mansão, uma criação realmente útil. Uma delas e a memória da pessoa apagaria a última hora. Isso, é claro, era uma grande ajudar pra manter humanos assustados longe da verdade. “Mas alguns morreram, sim. Meus garotos estão lidando com isso. Um ônibus vai ser levado pra outra área e os corpos vão ser colocados lá. Vai parecer um acidente.”
O líder de cabelos castanhos concordou. “Queimem os ônibus também. Nós não podemos ter humanos questionando o formato das feridas.”
“Isso será feito, senhor.” O homem se curvou outra vez.
“Agora me diga...” Onew sorriu, tirando um pedaço de papel da sua jaqueta, acenando-o pra que o outro visse. “Eu encontrei essa nota no quarto do Taemin...dizendo que ele ‘iria se provar útil’..”
O Comandante Kwan deixou escapar uma risada. “Ah, sim. O Jovem Mestre se sentou na traseira de uma das minhas vans antes que nós saíssemos. Eu sinto muito por só ter descoberto depois que chegamos ao local.”
O líder deu uma risadinha, divertido pela rebelião do jovem vampiro. “Aquela criança é teimosa demais pro seu próprio bem. O Key descobriu?” Ele perguntou, morrendo de curiosidade.
“Ah, ele descobriu sim, senhor.”
“A reação dele?” O líder sorriu, já imaginando a expressão horrorizada do Vidente ao ver seu ‘bebê’ no meio da guerra. Ele tinha bastante certeza que ele tinha surtado.
“Ele gritou, senhor.” O Comandante Kwan respondeu. “Mas deixou que ele se juntasse a mim depois.”
Os olhos do Onew se arregalaram, honestamente surpreso. “Sério? Isso é bom então. Mas eu acho que eu ainda vou ter que escutar dele depois disso. Só Deus sabe o quanto ele pode ser maternal com o Taemin.” Ele riu alto. Kibum era apegado demais ao Taemin e ele nem ao menos era seu Mestre. Onew mesmo gostava do mais novo como um irmãozinho, ele se preocupava com ele também, mas Key levava a palavra ‘preocupação’ a um nível novo quando se tratava do maknae. “Diz... Ele foi bom lá? Ele causou alguma problema?”
O homem balançou sua cabeça. “Não mesmo, senhor. O Jovem Mestre foi uma grande ajuda ao meu lado. Ele derrotou muitos rebeldes sozinho. Ele é um bom soldado, se você não se importa que eu diga.”
Como muitos outros na mansão, Taemin não era visto simplesmente como o maknae do Clã, não, ele era tratado com respeito. Ele era o Protegido do líder, e isso era uma grande título, motivo pelo qual se dirigiam a ele como ‘Jovem Mestre’.
O adolescente era a alegria do clã, o mascote. Ás vezes, Onew se sentava com os nobres do clã para um chá e no momento em que Taemin entrava no cômodo, as fêmeas iam à loucura. Ele realmente não sabia se elas eram atraídas por ele ou se eram seus instintos maternais aflorando, ele não podia dizer; o fato era que a criança seria sempre tratada com um pequeno príncipe, mimado e paparicado pela comunidade feminina.
Era divertido ver como elas ficavam desapontadas toda vez que Key chamava Taemin pra treinar e o garoto felizmente saía com seu tutor. Ele podia jurar que as mulheres invejavam Key por isso.
E agora Taemin estava finalmente pronto.
Seria uma missão impossível tentar convencer Key de que era tempo de deixar o maknae se juntar ao time. Ó céus...
“Mesmo...” Onew deixou escapar um pequeno sorriso. “Talvez seja hora de dar a ele algum crédito...”
“Ele certamente deu seu melhor.” O mais velho concordou.
“Key vai surtar depois disso...mas o garoto não usa fraldas mais. Ele vai ter que aceitar isso mais cedo ou mais tarde.” Ele deu uma risadinha e então ficou sério. “Agora que eu menciono isso...onde eles estão? Eu pensei que tudo já tinha sido cuidado?”
O comandante esfregou sua nuca, pensando. “Da última vez que eu os vi... Choi estava indo acabar com uma fera que tinha fugido dos meus soldados. O Jovem Mestre o seguiu e depois de alguns minutos meus soldados voltaram reportando que a fera estava morta. Isso é o que eu sei; eu tentei contatar o Key, mas ele não me respondeu. Então seu comunicador foi encontrado no chão pela unidade de limpeza.” O homem disse a ele.
Onew concordou com a cabeça e deu de ombros. “Bem... Eu não acredito que ele esteja morto. Ele é difícil de se matar.” Ele deu uma risadinha, sorrindo para o seu velho soldado. “É tudo por enquanto. Eu acredito que você queira tomar um banho e relaxar, você merece isso.”
“Obrigado, senhor.” O homem sorriu de volta, curvando-se em reverência.
“Só faça um soldado me reportar se algum deles aparecer na mansão.” Ele adicionou rapidamente, não notando o som da porta se abrindo.
“Isso não é necessário, senhor.” A voz do Minho foi escutada da entrada.
Onew olhou pra cima, deixando um pequeno sorriso escapar ao ver seus três soldados favoritos. Vivos e respirando, sem membros perdidos. Bom.
“Bem, você está dispensado, Kwan.” O líder sorriu mais uma vez, o Comandante se curvando e deixando o cômodo, fechando a porta atrás dele.
O mais velho sorriu, sentindo-se muito mais relaxado agora que não havia ninguém de seu clã faltando. “O Comandante Kwan acabou de me fazer seu reporte. A missão foi um sucesso, eu preciso parabenizar cada um de vocês. Vocês foram bem.” Ele disse, empilhando alguns papéis em sua mesa, terminando seu trabalho.
Os três permaneceram quietos, dois deles olhando pra baixo e Minho sendo o único a olhar diretamente pra frente.
Entretanto, o líder não pareceu sentir a tensão pesada entre os soldados, ele simplesmente pegou a nota do Taemin e a acenou mais uma vez. “E eu li sua mensagem. Ouvi que você apareceu onde não deveria.”
“Eu sinto muito, Mestre...” O mais novo sussurrou.
Onew riu. “Bem, você não deveria sentir, eu só ouvi boas coisas sobre você.” Ele disse, levantando-se de sua mesa e andando até o mais novo, que olhava pra ele em surpresa.
“M-Mesmo?” O loiro perguntou, piscando.
O mais velho parou em frente ao seu protegido e concordou com a cabeça. “Você foi bem, Taemin-ah. Você me deixou orgulhoso.” Ele confessou, beijando a testa do mais novo e sorrindo, bagunçando o cabelo dele com uma mão.
Os olhos do Taemin se iluminaram um pouco, seu próprio sorrindo se formando em seus lábios. Ao menos eles tinham feito o líder feliz...antes da grande notícia.
Os três observaram enquanto Onew refez seu caminho até sua cadeira e com um dedo, afrouxou sua gravata, murmurando algo que soava como ‘muito melhor agora’.
O líder estava prestes a falar outra vez quando Minho deu um passo pra frente, uma expressão séria no rosto. Não havia tempo a perder. “Hyung, tem mais uma coisa que precisa da sua atenção.”
O mais velho fez uma careta. “Feras e rebeldes estão mortos, humanos foram salvos e pistas apagadas, o que mais po- Wow..! Seu pescoço..” Ele apontou para as dolorosas marcas no pescoço do guarda-costas, marca de dedos e unhas na pele pálida. “Você deveria ver uma enfermeira imediatamente, nós todos sabemos o quão rápido o corte de uma fera pode infeccionar.” Ele sugeriu.
Não era como se ele fosse se importar por todas as feridas que via em seus soldados, mas aquelas marcas de dedos pareciam particularmente dolorosas e Minho não era o tipo de pessoa que se machucava facilmente.
“Isso não foi feito por uma fera, senhor. Eu receio dizer que é mais complicado que isso.” O soldado mais alto disse friamente, fazendo Key estremecer, seus olhos grudados no chão.
“Kibum..seu braço. Você nunca se machuca..!” Ele ouviu Onew arfar em surpresa.
Merda.
Então era isso.
Como ele reagiria?
Como ele olharia pra ele depois de saber a verdade?
“Foi minha própria culpa...” Key murmurou alto o suficiente pra que o líder ouvisse. Ele fechou os olhos, uma sensação de vergonha queimando dentro dele. “Eu sinto muito...”
Onew franziu o rosto e se reclinou contra a cadeira, encarando os homens a sua frente.
Minho se manteve sem expressão, tentando não demonstrar nenhuma emoção, entretanto, Onew podia ver por baixo da máscara pesada que ele usava. Minho estava nervoso, furioso, os cantos dos seus lábios se contorcendo. Algo estava terrivelmente errado pra que o soldado agisse assim...
Então tinha o Key; o garoto continuava olhando pra baixo, pés pressionados juntos e mãos claramente suando, movendo-se juntas nervosamente. Ele parecia...culpado. Muito culpado.
Taemin também parecia estranho. O mais novo continuava mandando olhares ao seu tutor, olhando-o com preocupação.
Então...Kibum tinha feito algo errado.
Mas o quê?
“O que aconteceu?” Ele finalmente perguntou em uma voz calma, cruzando seus braços contra o peito.
Minho, como se estivesse esperando por essa pergunta há anos, abriu sua boca instantaneamente. “Kibum-”
“Eu posso falar por mim mesmo, obrigado.” O loiro interrompeu, dando um passo pra frente também. “Hyung...”
Onew olhou pra ele, balançando a cabeça, esperando que ele falasse.
Merda.
Como ele explicaria algo tão inacreditável?
Como ele defenderia alguém que era visto como um perigoso assassino aos olhos de todos?
Como ele pediria perdão por tamanho crime?
“Eu... Eu fiz algo errado...” Ele admitiu, franjas loiras caindo sobre seus olhos.
“Um crime.” Minho declarou, ganhando um olhar confuso do líder.
Respirando fundo, Key continuou. “Eu sei que... Eu provavelmente vou ser expulso do clã por isso...” Ele fechou seus olhos, mordendo o lábio. “E-Eu não sei por que eu fiz isso...eu só...fiz..”
Onew franziu o rosto.
Kibum tinha se tornado um amigo próximo desde que ele se juntou ao clã, era impossível não ser. O garoto era uma diva e não tinha respeito por formalidade e honestamente...isso não era algo ruim. Ele o relaxava, o fazia rir também. Ele podia ser estranho às vezes, mas ele não podia deixar de achá-lo fofo, divertido de se ter por perto.
Kibum podia ser extremo, mas ele nunca era alguém que quebrava regras ou desafiava ordens e agora...isso tinha mudado de alguma forma.
Ver seu amigo parecer tão miserável...tão amedrontado...realmente partia seu coração. Mas por quê? Por que ele estava assim?
Não podia ser algo tão grande, certo? A missão tinha sido um sucesso, afinal, então o que podia ter acontecido pra deixá-lo assim?
Onew balançou a cabeça de leve. “Ninguém vai te expulsar. Me diz, o que aconteceu?”
Key simplesmente encarou o chão, seus olhos ficando perigosamente brilhantes. Ele ia...chorar?
Ao lado dele, Taemin olhou para o seu tutor com preocupação, sua mão esfregando as costas do loiro.
“Kibum?” Ele chamou outra vez, tentando ter uma resposta dele. Algo estava terrivelmente errado...
“Uma fera.” A voz do Minho parecia mais alta que o comum, calma, mas fria. “O Vidente trouxe uma fera com ele.”
O quê?
Onew balançou sua cabeça. Não. Talvez ele não tenha entendido bem. “O que você quer dizer com ‘trouxe’? Do que você tá falando?”
O cômodo caiu em um silêncio aterrorizante, os olhos do Onew caindo sobre o Vidente, o garoto ainda quieto, suas mentes agora tremendo de pânico. Não... Não podia ser...
“Tem uma fera trancada nas masmorras, senhor.” Minho o informou, seus punhos se apertando. Ele não odiava Kibum, mas ele nunca quebraria uma ordem ou uma regra de seus superiores. Ele era um soldado e tinha que respeitar e honrar sua posição. E...reportar esse tipo de notícia...era algo que ele contentemente faria. Feras...não mereciam viver.
“Que tipo de piada é essa?” Onew perguntou, ainda não acreditando em seus ouvidos.
Isso era...completamente chocante.
Não podia ser verdade. Kibum tinha lutado com feras por anos, matado-as e retornado à mansão odiando-as ainda mais..!
Ganhando coragem, Key finalmente se endireitou, olhando o líder nos olhos. A mão de Taemin caiu de suas costas e ele respirou fundo, balançando a cabeça consigo mesmo. Se ele não se defendesse, quem faria?
Ele fez o que achou que era certo, ele tinha razões!
“Eu sinto muito... Eu não podia deixá-lo pra trás..” O loiro limpou seus olhos marejados com as costas da sua mão e olhou para o líder outra vez. “Eu tinha que falar com você primeiro.”
Os olhos de Onew se arregalaram.
Ele não estava negando.
Kibum...não estava negando a acusação do Minho.
Espera...não. Uma fera? Tinha...uma Fera na mansão?
“Espera.” O homem bem-vestido deu uma risadinha, colocando uma mão sobre os seus lábios. Ele olhou para os homens outra vez e tentou manter a respiração estável. Impossível... “Isso não tá fazendo nenhum sentido... Alguém pode, por favor, me explicar por que diabos tem uma fera na minha mansão, AMEAÇANDO O MEU CLÃ?!” Ele gritou, socando a mesa sob ele, derrubando alguns objetos, fazendo-os rolar para o chão.
Minho ficou parado, obviamente mostrando que não era ele quem deveria responder a pergunta.
Taemin engoliu em seco, Key olhando pra baixo outra vez.
Onew encarou seus amigos, perplexo. Agora ninguém queria falar? “FALEM!” Ele gritou raivosamente.
“Ele... Ele é meu protegido.” Key finalmente disse, a palavra parecendo estranha em sua língua.
Os olhos escuros do Onew se arregalaram de horror, suas costas atingindo a cadeira. “O que você disse...?”
“A fera...é meu protegido.” O loiro repetiu, mais alto dessa vez. Era hora de encarar as consequências... “Ele tem meu sangue. Eu dei a ele.”
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Dom 15 Dez - 0:49:46

CAPÍTULO 3 - DISPUTA (parte 2/2)


Taemin olhou pra cima, os olhos do Onew grudados no Vidente, choque e horror misturados em seu rosto. Ele tinha um mau pressentimento sobre isso... Um péssimo pressentimento.
Taemin não entendia por que Key tinha decidido dar seu sangue à criatura que eles deveriam matar, mas... Ele não podia deixar de confiar em seu tutor. O que quer que ele tenha feito...ele sabia que tinha uma razão. Key não era estúpido...ele era...imprevisível.
“Você deu seu sangue...a uma fera?” O líder perguntou em uma voz pequena.
“Sim, senhor.”
“E por que, se você não se incomoda de dizer, você faria isso?” O mais velho dos quatro manteve uma voz calma.
“Ele é diferente.” Key simplesmente respondeu, implorando aos deuses pra que Onew entendesse o que ele queria dizer com essa palavra. Diferente porque ele sabia que tinha esperança pra ele, diferente como Taemin era.
“Diferente.” O outro repetiu.
Key concordou. “Ele...estava ferido quando eu o encontrei. Eu ia matá-lo, mas ele não me atacou. Ele tinha acabado de se transformar, ele provavelmente estava com o grupo de escoteiros..” Ele disse a Onew, tentando fazer o outro entender seu lado da história. “Ele ainda não tinha se alimentado e...não parecia selvagem...”
Key lambeu seus lábios, umedecendo-os, tirando vantagem da pequena pausa pra espiar o líder.
Onew parecia calmo, olhos fixos nos dele, ouvindo cuidadosamente. Merda. Isso não podia ser bom.
Quando Onew ficava silencioso demais... Merda.
Era tarde demais pra voltar atrás. “Eu sabia que estava fazendo a coisa errada e...quebrando as regras. Eu não sei por quê... Eu só sei que ele é diferente.” Ele insistiu. “Então eu dei a ele uma chance...”
A tensão no cômodo era quase palpável agora.
Taemin se moveu desconfortavelmente, fazendo um ruído com sua garganta. O olhar do Onew era agonizante, seu silêncio caía como adagas afiadas sobre a pele deles, cortando lentamente...dolorosamente...
“Uma chance.” O líder finalmente disse, sua voz gélida, rígida. “Você deu a uma fera a chance de viver.”
Key engoliu em seco, concordando. “Sim.”
Onew respirou fundo e juntou as mãos, cotovelos no topo da mesa. “Ao invés de matá-la, você deu seu sangue a uma fera e a trouxe pra dentro da minha mansão...” Ele falou, uma cor azul gélida começando a tomar suas íris perigosamente. “...E deu a ela a chance de fazer mal ao meu clã.”
Key empalideceu, seu corpo se tornando rígido de pânico pelos olhos raivosos do líder. Merda, merda, merda. Onew não era alguém fácil de se tirar do sério, mas...quando ele ficava assim... “N-não..!”
O vampiro mais velho se levantou lentamente, Key dando alguns passos pra trás, seu coração batendo furiosamente contra sua caixa torácica. “Kibum... Você tem alguma ideia do que fez?” Olhos azul-claros brilhavam sob as mechas de cabelo castanho.
Ele estava nervoso.
Risca isso.
Onew estava furioso.
Foda-se a sua vida.
Risca isso outra vez.
Que vida? Ele seria morto em breve.
“Taemin.” O líder falou em uma voz suave, mas exigente. “Por favor, saia.”
Key estremeceu.
Sim, ele estava fodido.
Tudo isso... Porque ele decidiu ser estúpido e se vender por olhos baratos de cachorrinho.
Ao lado dele, Taemin puxou sua manga; grandes, preocupados olhos castanhos piscando pra ele. “Mestre...” O mais novo sussurrou.
“Saia.” Onew repetiu firmemente.
Taemin não se moveu, olhando o líder e então seu tutor outra vez, pânico óbvio em seu rosto.
O coração do Key se apertou. A criança parecia tão preocupada que quase lhe deu pena. “Tá tudo bem, Minnie...” O loiro mais velho sorriu debilmente. Era melhor se ele saísse, ele não queria que o garoto ouvisse coisas que não deveria.
O maknae abriu sua boca pra objetar, mas a fechou outra vez quando viu Onew o encarando. Ele podia se rebelar às vezes, mas ele não era estúpido, ele sabia quando ele deveria recuar pelo seu bem, obedecer seu mestre e se retirar.
Concordando com a cabeça, o mais novo deu a Key uma última olhadela, o mais velho sorrindo pra ele outra vez, e se virou, caminhando até a porta.


Taemin correu.
Sua garganta doía, lágrimas começando a se acumular em seus olhos.
Ele correu pelos elegantes corredores de madeira, papéis de parede vermelhos como borrões no canto dos seus olhos enquanto ele fazia suas pernas trabalharem mais rápido, mais rápido.
Dessa vez ele não quis ouvir atrás da porta. Ele não podia ouvir; ele nunca poderia ouvir seu Mestre expulsar seu amigo do clã, seria demais.
Doía.
Ele não queria que Key fosse embora, nem agora nem nunca.
Key era família pra ele..!
“Cuidado!” Ele ouviu alguém gritar, uma mulher se pressionando contra a parede pra evitar colidir com o loiro correndo. “Que fedelho...!”
Ele não ligava.
Isso não importava.
Soluçando, Taemin parou no topo das escadas do salão principal. Ele olhou ao redor, ignorando os olhares estranhos que as pessoas estavam lhe dando.
Ele pegou sua manga, limpando seus olhos.
Essa era...sua casa. Seu lar.
Ele tinha acordado aqui pra viver outra vez e...ele tinha estado tão assustado, tão solitário, tão confuso...
Mas Key tinha estado lá por ele. Ele lhe deu aconchego, acariciando seu cabelo e beijando sua testa...dizendo-lhe que tudo estaria bem, para não ter medo.
Naqueles momentos...ele realmente se sentia como uma criança.
Um criança pequena, assustada e fria que tinha sido deixada num beco escuro pra morrer...até que uma mão o tinha puxado pra cima, lábios dando a ele um sorriso, braços lhe dando um abraço.
Ele não sabia como era ter uma família de verdade; tinham dito a ele que ele tinha sido criado em um orfanato antes, então mesmo lá...ele provavelmente não tinha amor.
Ele nunca teve uma mãe ou um pai, e às vezes ele se sentava com o clã, encarando as famílias, inveja derramando de seus poros quando ele via uma mãe beijar seu filho, um pai lhe dar um abraço. Ele queria esse tipo de amor, ele precisava disso.
Mesmo se não fosse o mesmo... Key era algo assim. Seus braços eram bons, seguros, quentes.
Ele era muito mais que um amigo, muito mais que seu tutor. Ele amava Key, admirava-o como um filho que admirava seus pais.
Ele sabia que podia soar estranho pra outras pessoas, até porque Key não era velho o suficiente pra ser nada perto de um pai, mas...era o suficiente.
Key era bom o suficiente pra fazê-lo se sentir amado.
O jovem vampiro soluçou. Key não podia ir embora...
“Jovem Mestre...você está bem?”
Taemin olhou pra cima, duas mulheres, mãe e filha olhando pra ele com preocupação. “Você precisa de algo, querido?”
Timidamente, ele balançou a cabeça e desceu as escadas, deixando pra trás as duas mulheres confusas.


“UMA FERA!” Um grito alto se ouviu dentro do escritório do líder, o som de vidro se quebrando preenchendo o ar. “Você é maluco?! O que você tava pensando, Kibum?!”
“Você fez o mesmo com o Taemin!” O Vidente loiro o lembrou, franzindo as sobrancelhas.
Onew grunhiu, resistindo à vontade de socar a parede. “Taemin não era uma fera! Não ouse compará-lo a essas criaturas!” Ele rebateu. “Taemin ainda estava se transformando e eu sabia que meu sangue impediria o processo de continuar! Ele nunca foi uma fera!”
“Meu sangue foi o primeiro dele! Isso muda as coisas, não?! Ele pode ter se transformado...mas ele estava limpo de sangue humano! Sangue humano é o que faz as feras ficarem agressivas!” Key gritou, tentando não pisar no vidro quebrado no chão enquanto dava passos pra frente.
O homem mais velho bateu suas mãos contra a mesa. “Kibum, NÃO existem informações sobre feras; ninguém sobrevive pra coletar dados delas! Tudo o que sabemos são ideias e suposições!”
“Então é hora de saber mais!”
“Eu NÃO vou ter uma fera sob meu teto! Eu não vou colocar meu clã em perigo só porque você sentiu a necessidade de ter um animal de estimação!” Onew gritou de raiva, Minho parado em silêncio ao lado dele.
Key cerrou os dentes juntos. “Ele não é um animal de estimação!”
“Ele é um animal!” O líder gritou. “Tendo seu sangue ou não, essa coisa precisa morrer!”
Key abriu sua boca em arquejo silencioso, inclinando-se sobre a mesa, encarando seu amigo diretamente nos olhos. “Não! Ele vai melhorar! Por favor, eu prometo!”
Minho rolou os olhos e Onew deixou escapar uma risadinha sarcástica. “Feras não ‘melhoram’! Elas são feras! Isso é tudo! Selvagens, irracionais e sedentas por sangue! Você não pode simplesmente domesticar uma fera por aí como um cachorro!”
O Vidente olhou para o líder irritado com olhos desesperados. Ele não podia deixar que o matassem...ele não podia. “Por favor, por favor, me dá uma chance!” Ele implorou.
Onew balançou sua cabeça e lentamente se sentou de volta em sua cadeira. “Você não entende. Eu sei que ele não vai se tornar o que você quer!” Ele disse firmemente.
“Como?” Key ousou perguntar. “Como você pode ter tanta certeza se você acabou de dizer que não existem registros sobre eles? São tudo suposições, você disse.”
Onew olhou pra cima em surpresa, íris azuis lentamente voltando a sua original cor castanha.
Key franziu o cenho pela reação do líder em relação à pergunta. Ele disse algo que não deveria? Onew parecia...depressivo.
O líder de cabelos castanhos olhou pra baixo, sua voz muito mais suave agora. “Eu...conheço alguém que tentou isso antes...” Franjas caíram sobre seus olhos, seus lábios pressionados juntos em uma linha firme. “Essa experiência lhe custou a vida da sua irmã.”
Key franziu o rosto, observando as expressões faciais incomuns no rosto do líder.
Onew deixou escapar um pequeno sorriso. “Ele era jovem e estúpido. Ele acreditava que existia um jeito...mas o vírus falou mais alto. Em um segundo ele pensou que tinha controle sobre a fera...no outro, sua irmã estava morta, a fera se alimentando do seu corpo. Ela só tinha seis anos...” Sua voz falhou no fim, seu punho fechado cobrindo sua boca.
Oh. Então era por isso que ele desprezava tanto a ideia... “Uma criança...?”
Onew concordou com a cabeça e olhou pra cima mais uma vez. “Essa sua fera...é uma ameaça. E eu não vou, repito, eu não vou tê-la sob o meu teto. Eu não vou proteger um assassino.” Ele declarou, Minho concordando ao seu lado.
“E se...e se for diferente?” Key insistiu, lembrando-se do quão inocente os olhos da fera pareciam naquela hora. Ele se recusava a acreditar que Jonghyun faria qualquer coisa perto disso e esse pensamento o assustava. Ele não conhecia o garoto, e ainda assim...ele simplesmente sabia.
Onew sorriu tristemente. “Nada é diferente. Eles são todos iguais.”
Sim, isso era o que ele pensava também, mas agora...
Key suspirou, tentando acalmar seu coração nervoso e acelerado. Surtar sobre algo que ainda não tinha acontecido não ajudaria em nada.
O líder tinha muitas razões pra desprezar todas as feras e pra não deixá-lo fazer o que queria, mas Key não era alguém que desistia facilmente. Ele precisava usar todas suas cartas e ele não tinha usado a última ainda.
Key andou ao redor do cômodo por um tempo, chutando o vaso quebrado no chão antes de falar de novo. “Ele tinha acabado de se transformar quando eu o achei...ele reconheceu o próprio nome. Quando ele me mordeu...ele parecia...quase humano.”
Onew deu uma risadinha pela persistência do garoto. “Não deixe uma par de olhos bonitos te enganarem. Você é um dos meus melhores soldados, Kibum, não caia por isso agora.”
Key fez uma carranca. “Eu tenho um laço com ele agora, você não entende-”
“Eu entendo, na verdade. Eu compartilho o mesmo laço com o Taemin; você acha que eu não sei como dói quando ele está treinando e como é difícil ignorar o puxão quando ele é acertado?” O outro homem encarou, sua paciência lentamente chegando ao fim. “E ainda assim...eu nunca fui te atacar, fui?”
Key abriu sua boca pra falar, mas a fechou em seguida. Ele nunca tinha pensado nisso...
Quebrando o silêncio, Onew apontou para o pescoço do guarda-costas, onde vermelhas e brutas marcas de dedos estavam cravadas. “Essas...essas são suas mãos. Tem a marca do seu anel ali, eu não sou idiota. Me diz, por que isso?” Ele perguntou em uma voz surpreendentemente calma.
Key olhou pra cima em choque.
Então ele sabia que tinha sido ele...e não disse nada antes..!
“Ele tentou matar o Jonghyun. Ele atirou nele.” O loiro confessou, encarando o chão nervosamente pela memória. “E-Eu não sei o que aconteceu depois. Eu só...fiquei louco.”
Onew suspirou, concordando. “O laço era muito recente, as duas almas ainda estavam unidas. O que você sentiu, o que você fez foi da parte da fera.” Ele esfregou suas têmporas de cansaço.
O jovem Vidente fez uma careta. “Eu não entendo.”
“Ele parecia possuído.” Minho finalmente falou outra vez. “Ganhou forças que eu não sabia que ele tinha.”
Onew concordou outra vez e sorriu. “E ele não tinha.” Ele disse, fazendo os dois soldados olharem pra ele em confusão.
Levantando-se da cadeira, Onew andou até a janela, encarando o lado de fora. “Quando você cria um laço de sangue, um vínculo é criado e a relação entre Mestre e Protegido é estabelecida. Entretanto, ter fortes emoções logo depois disso pode...bagunçar as coisas. Fique feliz por não ter ficado na cabeça da fera.”
Os olhos do Key se arregalaram em choque. Isso quer dizer que... “Você quer dizer...que...quando eu ataquei o Minho...”
Onew concordou. “Era trabalho da fera. As duas almas ainda estavam conectadas, vocês trocaram por um momento. É a única explicação que eu tenho.” Ele explicou, observando o horizonte, o céu pintado de laranja e azul pelo nascer do sol adiantado. A noite tinha passado tão rápido...
“Taemin me puxou pra longe do Minho com o chicote...e então eu senti como se fosse eu mesmo outra vez.” Key revivendo os eventos da noite passada.
O líder fechou as cortinas, virando-se. “Dor. Isso mandou um choque de dor ao seu cérebro e o vínculo retornou ao normal.” Ele cruzou os braços contra o peito e encarou o garoto loiro. “Foi assustador, não foi? Eu posso ver pelo seu rosto. Não é uma experiência divertida se sentir como uma fera, é?” Ele sorriu, tentando provar seu ponto mais uma vez.
Sim, tinha sido uma experiência assustadora. Aterrorizante até. Não ter controle sobre sua mente e ações...aquela necessidade, aquela vontade de estrangular o Minho até a morte...aquela raiva ardente... Só pensar nisso o assustava.
“Viu por que eu não posso deixá-lo viver? Viu por que eu não posso tê-lo aqui?” Onew andou até seu amigo, puxando o queixo dele pra que ele o encarasse, tristes olhos castanhos o fitando. “Não me peça pra manter uma fera. Nós as matamos, não cuidamos delas.”
Fazendo uma careta, Key empurrou a mão do líder pra longe e passou por ele. “Não é justo..! Taemin sobreviveu...ele se tornou normal!”
Onew balançou um pouco a cabeça. “Ele se tornou um vampiro. Ele se tornou um de nós, ele não se tornou normal.”
“Eu sei disso, mas...ele tá vivo. Você deu uma chance a ele! Não foi fácil no início, mas olha pra ele agora! Ele é uma criança maravilhosa!” O loiro resmungou, uma confusão de sentimentos dentro dele. Não era justo! Jonghyun merecia uma chance também!
“Ele valia a pena.” Onew disse simplesmente, fazendo Key encará-lo em choque.
Taemin tinha valido a pena, mas Jonghyun não?!
Oh...agora ele tinha outra carta na manga.
“Por quê?” Key perguntou, olhando-o fixamente. “Por que ele era diferente dos outros?” Ele finalmente perguntou o que ele tinha morrido pra perguntar todo esse tempo.
O líder ficou rígido, pego de surpresa.
Key sorriu, contente com a reação do outro. “Me diz. O que ele tinha que os outros que morreram antes não?” Ele rebateu, fazendo Minho olhar o líder também, esperando uma resposta. “Você nunca ajudou outros antes, só o Taemin. Você deve ter uma razão.”
Onew resistiu à vontade de grunhir.
Ele deveria ter esperado algo assim vindo do Key. Normalmente, ele ganharia cada discussão que tinha com as pessoas...mas Key...Key era um mestre com as palavras. O Vidente tinha uma língua afiada e não se importava em tocar objetos velhos e esquecidos, cutucando a ferida das pessoas com uma vara pra reabri-las até ter seu ponto provado. Era algo cruel a se fazer, ele não tinha vergonha e não se importava em machucar as pessoas, estapeá-las com sua dura honestidade.
E dessa vez...ele o atingiu. Ele o atingiu com força.
“Eu tenho. E é pessoal.” Onew respondeu de forma curta, sem querer prolongar o objeto. “Eu fiz o que achei que era certo.”
“E eu também.” Key sibilou as palavras furiosamente.
O líder suspirou. “Você foi contr-“
Key arfou. “E você não?! Alimentar uma fera ou meia-fera não é o mesmo?! É um crime também! Eu conheço as regras! Eu li todas elas! Eu sabia que precisaria enfrentar você antes de dar a ele meu sangue, eu sabia o que me esperava!” Ele gritou. “Assim como você... Eu fiz o que achei que era correto!” O loiro sentiu sua paciência chegar ao limite e se virou, andando até a porta. Talvez não tivesse retorno...talvez ele tivesse que fazer de outro jeito, do jeito mais difícil.
“Aonde você tá indo?” Onew segurou o braço do seu amigo antes que ele pudesse alcançar a maçaneta da porta.
Olhos felinos olharam pra cima, encarando-o. “Meu quarto. Eu vou empacotar minhas coisas...”
O mais velho arqueou uma sobrancelha. “Eu nunca te expulsei. Eu preciso de você aqui.”
“Como um Vidente!” Key deixou escapar uma risada irritada. “Você precisa de mim aqui porque eu prevejo ataques! Você não precisa de mim como pessoa.”
“Do que você tá falando?! Você é meu amigo!” Onew rebateu, fazendo uma careta. O que ele estava dizendo? Ele sabia que Key podia ser dramático, mas ele estava passando dos limites dessa vez!
Key se virou, mãos na cintura. “Eu sou? Com quem eu to falando agora então? Onew, o líder, ou Jinki, meu amigo?”
Onew respirou fundo. Por que ele era tão dramático? Tão difícil de lidar? “Eu preciso proteger meu clã acima de tudo e isso significa acima do seu egoísmo também!” Ele cutucou o peito do loiro, encarando-o.
Key rolou os olhos. “Eu não quero fazer mal a ninguém!”
“Você não faria! Mas a fera sim!” Onew pressionou os lábios juntos em uma linha irritada. Por que ele não podia desistir?! Era óbvio que eles não podiam manter uma fera! Era ilegal!
Key suspirou e concordou. Então era isso. “Se você não pode me dar a chance de tentar...então eu tenho que ir.” Ele disse em uma voz mais calma. “Porque...agora eu to conectado a ele. Eu não posso te deixar matá-lo. Então...eu vou ter que levá-lo comigo.”
Onew era uma pessoa calma. Ele realmente era!
Mas Kibum tinha aquele maravilhoso poder de sugar toda sua paciência pra fora do seu ser e jogá-la na janela em alguns segundos.
Agora...ele queria tanto dar um tapa bem forte nele..!
“Não seja idiota!” Ele gritou, mãos no cabelo. Esse garoto era louco! “Pra onde você iria?! Pra casa dos seus pais? Eu duvido! Um vampiro sem um clã não pode sobreviver lá fora! E sua fera não vai te seguir por aí! Você vai morrer no momento em que for deixado sozinho com ela!”
“Ele não vai me matar.” Key sussurrou, seu corpo começando a doer pela batalha anterior, seu braço machucado doendo. Ele precisava tanto descansar...
Mãos se pressionaram nos ombros do loiro, suas costas atingindo a parede.
Surpreso, Key encarou o líder irritado a sua frente. “Você não pode entender?! Ele não reconhece o laço entre vocês, no segundo em que ele te matar, o vínculo vai estar quebrado! Sim, ele vai sofrer, mas ele é uma fera, ele vai se recuperar bem rápido! Você acha que ele te vê como alguém que salvou a vida dele? Feras não-”
“AÍ ESTÁ!” Key gritou, olhos se arregalando. “Aí está o motivo!” Ele se afastou do líder e parou no meio do escritório.
Onew olhou para o repentinamente extasiado garoto. “O quê?”
Key sorriu, radiante, mãos apontando pra si mesmo. “Ele me protegeu! Ele sabe! Ele não é completamente irracional!”
“Isso é impossível.” Onew balançou a cabeça, retornando a sua mesa, sentando-se, cansado.
Key encarou o líder e sorriu. Era isso! Isso era o que ele precisava pra fazê-lo deixar a fera ficar! “Olha! Meu braço! Isso foi coisa do Minho; nós entramos em uma briga e-”
“Isso é verdade?” Onew o cortou, olhando a sua direita, o guarda-costas se enrijecendo um pouco ao seu lado.
“Sim, é.” O mais alto dos três confirmou.
“Eu tentei impedi-lo de seguir o Jonghyun e ele acabou cortando meu braço. Jonghyun voltou por mim. Ele tinha fugido, mas voltou, ele sentiu o vínculo quando o Minho me machucou!” O jovem Vidente continuou a explicar. “Ele me protegeu.” Ele se certificou de sussurrar a palavra especial, sorrindo largamente.
Poderia ser?
Key era um vampiro classe B, seu sangue era forte, mas não puro como um classe A. Mas...se isso era verdade...se o sangue de um classe B fez uma fera reagir de alguma forma à ligação...
Não.
Ele não podia deixar uma fera na sua mansão assim.
Taemin tinha passado um mês reagindo ao sangue, mudando lentamente. Naquela época ele tinha se tornado perigoso e teve que ser preso em uma jaula.
Uma fera...uma fera completamente transformada já era perigosa por si mesma; como Key podia ter feito pra que ela bebesse do seu sangue era algo que ele nem ousava imaginar.
Esse era um tópico realmente difícil e delicado.
Key parecia tão confiante, tão certo de que estava fazendo a coisa certa, mas...
Sua cabeça doía a essa altura. Ele seriamente não sabia o que fazer. Ele estava tão convencido de que o problema seria resolvido rapidamente, era óbvio que a fera precisava morrer...e agora...tendo a fera do jeito que Key a descrevia...matá-la significaria também ir contra o próprio lema do clã. Porque ele criou aquela organização para salvar aqueles que ainda podiam ser ajudados...e se a fera não estava totalmente perdida...
“Minho? Ele tá dizendo a verdade?” Onew olhou pra sua direita, Key mandando ao soldado um sorriso maligno.
O guarda-costas empalideceu. “Eu... Eu não tenho certeza...”
Key deixou escapar um alto e dramático suspiro. “Não tem certeza?! Diz logo, seu bastardo! Você fez isso de propósito!” Ele gritou, apontando um dedo acusador para o soldado.
“Minho?” O líder insistiu.
Era engraçado.
Era tão engraçado observar o quanto custava ao Minho dizer algo que ajudaria a fera.
Os cantos da sua boca se contorceram, claramente insatisfeito, e seus olhos se mantiveram encarando sua frente, olhando pra lugar nenhum em particular.
Ele parecia puto de alguma forma, e Key não podia estar mais feliz.
“É verdade...” O guarda-costas disse finalmente, em um voz baixa e irritada.
Key teve vontade de bater palmas.
Então ele fez isso. “Então, aí está sua resposta, Jinki.”
“Ainda assim...”
Os olhos do Key se arregalaram. “Ainda assim o quê?! Essa não é razão suficiente pra deixá-lo viver? A coisa até sabe fazer olhos de cachorrinho!” Ele gritou. “Olhos de filhote, Jinki! Você já viu uma fera fazer isso?!”
Onew fez uma careta. “O quê?”
Key o ignorou e correu até sua mesa, sentando-se nela e segurando a mão do Onew, apertando-a. “Por favor. Me dá...uma semana! Me dá só uma semana e se ele continuar selvagem...então você fica livre pra fazer o que quiser!”
“Uma semana?” Onew olhou o loiro suspeitosamente. “Manter uma fera nas minhas masmorras por uma semana?”
Key rolou os olhos. “Ele tá enjaulado e acorrentado...o que ele pode fazer?”
Silêncio.
Key odiava silêncio. Ele odiava esperar.
Por que ele não podia simplesm-
“Tudo bem.”
Os olhos do Key se arregalaram em choque. “O quê?”
“O quê?” Minho gritou ao lado do líder, rosto congelador de horror.
“Uma semana, Kibum. Só uma.” O homem de cabelos castanhos encaracolados apontou um dedo para o nariz do loiro, sua voz em um tom de aviso.
Olhos dourados e claros olharam de volta pra ele, brilhando em adoração.
Os olhos do Onew se arregalaram. Por alguma razão...ele podia quase imaginar uma cauda de gato balançando atrás do seu amigo. Talvez porque ele parecia prestes a pul-
“ISSO! Oh, obrigado, obrigado, Jinki!!!” Key gritou, pulando no colo do mais velho, fazendo o outro berrar em surpresa, perdendo o balanço da cadeira, os dois caindo no chão.
Ouch, Onew pensou enquanto o corpo do Kibum caía sobre o seu dolorosamente.
Olhando pra cima, Minho os encarava, suas sobrancelhas arqueadas em choque. Ele parecia bastante escandalizado.
“...Você tem passado tempo demais com o Taemim...” O líder choramingou, olhos fechados enquanto sentia braços ao redor do seu pescoço, Key sobre ele, provavelmente sorrindo como um idiota. Tudo por causa de uma fera? O garoto certamente era estranho...
“Muuuuito obrigado! Eu prometo que vou treiná-lo e fazer com que ele seja útil!” Key gritou, contente, pressionando beijos rápidos e barulhentos na bochecha do líder. “Você. é. o. melhor!”
Mas que-?!
Ele estava mesmo tão feliz?
“T-tá bom, eu entendi. Você pode me largar agora.” O líder corou, tentando ignorar o quão apertado o uniforme do Key parecia, definindo suas curvas perfeitamente, suas mãos tentando não tocar o corpo esguio sobre ele.
Felizmente, Key se levantou e Minho se curvou rapidamente pra ajudar o outro na cadeira caída.
Limpando sua garganta e limpando a sujeira invisível em suas roupas, Onew tentou manter o rosto sério, esperando que o loiro o respeitasse mais. “Só tente não deixar as pessoas saberem que nós temos uma fera no subsolo, pelo amor de deus. Um erro, um passo errado e a fera vai embora!” Ele alertou em um tom sério.
Key simplesmente sorriu ainda mais e rapidamente imitou a postura do Minho, colocando uma mão acima da sobrancelha como um soldado de verdade faria no exército. “Seu desejo é uma ordem, senhor! Se ele latir, eu bato nele com o jornal!”
Minho rolou os olhos em irritação, tentando ignorar o loiro.
Onew suspirou de cansaço. Ele deveria desistir, não havia jeito de fazer Key respeitá-lo, ele era assim. “Vai logo. Vai checar seu braço também.” Ele deu a ele um pequeno sorriso.
“Eu vou.” Key respondeu, andando até a porta. “Boa noite, pessoal!”
Líder e soldado esperaram que o Vidente saísse e quando a porta se fechou, quando Minho estava prestes a falar...a porta se abriu outra vez.
Os dois piscaram, Key deu passos pra dentro do escritório outra vez e olhou pro Minho, sorrindo estupidamente. “Eu só me esqueci de dizer..” Ele começou a falar, movendo seu corpo em uma onda sensual, arrebitando sua bunda e dando um tapa nela, apontando um dedo na direção do soldado. “Na sua cara!”
Minho abriu sua boca em horror. “Esse filho da-...!”
Key saiu outra vez, batendo a porta, o som da sua risada ecoando pelo corredor.
Onew simplesmente olhou seu guarda-costas, piscando inocentemente e sorrindo, divertido pela maneira como Key podia fazer qualquer um perder sua compostura, até mesmo o Príncipe de Gelo Choi Minho, que até as empregadas diziam ser ‘sem alma’. “Rivalidade pessoal?” Ele perguntou, sorrindo.
Minho olhou de volta para o líder e decidiu ignorar a pergunta. Ao invés disso, ele fez uma. “Senhor...você tem certeza sobre isso?”
Onew suspirou, unindo suas mãos na mesa. “Por enquanto...vamos ver o que acontece.”
“E se ele não puder domá-lo?” O mais alto perguntou, seus olhos não abandonando a porta.
“Então ele não tem escolha... Nós vamos matar a fera.”


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Desculpem por eventuais errinhos de digitação... Não tive tempo de revisar.  :oops:
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jjongsaurus

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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Dom 15 Dez - 2:09:13

Palavras da minha amiga após o capítulo 3: "Enquanto eu lia, eu quase rolei no chão pra saber o que acontecia depois, cadê o capítulo 4?"
Não preciso dizer mais nada kkkkkkkkkk  :D 
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Dom 15 Dez - 13:50:30

Vou admitir, ler isto em portugues é tao estranho xD
É como se a historia nao fosse minha xD
Nem é do portugues brasileiro porque ate estou bastante habituada à lingua (metade das minhas clientes sao brasileiras e só vejo novelas brasileiras tambem lol).
É muito bom ler isto assim. x3
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Dom 15 Dez - 14:52:57

Estranho de uma maneira boa? HAHAH <3
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Dom 15 Dez - 21:58:57

Acho piada ele tratar o Jonghyun como um cachorrinho! lol

O Onew é sexy... :albino:

É dificil imaginar o Minho tão sério. Porque quando o imagino sério lembro-me dele quando não falava, mas ai ele era um puto....é estranho...

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But my sadness is comforted by you
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Dom 15 Dez - 22:07:07

Verdade, Minho sério me lembra ele caladão antigamente, agora é um bobão lindo HAHAHAHA <3

Onew revoltado é mesmo muito muito muito sexy!

  
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sab 21 Dez - 0:52:52

CAPÍTULO 4 – ENJAULADO (parte 1/2)

(“Diante dele, a fera era selvagem, impossível de se controlar.”)

A mansão do Onew era um enorme lugar dividido em cinco andares. Bem no topo dela, vivia Onew, Minho e a nobreza; um andar abaixo viviam os membros passivos, algumas famílias que eles tinham aceitado e dado abrigo; abaixo da mansão ficavam os principais soldados como o Comandante, os Sargentos e os cientistas, os que forneciam ao clã novas armas e serviços; abaixo desse andar estava o depósito e abaixo dele...nas profundezas da mansão estava um lugar esquecido, um lugar que ninguém visitava, que ninguém tinha permissão pra entrar. As masmorras.
As paredes eram feitas de pedra e por causa disso o lugar tinha um certo toque medieval. Não havia eletricidade, então a única luz que existia era a que vinha das tochas espalhadas pelos infinitos, frios, escuros corredores.
Era um lugar assustador e da última vez que tinha sido usado fora para trancar Taemin, permitindo-o se transformar sem pessoas questionando os gritos aterrorizantes.
As masmorras eram o lugar mais seguro da mansão. Havia mais de uma porta que guiava a elas, mas cada uma estava cuidadosamente trancada e protegida por portões de ferro.
Nem todo mundo tinha permissão pra entrar naquele lugar horrível e a razão era simples, nem todo mundo podia fazer seu caminho de volta à superfície. Muitas pessoas tinham se perdido antes e muitas nunca foram encontradas; essas lendas assustavam até os mais curiosos.
Kim Kibum nunca gostou das masmorras, mas por uma razão diferente das outras pessoas: o ar úmido lá embaixo fazia seu cabelo ficar imundo e oleoso, arruinava seu estilo completamente. Era completamente nojento.
Porque Kim Kibum não era como os outros, ele conhecia as masmorras; ele não tinha medo de se perder. Por que ele teria? Ele era um Vidente, afinal; sua mente o guiava, forçava-o a olhar para os corredores que ele deveria ir, seus pés o carregavam até lá.
Era quase irritante.
Às vezes ele sentia como se fosse uma marionete do seu próprio poder, sendo controlado por ele de alguma forma. Era confuso, a maneira como acontecia tão perfeitamente quando ele menos esperava, fazendo tudo que ele queria, quando ele queria e então...quando ele tentava forçá-lo...era tão difícil fazê-lo funcionar. Ele se perguntava se seu poder tinha vontade própria, se agia como uma diva pra cima dele quando se sentia muito preguiçoso pra fazer seu trabalho.
Ou talvez ele estivesse só exagerando.
Ele deveria estar acostumado a isso a essa altura.
Olhos dourados brilharam no meio da escuridão, suas pupilas dilatando, ouvidos atentos a cada som, cada gota de umidade que caía do teto no chão de pedra.
Seus pés o carregaram pelo labirinto de corredores, seu coração batendo mais rápido enquanto ele se aproximava do coração das masmorras, sua mão apertando sua bolsa preta.
Ele podia ouvir.
Era tão claro pra ele agora.
Até mesmo entre paredes pesadas de pedra, preso atrás de uma imensa porta de ferro, o que fazia com que fosse quase impossível que até mesmo o som de uma bomba explodindo lá dentro escapasse, o som o alcançava tão facilmente que era quase assustador.
O som ressoava em seus ouvidos, a vibração atingindo as paredes ao redor dele enquanto ele se aproximava do último corredor que levava à cela que ele queria.
Era uma música dolorosa.
Key se sentiu estremecer, o sentimento percorrendo seu corpo de uma maneira estranha.
Seu protegido o estava chamando.
Ele sentia em sua pele, os cabelos em sua nuca se arrepiando pelo chamado não intencional. Era algo novo pra ele, algo que só existia entre Mestre e Protegido, algo quase espiritual, a ligação o puxando, atraindo-o até a cela.
Era estranho e ele sabia que o outro estava fazendo isso por puro instinto, mas ainda assim...dentro dele, isso o fazia feliz. Feliz porque era um sinal de que ele era de alguma forma desejado, talvez porque o outro estivesse assustado ou nervoso. Ou os dois.
Ali.
Key olhou o portão metálico a sua frente.
Aqui.
Era a cela perfeita, uma cela à prova de fera, uma cela à prova de tudo.
A grande e robusta porta era intimidante; dúzias de diferentes trancas estavam matematicamente distribuídas por ela, fazendo uma missão impossível pra que qualquer um as destravasse ao mesmo tempo.
Impossível, sim, mas não pra ele, não pra Kim Kibum.
Ele as sentiu saindo dos seus poros, as luzes de energia azul florescente que deixavam seu corpo, flutuando, cintilando na escuridão das masmorras, fazendo seu caminho até a porta em suaves, delicadas ondas.
Key quase sorriu pela facilidade que era destrancar algo tão complexo, as linhas entrando em cada pequena tranca, fazendo seu caminho pra dentro da porta.
Ele se sentiu conectado à porta; ele podia vê-la dentro da sua mente, o denso labirinto de canais, hastes e cilindros cruzando sua mente em flashes. Era fascinante. Tão...tão fácil...
Lábios rosados se curvaram em um sorriso bobo.
Click
A fera rosnou lá dentro, berrando pelo som das trancas se abrindo. Demorou algum tempo; os mecanismos fazendo seu trabalho por dentro, destrancando os pequenos dispositivos até que alcançaram a tranca principal.
Key suspirou, a porta se abrindo com um som metálico. “Vocês podem realmente destrancar qualquer coisa, não é?” Ele deu uma risadinha orgulhosa, lentamente fazendo seu caminho pra dentro da cela.
Estava escuro como breu e repentinamente...tudo caiu em um silêncio perturbador.
Ele deu passos cuidadosos, seus olhos agora acostumados à escuridão. Ele visualizou algo se movendo no canto do cômodo.
Pupilas prateadas o encaravam diretamente, fixas nele.
Key engoliu em seco, imediatamente dando alguns passos pra trás. De repente...ele não se sentia mais tão bravo.
Vampiros podiam ver muito melhor no escuro que os humanos, mas comparado às feras, isso era quase nada. Feras eram originalmente criaturas da noite, seus olhos incomuns sendo pretos por esse motivo.
Ele podia ouvir seu próprio batimento acelerado de pânico, e sua respiração se acelerando enquanto o dono das pupilas brilhantes se aproximava lentamente.
Seu corpo estava frio, paralisado de medo no lugar. O que ele estava fazendo? Ele precisava se mover, fazer algo! Luz! Ele precisava de luz.
Com um alto rosnado irritado, as pupilas prateadas de repente pareceram próximas demais, a fera correndo pra ele com uma velocidade animalesca que fez Key deixar escapar um grito, caindo no chão, sua cabeça batendo contra a porta atrás dele.
Merda, merda, merda! Se aquelas garras o atingissem-..!

Key piscou rapidamente.
Sem dor.
Não havia dor...!
Key tocou seu peito e suas pernas. Sem membros perdidos. Mas como ele-...Oh.
O som de metal foi escutado, a fera se debatendo contra as correntes ao redor das suas mãos e pés. Key queria se estapear.
Como ele tinha se esquecido de algo assim? Tinha sido ele quem o trancou aqui, pelo amor de deus!
Suspirando, o loiro se levantou, corando pela sua própria estupidez.
As barras da cela dividiam o cômodo em duas metades e os membros da fera estavam cuidadosamente presos com grilhões de ferro presos à parede. E...ele tinha se esquecido disso. Ótimo.
Ele não entendia. Ele tinha matado tantas feras antes! Mais altas e fortes! E agora...ele estava gritando como uma garotinha pela visão desse...bebê fera!
O quão ridículo era isso?
Pupilas prateadas e raivosas o encararam por trás das sólidas barras e Key fez o seu melhor pra ignorá-las, andando até as tochas, acendendo-as com seu isqueiro. O fogo se espalhou rapidamente e houve uma explosão de laranja cruzando as paredes de pedra das masmorras, a fera repentinamente berrando, protegendo seus olhos sensíveis da luz.
Key se virou, observando a fera de cabelos castanhos proteger seus olhos com suas mãos de longas garras, seu corpo agora pressionando contra a borda do cômodo, ajoelhando em um canto com sombras.
Key não pode deixar de sorrir, a fera protestava contra a luz de uma maneira que o lembrava Taemin quando ele ia acordá-lo, abrindo as cortinas, deixando a brilhante luz da manhã atingir sua cama.
Aproximando-se das barras de ferro, Key lambeu seus lábios em um gesto de nervosismo.
Vinte minutos atrás ele tinha conseguido permissão pra manter o Jonghyun. Ele tinha exatamente uma semana pra provar que a fera era diferente de alguma forma das outras; essa era uma vitória, claro... Mas e agora?
Ele não era domador de fera. Como ele poderia fazer algo assim?
Ele estava bem encrencado, e sabia disso. Ele não sabia por onde começar, ou mesmo como começar. Mas...ele precisava fazer isso mesmo assim.
Depois de deixar o escritório do Onew, Key foi direto para o cofre da mansão. Mas esse cofre não era comum, ele não escondia importantes papéis ou dinheiro, não; esse cofre era, na verdade, um grande refrigerador. Um cofre do tamanho de um grande cômodo, cheio de estantes com diferentes tipos de bolsas de sangue e diferentes tipos de sangue.
Não todos tinham acesso ao cofre; as pessoas não podiam simplesmente entrar e pegar o que queriam, não.
Onew era muito estrito sobre sangue; era precioso e valioso demais pra ser desperdiçado, então as empregadas serviriam apenas doses específicas de sangue de tempos em tempos, dependendo das necessidades de cada vampiro.
Normalmente eles só beberiam sangue humano, mas para uma fera...isso era estritamente proibido. Jonghyun não podia beber esse sangue de jeito nenhum, então só tinha um tipo de sangue que Key podia usar pra ele. Sangue de vampiro. E esse tipo...não era exatamente fácil de conseguir.
Vampiros não normalmente bebiam o sangue de outros vampiros. Não era tão nutritivo quanto sangue humano, mas ainda podia ser usado. Bolsas de sangue vampiro eram usadas pela enfermaria, para curar as classes mais fracas. Era por isso que as bolsas não podiam vir de vampiros classe C. Pra ter certeza de que elas curariam o paciente, precisava ser um sangue mais forte, normalmente de um classe B.
Key não era o tipo de pessoa que visitaria o cofre, ele odiava o lugar; muito sangue junto o deixava enjoado.
O único motivo pelo qual Key bebia daquele sangue era porque ele sabia que não era tirado à força. Onew tinha seus princípios e era por isso que Key o admirava tanto. Ele não era só um bom líder, mas também era um inteligente homem de negócios; ele sabia como lidar com o dinheiro e o usava bem. Por causa disso, Onew encontrou uma maneira de se associar com alguns hospitais humanos, financiando-os em troca de um certo número de bolsas de sangue a cada cinco meses.
Era sangue traficado, mas ao menos não vinha de vítimas, e sim de doadores. Entretanto, só havia uma regra que Onew se certificava de destacar antes de fechar negócio. Nunca perguntar por que eles precisavam do sangue. Sua família era antiga, ele era rico e ainda recebia dinheiro de outros clãs em troca de manter as ruas limpas de ‘lixo vampiresco’.
Muitos clãs, porém, não funcionavam assim. Key sabia os horrores que aconteciam atrás de portas fechadas, a maneira como eles ‘criavam’ humanos da mesma forma que alguém criaria porcos, engordando-os somente pra matá-los depois. Era um processo lento, mas aqueles clãs não mantinham apenas alguns humanos dentro. Eles podiam atingir centenas...dependendo do tamanho do clã.
Muitos nobres amavam o gosto do ainda quente líquido vermelho, então eles não aprovavam as entediantes e eficientes bolsas de sangue. Eles sangrariam seus humanos, mas não os matariam. Não, humanos eram difíceis de criar, eram eram preciosos demais pra matar.
Key tinha visto isso...ele tinha vindo de um clã assim. Era...horripilante. Doentio.
Nobres não gostavam de sugar diretamente da pele dos humanos, eles achavam nojento. Tubos.
Os humanos eram forçados a se sentar perto do vampiro, um tubo em seu braço como uma intravenosa. Eles não eram nada mais que bolsas de sangue vivas.
Vampiros sugariam dos tubos como crianças de um canudo, bebendo seu suco favorito. Era...uma visão nojenta.
Outros nobres, porém, preferiam não ver os humanos diretamente. Ao invés disso, eles mandavam suas empregadas tirarem seu sangue em um cômodo especial, retornando com o sangue em elegantes jarras de cristal.
Key não podia suportar isso.
Ele simplesmente não podia.
Ele odiava.
Ele odiava o modo como eles precisavam de sangue pra viver, odiava a sensação de ter que engoli-lo, o modo como seu corpo precisava disso e se sentia aliviado quando estava satisfeito da sede.
Ele não podia entender por que tantos amavam o gosto. Ele odiava! Ele nunca conseguiria se acostumar! Mas...ele não tinha escolha.
Sangue era a água deles.
Sangue era o que mantinha suas células vivas.
Sangue era...sua maldição.
Olhando a fera a sua frente, Key suspirou.
Esse garoto...podia ter tido um futuro brilhante se não tivesse sido mordido por um rebelde naquela noite. Era um destino tão injusto e cruel. Ninguém merecia isso.
Esquecer sua vida, quem você é, o que você é. Começar do zero em um corpo estranho com garras e presas, acordar já sabendo que precisa do líquido que corre dentro do corpo de outras criaturas, sua audição mais aguçada que antes, fazendo-os escutar o som do sangue correndo, os sons de uma pulsação batendo de maneira provocante, desafiando-os.
Esse garoto...essa estranha fera...
Os olhos dourados do Key viajaram pra cima pela figura masculina, olhos prateados o encarando das sombras.
...era especial.


Knock Knock
Os olhos escuros do Onew olharam pra cima até a larga porta de madeira por trás dos seus finos óculos. “Pode entrar.”
A mesma porta se abriu lentamente, uma cabeça loira aparecendo. “Você me chamou, senhor?”
Onew franziu o rosto pelo tratamento. “Jesus, Minnie, não me chama assim. Nós não somos formais.” O mais velho deu uma risadinha, pegando uma pilha de documentos e se levantando, andando para colocá-los em outra mesa para que sua secretária pudesse terminá-los na manhã seguinte.
“Sinto muito.” Onew ouviu o outro dizer enquanto ele andava de volta a sua cadeira.
Onew olhou de novo até a porta, Taemin ainda parado na entrada em silêncio, olhando pra baixo.
Algo estava claramente incomodando seu Protegido...ele podia sentir isso no ar.
Suspirando, Onew reclinou suas costas contra a cadeira outra vez, já ficando cansado disso. Tinha sido um dia bem cansativo e ele não podia esperar pra chegar na sua cama, mas...
“Vem aqui.” O líder chamou, tirando seus óculos e os colocando na mesa; suas voz profunda e ainda assim suave, tão delicada, algo que a maioria das pessoas nunca tinha escutado mesmo depois de viver muitos anos ali.
Taemin não olhou pra cima; ele meramente andou, fazendo seu caminho até o homem, mechas loiras caindo na frente dos seus olhos. Onew encarou o garoto, estudando suas expressões cansadas e deprimidas, notando como seus olhos pareciam vermelhos e inchados. Então ele tinha estado chorando. Por isso ele sentiu aquela sensação de formigamento incomodando no seu peito. A ligação entre mestre e protegido certamente era uma coisa curiosa...
O jovem loiro parou em frente à mesa e estava prestes a se sentar quando o líder fez um som de desaprovação, fazendo-o olhar pra cima em surpresa. “Eh..?”
Onew simplesmente sorriu, dando um tapinha em seu próprio colo.
Com um pequeno sorriso, Taemin se levantou outra vez, circundando a mesa e se aproximando no homem de cabelos castanhos.
O líder abriu suas pernas, dando espaço ao outro pra sentar em seu joelho, Taemin se ajustando ao mais velho, deixando sua cabeça repousar em seu ombro como um filho faria com seu pai.
“O que aconteceu?” Onew perguntou em um tom gentil, sua mão acariciando as mechas loiras do outro antes de levá-la até a parte inferior das costas dele. “Você me chamou de ‘senhor’, você deve estar chateado.”
“Não é nada.” O mais novo simplesmente murmurou contra a camisa dele, fazendo o líder rolar os olhos.
“Yah. O que eu disse sobre mentir?” Onew o encarou, cutucando o estômago do maknae, fazendo o outro levantar sua cabeça, piscando pra ele em surpresa. “Você pode mentir pro Key quando diz que faz seu dever de casa, mas não pode me enganar.” Ele alertou, apontando um dedo acusador pra ele.
Taemin estremeceu, olhando pra longe quase com irritação.
“Ah...! Eu atingi um nervo. Então é o Key.” O líder sorriu estupidamente, divertindo-se pela facilidade que era ler o maknae.
“...Aonde ele foi...?” Onew ouviu seu Protegido perguntar em uma voz pequena.
O vampiro mais velho arqueou uma sobrancelha, confuso pela pergunta. Por que ele estava perguntando algo assim? “Hum? Pras masmorras, talvez.”
Os olhos de Taemin se arregalaram em choque. “VOCÊ O MANDOU PRAS MASMORRAS?!” Ele gritou, pulando do joelho dele pra encará-lo com raiva, sua boca aberta de espanto. “Por que você fez isso?! Key hyung não é uma pessoa má! Ele não merece estar lá! Ele pode ter feito algo ruim, mas-”
“Taemin-”
“-por favor, perdoa ele! Por favor, Mestre! Não machuca o Kibum hyung! Ele é meu único amigo!” O mais novo segurou as mãos do líder, apertando-as em apelo. “Dá outra chance pra ele! Ele é-”
“Taemin!” Onew gritou em uma voz séria, fazendo o maknae rapidamente se calar, o loiro olhando pra ele de olhos arregalados. “Eu não o mandei pras masmorras.” Ele falou em uma voz calma outra vez, sorrindo pela cara confusa do mais novo.
“Huh? Mas você disse-”
“Ele foi lá porque quis.” Ele sorriu. Taemin realmente pensou que ele tinha mandado o Kibum pra longe?
Os olhos castanhos do loiro encararam o líder, o canto dos seus lábios se contorcendo em um sorriso. “Isso significa que...”


“Hey.” Key quebrou o silêncio, encarando o garoto animalesco escondido nas sombras. “Você se lembra de mim?”
A fera, é claro, não sabia como falar, e Key sabia disso. Ele não estava esperando uma resposta...talvez só um pequeno sinal...algo que lhe provasse que ele podia entendê-lo de alguma maneira.
Mas a fera simplesmente grunhiu, irritada pela luz das tochas.
Key suspirou e olhou até a bolsa que ele tinha deixado cair no chão quando se assustou. Pegando-a outra vez, o Vidente retirou dela uma bolsa de sangue prateada e deixou a bolsa cair mais uma vez.  
Ele sabia que não tinha permissão pra pegar esse tipo de bolsa de sangue do cofre, mas...Jonghyun não podia beber sangue humano; se ele bebesse, provavelmente se tornaria mais selvagem, mais animalesco, mais agressivo e fora de sentido. Aquelas coisas eram sua única esperança. Se a fera bebesse sangue de vampiro ao invés de humano...talvez houvesse uma possibilidade de que ele se tornasse mais como eles...assim como tinha acontecido com o Taemin...
Key balançou a cabeça, mordendo o lábio. A possibilidade era muito pequena e ele sabia disso. Onew tê-lo deixado manter a fera por uma semana...era quase um milagre.
Ele mesmo ainda estava confuso. Que diabos o tinha feito quebrar as regras e fazer algo tão extremo? Ele deveria ter simplesmente o matado e seguido com sua vida..!
“Huum...”
Olhando pra cima, Key não pode deixar de dar um pequeno sorriso pelo olhar curioso da fera em relação ao pacote em suas mãos. Essa era a razão pela qual ele não o tinha matado. Qualquer outra fera teria pulado e tentado destruir tudo ao redor ao mero sinal de sangue...e então havia o Jonghyun, olhando a bolsa de sangue enquanto ainda se escondia nas sombras. “Você deve estar com fome, huh?”
Lentamente ficando confortável com a presença da criatura outra vez, Key se aproximou das barras, mas parou quando o outro começou a rosnar em aviso, olhos pretos o encarando, brancas presas rangendo pra ele.
“O quê? Você tá nervoso comigo?” Ele arqueou as sobrancelhas em surpresa antes de rolar os olhos. “É claro que sim. Eu te prendi aqui, certo..?”
A fera simplesmente olhou pra longe, fazendo ruídos nervosos contra a parede de pedra.
Suspirando uma vez mais, Key se pressionou contra as barras e segurou o pacote no ar, capturando a atenção da fera outra vez. “Olha...é comida. Você só teve sua primeira dose. Você vai ficar fraco se não se alimentar logo.”
Custaram-lhe alguns segundos, a fera o encarando em silêncio com se perguntasse o que fazer, antes de lentamente se rastejar pra perto, fazendo Key dar um enorme sorriso. “Isso...vem aqui. Você pode sentir o cheiro, certo?” Ele acenou um pouco com o pacote. “Vem pegar!”
Pupilas prateadas rodeadas de escuridão olharam pra ele desconfiadamente, seu corpo parando na metade da cela.
Key, entretanto, não era uma pessoa paciente. Ele sabia que ele estava com fome! Por que ele estava demorando tanto pra pegar a maldita bolsa de sangue?! Ele era uma fera! Feras deveriam ficar loucas com sangue!
“Você não tá com medo de mim, né? Anda, pega..!”
Como se entendesse o loiro, a fera andou pra perto outra vez, as correntes se esticando ao seu limite, impedindo-o de chegar perto demais das barras.
Enquanto Jonghyun se aproximava dele, Key notou o buraco da última bala no abdômen do garoto, ainda sangrando. Ele ainda tinha que cuidar daquela ferida, a última coisa que ele precisava era de uma fera com febre.
As narinas do garoto de cabelo escuro se abriram um pouco, sentindo o cheiro do sangue e Key sorriu quando suas pupilas se expandiram, língua lambendo os lábios em antecipação. Com fome, huh?
Esticando seu braço o máximo que podia, Key deixou o outro pegar a bolsa de sangue com seus dentes, com cuidado pra não ser mordido. “Isso, bom garoto.” Ele sorriu de alívio quando seu braço fez seu caminho de volta à segurança e a fera correu de volta para o seu novo canto favorito, agarrando o pacote e o encarando estupidamente.
Então ele não sabia o que era..? Talvez ele estivesse confuso porque cheirava como sangue, mas não se parecia. Ó céus...parece que ele teria que explicar a ele como abrir.
O vampiro fez um som irritado, mas tentou se acalmar, respirando fundo. Ele teria que ser paciente com esse aí. Esse não era o Taemin; era uma fera, um animal; e como um cachorro, eles não se tornavam espertos se não fossem treinados primeiro.
“Ok, você tá com ela. Agora você só tem que-YAH!” Key gritou abruptamente, enquanto a fera jogava o pacote contra a parede, o líquido vermelho se espalhando por todo lado.
“O que você tá fazendo?! Seu idiota jurássico! Você não pode jogar fora sua comida assim! Você sabe como essas coisas são raras?!” Key gritou com raiva, segurando as barras de ferro, a fera olhando a parede ensanguentada em surpresa.
Aproximando-se do agora vazio pacote, Jonghyun o pegou com suas garras e deu uma lambida experimental antes de rosnar ruidosamente, jogando-o pra longe mais uma vez.
Key arfou em horror. “O quê? Você não gosta?! É sangue! Você bebe essa coisa, seu retardado!”
“Eu não acho que ele te entende, hyung.”
O loiro fez uma cara irritada, cruzando seus braços contra o peito. “É claro que ele-...Taemin! O que você tá fazendo aqui?!” Ele arfou de choque, virando-se pra encontrar um familiar rosto sorridente.
Taemin, que tinha estado bisbilhotando pelo último minuto, andou pra dentro da cela, sorrindo brilhantemente pela personalidade única do seu tutor. Ele estava tão feliz por ele não ter realmente ido embora, ele não podia aguentar estar na mansão sem seu melhor amigo. Key era muito divertido de se estar, a única pessoa ali que não o entediava. “Onew hyung disse que você não tinha sido expulso e que provavelmente estava aqui, então-”
Os olhos de Key se arregalaram, seu rosto se empalidecendo. Ele mal podia escutar a explicação do mais novo enquanto ele percebia algo muito sério...
As masmorras.
Taemin estava nas masmorras. Oh não.
E se ele se lembrasse...?! Como diabos Key explicaria pra ele por que ele tinha estado ali antes?! E se ele se lembrasse que tinha sido trancado naquela cela desse jeito?! Merda! Isso traria muitas perguntas e muitas respostas difíceis..!
O que quer que ele fizesse, ele precisava ficar calmo; entrar em pânico só causaria suspeita. “Como você me encontrou?! Você sabe como é perigoso aqui em baixo?!” Ele tentou sua melhor voz ranzinza, silenciosamente rezando pra que o maknae fosse logo embora.
Taemin simplesmente riu, dando de ombros. “Eu segui seu cheiro. Foi bem fácil te achar.”
Os olhos do Key se arregalaram, lábios em forma de arco arfando, ofendido. “Você tá dizendo que eu fedo..?”
Taemin riu e balançou sua cabeça negativamente antes de apontar pro seu amigo. “É o seu braço.”
Key fez uma careta, confuso. Seu braço?
Olhando pra baixo, ele viu seu uniforme rasgado, uma fina linha vermelha em sua pele pálida, sangue seco ao redor do corte. “Oh. Isso. Eu me esqueci sobr-”
Um alto rosnado ecoou na cela, o som de correntes batendo no chão raivosamente, fazendo Taemin gritar e correr pra se esconder atrás do seu amigo, mãos segurando o uniforme preto do loiro com força. “O que foi isso?!”
Isso...era algo que Key não podia responder. Ele simplesmente não entendia.
Por que diabos..?
Atrás das barras da cela...havia uma fera. Uma fera de verdade. Jonghyun, que tinha estado passivo até agora, quieto e na sua...estava agora agindo como uma fera de verdade faria.
Pupilas prateadas encaravam em fúria, seu corpo ferido se movendo ao redor da jaula e círculos, tentando se livrar das fortes correntes que o mantinham longe das barras, deixando escapar sons ensurdecedores e raivosos.
“Hyung...o que tá acontecendo?” Key ouviu o mais novo perguntar atrás dele, suas mãos se apertando em suas costas toda vez que a fera dava uma puxão forte nas correntes.
Key simplesmente balançou sua cabeça lentamente, encarando a criatura selvagem dentro da jaula. “Eu não sei... Ele estava tão quieto até agora...”
Por quê?
Ele tinha estado nervoso, sim, mas não ao ponto de lutar contra as correntes desse jeito. O que o fez agir assim de repente?
O modo como ele olhava na sua direção, o modo como suas garras se moviam com um desejo louco de atacar...
Ele tinha estado tão-...
Não era ele. Não era ele que ele queria atacar...
“É você.” Key se virou pra encarar o garoto mais novo. “Ele tá chateado por causa de você.”
Os olhos do Taemin se arregalaram. “Eu?! Mas eu não fiz nada!”
Sim, isso era verdade.
Taemin não tinha feito nada ao Jonghyun, mas...ele tinha estado com alguém que fez. Key balançou a cabeça pra si mesmo. É claro! Por isso ele estava tão irritado! “São suas roupas. Sim, é isso. Elas devem ter o cheiro do Minho!”
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sab 21 Dez - 0:54:21

CAPÍTULO 4 - ENJAULADO (parte 2/2)


Taemin deu a ele um olhar estranho. “Quê? Mas eu não-”
“Você andou junto com ele na floresta.” Key o cortou. “Feras podem capturar até o menor cheiro e você tem o do Minho.” Ele cutucou o garoto no peito.
“Então você deve ter também. Você lutou com ele! Por que ele não tá nervoso com você?” O outro apontou, dando passos pra trás quando encontrou raivosas pupilas prateadas mandando adagas pra ele com o olhar.
O Vidente rolou seus olhos pela pergunta, a resposta sendo bem óbvia. “Eu sou o Mestre dele, Minnie! Ele sabe que eu fui ferido por causa do Minho, mas ele não sabe de você. Tudo o que ele sabe é que você cheira como ele! E isso te torna uma ameaça.”
Observando a fera irritada arranhar o ar nervosamente, tentando alcançar as barras de ferro, Taemin engoliu em seco, concordando. “É melhor eu ir então.”
“Espera! Você não pode simplesmente sair assim!” Key arfou, pegando o braço do maknae. “Você não sabe onde fica a saída!”
“Mas eu sei.” Uma voz profunda se juntou à conversa. A fera começou a gritar do topo dos seus pulmões, pupilas prateadas focadas na pessoa perto da porta.
Key fechou seus olhos, dando um suspiro cansado. Minho. “Aww, ótimo. Agora você conseguiu. Se ele quebrar as correntes é sua culpa!” A diva argumentou, observando o alto soldado se aproximar com passos lentos. “O que você tá fazendo aqui, Choi?”
Minho o ignorou por um tempo, parando em frente à jaula e encarando a fera furiosa que rosnava dentro dela, mãos descansando casualmente dentro dos bolsos. Olhos castanhos encontraram pretos em uma batalha silenciosa e seus lábios se contorceram em desgosto. “Eu vim pra ver com o que nós estamos lidando.”
Key pressionou seus lábios juntos com irritação e caminhou pra perto do soldado, parando em frente à jaula, forçando o outro a olhar pra ele. “Você já viu, isso não é uma desculpa.” Ele disse em uma voz firme, encarando o homem de cabelos escuros. “O que você quer?”
Merda.
Ele podia sentir em sua pele.
Jonghyun estava queimando de raiva; ele podia quase sentir os pulmões da fera sugando o ar pra dentro deles, expelindo-o com força, seus dentes rangendo perigosamente.
“Você deveria estar envergonhado consigo mesmo por trazer essa criatura pra dentro do nosso lar e ter a coragem de pedir pra mantê-lo aqui.” O mais alto olhou a fera outra vez antes de se mover pro lado, vasculhando ao redor da cela. “Você sabe as consequências com que nosso líder vai ter que lidar se seu pequeno animal de estimação for encontrado?”
“Isso não é problema seu.” Key sibilou.
O soldado parou de andar e se virou, encarando-o. “Tudo o que envolve meu clã é problema meu. Você tá arriscando todos nós por causa do seu experimento egoísta!”
“Onew já me deu permissão. Você não pode-”
“Uma semana.” Key ouviu o soldado sussurrar, sua voz em um tom venenoso. “Eu só tenho que esperar uma semana pra vê-lo morto.” Minho balançou a cabeça pra si mesmo, parando em frente à jaula, observando a fera gritar, seu corpo musculoso e tonificado se debatendo contra as correntes.
O coração de Key pulou uma batida.
O quê...?
“Morto..?” O loiro repetiu, sentindo seu sangue ficar frio dentro das veias. O que ele disse..?
Minho virou seu rosto pra encarar o Vidente, olhos escuros encontrando castanhos. “Você realmente achou que ele viveria? Você se esqueceu por que esse clã foi criado em primeiro lugar? Nenhuma fera tem permissão de viver. Nós as caçamos e matamos, esse é nosso propósito.” Ele sibilou as palavras em um tom irritado. “A menos que você prove que seu animalzinho é...tão diferente como você diz...eu terei o prazer de matá-lo eu mesmo.” O soldado declarou, dando suas costas ao loiro outra vez, observando a fera rasgar o ar em sua direção, as fortes correntes ao redor dos seus pulsos o mantendo no lugar.
Olhos castanhos se tornaram dourados, o peito do Key se apertando de ira pelas palavras. “Seu cruel bastard-”
“Hyung!” Taemin gritou, segurando o braço do seu tutor, prevenindo-o de se aproximar ainda mais do guarda-costas do mestre. Ele não não podia ter esses dois brigando pela segunda vez, especialmente não agora que eles estavam de volta na mansão. “De novo não, não agora, e especialmente não aqui.” Ele murmurou para o loiro mais velho, a diva respirando fundo e balançando a cabeça em concordância.
Key balançou o braço, livrando-se do aperto do maknae e cruzou seu braços contra o peito. “Sai daqui, Choi. Você fez um caminho muito longo só pra me ver; eu sei que eu sou bonito, mas não seja assustador.”
Um sorriso sarcástico deixou os lábios do mais alto. “Continua brincando, mas nós todos sabemos quem vai ganhar no final.” O soldado disse antes de se virar, caminhando pra fora da cela.
Aquele idiota arrogante..!
Repentinamente...Key realmente sentiu vontade de destrancar a cela do Jonghyun e o deixar ir atrás do guarda-costas.
“Filho da puta idiota...” O Vidente resmungou irritado pra si mesmo antes de se virar para o mais novo. Ele precisava se focar. Ele não podia parecer fraco agora. “Minnie, vai com ele. Ele sabe como sair...”
Os olhos do loiro se arregalaram. “O quê? Mas ele-!”
“Vai logo!” Key gritou, fazendo o outro pular de surpresa.
Merda.
Ele não queria gritar, mas...isso era demais.
Onew tinha decidido matar Jonghyun dentro de uma semana se ele não mostrasse nenhum progresso. Uma semana era...tão pouco tempo.
Ele se sentia perdido, assustado.
Era um sentimento muito confuso. Ele mal conhecia a fera por um dia e ainda assim ele não podia imaginar perdê-la. O que era isso?
Taemin continuou olhando pra ele, piscando rapidamente antes de concordar, dando ao outro um sorriso pequeno. “Eu te vejo amanhã. Boa noite, hyung...” O mais novo suspirou, virando-se, andando até a robusta porta aberta.
“Taemin!” O loiro ouviu seu tutor o chamar, fazendo-o olhar sobre seu ombro em surpresa. Key estava olhando pra ele, seu pé chutando o chão de um jeito estranho. “...Só...come alguma coisa antes de ir pra cama. E escova os seus dentes..!”
Sorrindo, Taemin concordou com a cabeça mais uma vez, sabendo que essa era a maneira do Vidente de dizer que sentia muito. “Eu vou.”
Key suspirou, observando o Protegido do Onew deixar a cela, fechando a gigante porta atrás dele.
Ele realmente não sabia o que fazer. Ele tinha se metido em uma grande encrenca e agora não tinha jeito de sair.
Tudo o que ele podia fazer era tentar. Ele tinha uma ligação com a fera agora, como seu mestre ele não podia deixá-lo morrer, ele simplesmente não podia, só pensar nisso o fazia tremer.
Uma semana.
Uma semana pra provar que ele era diferente, que ele não era perigoso e que ele podia ser domesticado.
Uma fera...domesticada.
O quão ridículo isso era..?
Suspirando audivelmente, Key balançou a cabeça, esforçando-se ao máximo para não grunhir.
Seu corpo doía, ele estava cansado, sua cabeça estava embaralhada com todos os eventos recentes e ele ainda tinha tanto a fazer.
Ele não estava acostumado a esse ritmo. Normalmente ele iria em uma caçada, voltaria, tomaria um bom e longo banho, comeria e então iria dormir pra que pudesse acordar cedo na próxima manhã e dar aulas ao Taemin. E agora...ele tinha uma fera pra alimentar e curar. Ótimo.
“Hey, hey! Você pode se acalmar?!” O loiro gritou, já irritado pelo constante rosnado da fera. “Ele já foi embora, não viu?!”
Mas Jonhyun não parecia se importar; ele continuou puxando o máximo que podia, as correntes atingindo o chão toda vez que ele se movia rápido demais, seu rosto vermelho de raiva, músculos doloridos e veias saltando da sua pele.
“Aish! Para com isso! Você vai acordar toda a mansão!” Key sibilou irritado, sua expressão se suavizando drasticamente quando ele viu as marcas vermelhas ao redor dos pulsos do outro, onde os grilhões de ferro estavam presos. Ele estava se machucando..! Esse idiota...
Entrando em pânico silenciosamente, Key se segurou nas barras de ferro. Ele não gostava do fato de ter que prender o Jonghyun desse jeito, e saber que ele estava se machucando fazia tudo ainda pior. “Hey...shhhh! Tá tudo bem. Ele foi embora.”
O que ele esperava? Ele realmente achava que de repente ele iria parar de se mover e ser um bom filhote? Ele era uma fera! Ele não ia simplesmente obedecê-lo, ele precisava fazer outra coisa..!
“Você não é fácil de se lidar, não é? Aish...” O Vidente resmungou, seus olhos caindo sobre a metálica porta da jaula. Ele deveria...? Não, ele era perigoso e Key não tinha trazido nenhuma arma consigo! Ele simplesmente não podia..! Mas...! Argh! Ele estava seriamente considerando..? Ah, foda-se.
“Eu devo ser suicida...” Ele sussurrou pra si mesmo, observando enquanto linhas azuis entravam pela tranca, a porta se abrindo imediatamente com um click.
Respirando fundo, pálidas mãos brancas empurraram a porta aberta, seu coração batendo mais forte e rápido a cada passo que ele dava.
Diante dele, a fera era selvagem, impossível de se controlar. Ele não tinha escolha. Se ele queria usar força, então ele seria tratado com força. “As coisas que você me faz fazer...” Ele murmurou, linhas azuis rodeando seu corpo preguiçosamente em uma dança lenta.
Com um alto grito, as costas da fera colidiram com a parede, linhas azuis florescentes de energia se enrolando ao redor do seu pescoço e membros, forçando-o contra a parede.
“Eu disse pra se acalmar!” Key gritou, observando a fera fazer ruídos raivosos, seu corpo muscular tentando se libertar. “Continua se debatendo, não é como se você pudesse se machucar ou tivesse força o suficiente pra se libertar disso.”
Foi um processo lento.
O plano do Key: Cansar a fera.
Isso, entretanto, não era tão fácil quando ele imaginava que seria. Era irritante e...realmente cansativo.
Key se sentou e esperou. Ele não tinha certeza de quanto tempo tinha esperado, talvez dez, vinte, quarenta minutos. Ele não tinha certeza. O garoto era bem persistente, ele tinha que admitir.
“Aaaarhhh…”
Key piscou lentamente, lutando contra o desejo de adormecer. Olhando pra cima, ele viu a fera olhando pra ele, agora simplesmente arfando por ar, seu peito subindo e descendo rapidamente, suor percorrendo seu rosto e pescoço. “Até que você se acalme, eu vou te manter aí.”
A fera choramingou, seu corpo visivelmente cansado, sem forças restantes pra lutar mais contra o poder do Key.
O loiro estava esperando que isso acontecesse, era só uma questão de tempo. Ele só tinha bebido sangue uma vez, não era o suficiente pra fazê-lo seguir por muito tempo.
“Huuumn!”
Key olhou pra cima, dilatadas pupilas prateadas olhavam pra ele, uma expressão abatida no rosto.
Os olhos de Key se arregalaram. “Ah não. Isso de novo não, isso é assustador. Para com isso!” O loiro rebateu. O que era isso? Sua arma secreta? A fera fazia olhos de cachorrinho pra atrair os inimigos?!
Um alto choramingo foi ouvido outra vez, fazendo o Vidente grunhir em desespero. Era tão irritante! Por que ele estava se sentindo tão culpado por usar seu poder contra a fera?! Por que o incomodava tanto saber que ele estava exausto por causa dele? Era a ligação?
“Huuumnn!”
Suspirando, Key se levantou de um salto. “Ok, ok! Mas não ouse enlouquecer outra vez! Eu to tentando ajudar, pelo amor de deus!” O vampiro loiro gritou enquanto se aproximava, fazendo seu melhor pra não olhar os olhos de cachorrinho que o estavam encarando por um tempo. “Eu to aqui tentando provar que você é diferente das outras feras e o que você faz? Você age exatamente como uma na frente das pessoas que eu mais preciso impressionar! Isso é simplesmente brilhante!” Ele berrou, linhas azuis se extinguindo no ar, a fera caindo até o chão com um baque.
Key se ajoelhou, mantendo uma distância segura da fera cansada. Por um momento ele só se sentou ali, observando o outro respirar fundo, escutando muitos diferentes e não familiares sons.
Olhando o pulso da fera, Key fez um beicinho ao ver o pedaço de joia prateada. “Esse seu bracelete...esse é mesmo seu nome, não é..?”
Não era exatamente uma pergunta. Ninguém podia responder de qualquer forma, nem mesmo a fera agora tinha memória do seu passado.
Ele precisava de um nome, não poderia chamá-lo de ‘fera’ pra sempre. De agora em diante, sendo o mestre dele, isso significava ter que lhe dar um primeiro nome e seu próprio nome de família também. Era isso que eles faziam quando transformavam uma pessoa com o seu sangue.
Já que eles estavam presentes pra escutar o pai do Taemin chamar seu nome antes de morrer, Onew decidiu mantê-lo, dando ao maknae seu último nome, Lee. Tinha sido fácil decidir como chamá-lo já que eles sabiam seu nome de verdade...mas agora ele tinha uma fera de que não sabia nada. Ele não sabia sua idade, seu nome, nada nada. Tudo o que ele tinha...era um bracelete com dois nomes nele, um de homem, um de mulher.
Jonghyun...
“Jonghyun... Kim Jonghyun.” Ele sussurrou, deixando o nome rolar de sua língua. Não soava estranho. Ele gostava...era simples, mas forte. “Acho que isso vai funcionar...”
Droga. Ele se sentia como um pai dando nome ao filho.
A fera, porém, não era uma criança. Mesmo que não fosse muito alto, o garoto tinha um bom e bem definido corpo, Key podia dizer pelos seus braços, sua pele bronzeada aparecendo onde a camisa estava rasgada, suja de lama.
“Jonghyun.” Ele chamou o nome em voz alta, observando a fera levantar sua cabeça imediatamente. Então ele realmente o reconhecia. Como, porém, era algo que Key sabia que provavelmente nunca descobriria. Ele nunca tinha visto uma fera se transformar de um humano para a criatura que elas eram; talvez algo tivesse acontecido, algo incomum que fazia com que Jonghyun lembrasse seu nome. Mas o quê?
Balançando sua cabeça, os olhos do Key caíram sobre a fera outra vez. Não importava mais. Por que se importar com algo tão insignificante? Seu protegido estava faminto, cansado e ferido; ele tinha o suficiente pra se preocupar por enquanto.
Suspirando, Key se levantou outra vez, sentindo suas pernas doerem pela posição desconfortável em que ele tinha estado. Sentar no chão era algo a que ele realmente não estava acostumado.
Andando pra fora da jaula, o jovem Vidente pegou sua bolsa preta e entrou novamente, fechando a porta de ferro atrás dele.
Era oficial.
Ele estava louco. Completamente fora da sua mente.  
Naquela tarde ele era somente outro soldado servindo seu clã. Agora ele estava indo contra os princípios do clã, trancado sozinho nas masmorras com uma fera que tinha salvado da morte.
“Eu não tenho ideia do que você fez comigo...mas é melhor você começar a pensar em uma maneira de me compensar.” O loiro murmurou, abrindo sua bolsa, tirando alguns curativos e utensílios médicos, e os colocando no chão perto dele. Olhando para a agora silenciosa fera no outro canto da cela, a expressão do Key se suavizou.
A fera...o garoto...tinha seus olhos fechados, suas costas reclinadas contra a parede, sua cabeça levemente inclinada pra direita, a luz das tochas fazendo sua pele ganhar uma quente cor laranja, brilhando de uma maneira cativante.
Desse ângulo...o garoto quase parecia humano...
Agora certo de que não seria atacado, o Vidente se aproximou, sua mente gritando com ele pra que ele tomasse cuidado enquanto ele dava outro passo na direção da fera.
Jonghyun estava fraco. Key podia dizer pela forma como ele respirava lentamente, seu peito mal se movimentando enquanto inalava. “Eu sinto muito por ter que te colocar em dor de novo.” Ele sussurrou. Os olhos escuros com suas estranhas pupilas prateadas abertas piscavam cansadamente pra ele.
Mordendo seu lábio, Key se ajoelhou em frente ao garoto, seu coração pulando algumas batidas, medo o consumindo enquanto ele lembrava o quão selvagem a fera tinha agido há minutos atrás. Droga, por que ele sentia tanto medo?
Ele estava quase certo de que o garoto não o atacaria; ele não o tinha feito quando eles se encontraram, por que faria agora?
E...ele era seu protegido agora. Parte do seu sangue corria pelas veias da fera. Eles tinham uma ligação, eles estavam conectados.
E ainda assim...ele não podia deixar de sentir medo daquelas garras.
Ele tinha visto garras como esses arrancar a cabeça de um homem em menos de um segundo; ele tinha memórias ruins demais pra simplesmente ignorá-las.
Lambendo seus lábios em um gesto de nervosismo, Key respirou fundo, forçando suas mãos pra cima. Ele podia fazer isso. Ele precisava parar de sentir medo de alguém que agora era parte dele. Ter medo do seu próprio protegido era algo além do ridículo.
“Você pode fazer isso, Kibum...” Ele murmurou pra si mesmo, sua mão se levantando até o nível dos olhos da fera.
Ele normalmente era tão confiante...então por que suas mãos estavam tremendo?
Merda...era só um toque, nada mais.
Olhos pretos e prateados piscavam pra ele lentamente, a fera respirando de maneira estável, observando enquanto uma mão pálida se movia na direção do seu rosto.
Por que isso..?
Por que ele tinha que parecer selvagem, tão exótico, tão animalesco...e então agir desse jeito com ele? Por que ele não rosnava? Por que ele simplesmente fechava seus olhos enquanto as pontas dos dedos do Vidente tocavam seu rosto?
Ele não podia acreditar. Ele nunca tinha visto nada assim.
Ele o estava tocando.
Dedos brancos acariciaram a pele bronzeada da bochecha da fera, lentamente percorrendo pelo seu queixo e maçãs do rosto. A pele estava quente e molhada de suor, algo que a diva detestava; era repulsivo e nojento e ele nunca tocaria alguém que se aproximasse dele assim.
“Você precisa de um banho...” Key murmurou, deixando seu dedão limpar uma gota de suor que caía da testa do outro.
A fera simplesmente se inclinou pra mais perto, sua cabeça indo em direção a mão do Key, esfregando seu nariz nela.
O loiro lutou contra uma risadinha, mas não resistiu sorrir por aquela ação que era, de alguma forma, uma demonstração de afeto. A fera era como um filhote...latindo para os que não gostava e querendo atenção do seu dono. “Eu vou te curar agora, ok? Eu preciso tirar essa bala de você.” Key disse, a fera parecendo confusa, choramingando quando a mão limpa e quente mão seu rosto.
Olhando para a suja e rasgada blusa azul e branca, agora encharcada de sangue que cobria o torso dele, Key balançou a cabeça. Aquele trapo velho teria que sair, não tinha jeito de que ele pudesse continuar usando isso.
Encarando os olhos escuros da criatura ferida, os dedos de Key desceram até seu peito, lentamente desfazendo os botões da camisa, pronto pra pular pra longe se a fera de repente ficasse irritada outra vez.
Surpreendentemente, isso não aconteceu. Ele simplesmente ficou sentado ali, observando as mãos do vampiro trabalharem em suas roupas, parecendo fascinado cada vez que um botão deixava o buraco, revelando mais de sua pele.
Os lábios de Key se contorceram em um sorriso, divertido pela fera surpresa em frente a ele. Ele era de alguma forma tão inocente...tudo era tão novo pra ele agora. Tudo que ele sabia como humano...todas as memórias que ele tinha da sua vida agora tinham sumido. “Você é tão estranho... Eu me pergunto...por que você confia tanto em mim...”
Desfazendo o último botão, Key sentiu suas bochechas queimarem, seus olhos escuros vasculhando o abdômen bem definido do outro, sua pele brilhando sobre a fina camada de suor. Então ele costumava malhar quando humano? Talvez ele fizesse isso pra impressionar a namorada.
Ignorando a vontade de tocar o abdômen firme da fera, o Vidente tentou se focar, sentindo seu próprio corpo estremecer quando linhas azuis começaram a irradiar de sua mão, deixando-o com uma sensação de formigamento. “Aqui...se lembra disso?”
Olhos pretos se arregalaram com a visão, a fera choramingando audivelmente, pressionando seu corpo contra a parede em medo.
Key arfou, repentinamente se sentindo como idiota. É claro que ele estava com medo, ele tinha acabado de jogá-lo contra a parede com esse poder! “Não, não, não! Eu não vou te prender outra vez!” Ele tentou explicar, somente pra ter a fera se rastejando pra longe dele até que as correntes fizessem seu trabalho, sem permitir que ele fosse mais longe.
O loiro suspirou, levantando-se outra vez pra se aproximar do garoto assustado no chão. Ajoelhando-se e ignorando o grunhido da fera, Key deixou as linhas azuis de energia flutuarem na direção do seu Protegido, observando-o enlouquecer enquanto o poder dançava ao redor do seu corpo.
Ele esperou um minuto, olhos escuros desconfiados seguindo as linhas azuis enquanto suas garras tentavam pegá-las e falhavam, suas mãos simplesmente as perpassando como se fosse ar.
Key deu uma risadinha, Jonghyun grunhindo de irritação enquanto continuava tentando segurar as irritantes linhas flutuantes, lembrando-o de um gato tentando pegar a luz de um laser. “Sério...você é tão idiota...”
Decidindo tirar a fera do sofrimento, o Vidente deixou sua energia se transformar em uma textura sólida, focando-se pra torná-las calorosas, esfregando-as lentamente contra a bochecha do Jonghyun.
A maneira como ele piscava em choque enquanto a energia acariciava seu rosto, linhas azuis igualando-se ao calor do corpo do Key, os olhos do Jonghyun se fechando gradualmente, deixando-se levar pelo carinho...derretia o coração do Key.
Isso...isso não era normal. Não era normal. “Eu não vou te machucar. Viu? Sou só eu... É bom, não é?”
A fera simplesmente piscou lentamente, seus olhos parecendo perigosamente cansados, boca se abrindo em um bocejo.
Key fez um som de desaprovação, balançando a cabeça. “Você é igual a uma criança...”
Movendo-se pra perto da fera, Key tocou a ferida aberta, extraindo um alto ruído dele enquanto o fazia. “Dói, não é? Me deixa fazer isso bem rápido então, ok?”
Não foi fácil.
Jonghyun podia lembrar claramente a primeira vez que Key tinha retirado uma bala de dentro dele, quando eles estavam na floresta, e certamente não tinha sido uma boa experiência, porque ele seguia relutando, às vezes até mesmo mirando suas garras perigosamente na direção do seu mestre.
Key não se importava mais. Seu medo pela fera tinha passado; ele sabia que ele não o machucaria, que suas tentativas eram só avisos.
Talvez a fera soubesse que mesmo que doesse...era pro seu próprio bem.
Talvez ele soubesse que Key só queria ajudar.
“Ssshhh, tudo bem, só fica parado...” O loiro reclamou, sua própria testa suando enquanto ele usava um pouco do seu poder pra prender o outro no chão, a outra parte enterrada profundamente dentro da ferida. “Quase lá...”
Jonghyun gritou, presas rangendo de dor.
Doía. Key sabia disso porque a ligação o deixava saber claramente, seu peito se apertando cada vez que o outro gritava.
Machucava-o saber que o outro estava ferido; doía ainda mais saber que era ele quem estava dando dor ao seu Protegido.
Parecia repugnante, errado e como se ele estivesse enterrando uma faca em sua própria mão.
Não era nada como a primeira vez. Na primeira vez que ele tinha removido uma bala do Jonghyun, eles ainda não tinham um laço, ele não sentira culpa ou dor enquanto o outro gritava. Ele tinha simplesmente removido a bala de um corpo estranho. Mas agora...toda vez que ele gritava, uma onde de dor percorria seu corpo; Key tinha que fechar seus olhos pra não permitir que a ligação entre ele mesmo e seu poder se quebrasse, arriscando derrubar a bala no lugar errado.
“Peguei.” Key arfou, uma fina linha azul saindo do corpo do outro, suas mãos segurando a bala ensanguentada.
Mas não terminou ali. Tentar desinfetar as feridas não era exatamente um trabalho fácil também, especialmente pra alguém cujo corpo estava tão cansado. Pra sua sorte, ele não tinha que se preocupar muito sobre isso. Ao contrário dos humanos, uma bala acertando algo que não fosse um órgão vital não era algo sério e não os matava. Por quê?
O vírus era o culpado. A carne deles, a carne dos vampiros não era tão delicada quanto a dos humanos; não era tão fácil de se penetrar, fazendo com que fosse difícil pra que balas cruzassem seus corpos.
Sendo uma fera, Jonghyun era ainda mais difícil de se acertar.
Key tinha matado outros vampiros antes; ele sabia o quão diferente era matar uma fera e alguém da sua própria raça. Matar uma fera era algo que requeria grande habilidade e persistência; a carne deles era mais forte que a de um vampiro comum.
Tudo o que ele podia fazer agora era amarrar alguns curativos ao redor do torso e peito da fera, e as feridas se fechariam normalmente em breve quando ele se alimentasse outra vez. O sangue novo daria a ele novas e fortes células brancas, automaticamente limpando e fechando os buracos de bala.
Key respirou fundo, suas mãos caindo no seu colo assim que ele terminou de amarrar as ataduras brancas ao redor do corpo da fera.
Ele estava cansado. Esquece isso, ele estava exausto.
Ele sabia que tinha usado demais seu poder por um dia; sua cabeça reclamava, martelando de dor. Seu corpo estava fraco, exausto demais pra se mover.
“Droga...” Key murmurou, perdendo seu balanço enquanto tentava se levantar, colidindo com o chão outra vez. Ele não deveria, ele realmente não deveria ter exagerado, e abusado da sua energia desse jeito.
“Huuum...”
Olhos castanho-escuros se abriram lentamente, encarando um par de olhos pretos.
Jonghyun estava inclinado sobre ele, sobrancelhas franzidas em preocupação.
“Eu to bem...só...me deixa descansar um pouco...” O vampiro respirou profundamente, tentando lutar contra a desconfortável dor em sua cabeça. Por que ele estava preocupado? Era a ligação? Jonghyun sentia que ele também estava ferido por causa do laço entre eles? Sim...tinha que ser isso...
“Huuuumm..!”
Key gemeu pelo ruído. “Eu disse que eu to bem, para-”
Mas que diabos..?
Abrindo seus olhos em choque, o Vidente levantou sua cabeça, sentindo algo úmido e quente em seu braço. “Q-Que você tá fazendo?” Ele gritou, chocado ao ver o outro garoto inclinado sobre seu braço machucado, lambendo o sangue seco da ferida.
Key arfou em horror, esperando sentir presas se enterrarem rudemente em seu braço. Ele sabia que Jonghyun estava com fome; era mais que normal que ele o mordesse quando sentisse o cheiro do sangue sobre ele. Droga! Ele deveria ter feito o que Onew lhe falou, deveria ter ido checar seu braço antes e-
Ele não o mordeu.
Jonghyun não o estava mordendo.
Encarando a fera, Key franziu suas sobrancelhas em confusão, observando enquanto o outro dava lentas e cuidadosas lambidas em sua ferida.
Ele estava só...limpando a ferida. Simplesmente limpando, suas mãos segurando seu braço sem força...como se...mostrasse ao Key que ele não tinha intenção de machucá-lo...
O Vidente o encarou, sua boca aberta de choque quando a fera decidiu que seu trabalho estava terminado, deixando o braço do seu mestre, olhando pra ele de uma maneira que deixava Key jurando que ele se sentia orgulho do seu feito.
A fera...tinha sentimentos.
Ele estava...retribuindo Key por tê-lo curado.
“Obrigado...” Sua voz era praticamente um sussurro; Key estava chocado demais pra dizer mais alto. Ele simplesmente não podia acreditar.
Para chocar ainda mais seu pobre e frágil coração, Jonghyun fez algo que Key teve certeza de que tinha tirado seu fôlego.
Ele sorriu.

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Mais uma vez, perdoem-me por errinhos ocasionais de concordância e digitação...não deu pra revisar.

  
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jjongsaurus

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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    Sab 21 Dez - 3:03:04

Lembro de quando li esse capítulo; no final eu juro que imaginei o Jjong sorrindo assim e foi a coisa mais fofa do mundo <3
A relação desses dois progredindo... Interessante :^) hahahaha enfim, minha amiga agradece muito pela atualização, ela ta completamente viciada!
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MensagemAssunto: Re: The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]    

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The Beast [Jongkey] (Capítulo 6) [Atualizada - 15/01/2014]
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